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Conversa com Bial – 16/10/2019: Sérgio Rodrigues, João Máximo e Murillo Miguel

Conversa com Bial – 16/10/2019: Sérgio Rodrigues, João Máximo e Murillo Miguel

No Conversa com Bial desta quarta-feira, 16 de outubro de 2019, Pedro Bial recebe Sérgio Rodrigues, João Máximo e Murillo Miguel.

O programa relembra um dos casos mais emblemáticos envolvendo o esporte no Brasil: o roubo da Taça Jules Rimet, em 1983. O crime chocou grande parte da população brasileira e, ainda hoje, é motivo de discussão. Para falar sobre o assunto e dar detalhes sobre o acontecimento, Pedro Bial recebe o escritor Sérgio Rodrigues, o jornalista esportivo João Máximo, e Murillo Bernardes Miguel, promotor de Justiça.

Especialista quando o assunto é futebol e autor de dois livros sobre o roubo, o autor Sérgio Rodrigues faz uma confissão surpreendente: “As evidências de que a taça foi derretida não me convencem completamente. Ela tinha uma base de pedra que nunca apareceu e essa poderia ser uma prova de que, de fato, isso nunca aconteceu. Mas fica o benefício da dúvida. A ideia de que a taça não existe mais é muito triste. Como brasileiro, é algo difícil de assumir”. O convidado ainda completa, brincando: “Eu prefiro acreditar, como um bom escritor de ficção, que a taça está por aí com algum milionário.”

O procurador de Justiça Murillo Miguel, na época encarregado pelo caso, explica as particularidades da ocorrência, após a polícia descobrir que a Taça foi roubada por um argentino. “Mesmo quando a polícia chegou ao local em que ele mantinha uma oficina para derreter o ouro, o material não foi totalmente recuperado. Outros ourives diziam que esse argentino era o maior exportador da época, vendia para o exterior”, pontua. “Eu falei para o homem que derreteu a taça, na frente do delegado, que 90 milhões de brasileiros torciam e pensaram que ganharam a taça Jules Rimet. Mas quem ganhou foi a Argentina”, ironiza o promotor.

Sentindo ainda a frustração pela perda da Jules Rimet, o jornalista João Máximo complementa: “Claro que sendo uma taça esportiva, todos queriam ganhar. Mas, nós, brasileiros, temos uma relação diferente com o futebol. Sempre passou pela minha cabeça que o Brasil manteve um caso de amor com esse prêmio.”

Ainda durante o bate-papo, os convidados relembram outras decepções da Seleção Brasileira, como a derrota para o Uruguai, em 1950, e o 7×1 contra a Alemanha, na Copa do Mundo de 2014. Sobre este último e mais recente fato, Sérgio Rodrigues faz uma análise: “O roubo da taça prenuncia a derrota do 7×1. Simbolicamente, a perda da Jules Rimet foi muito grande. Ela foi uma conquista de uma geração de craques.

Fomos tricampeões do mundo jogando o melhor futebol.” Já João Máximo diz: “O 7×1 da Alemanha foi humilhante, mas isso é mais fácil de se assumir. Sobre a taça, eu nem sei se as autoridades avaliaram o tamanho dessa perda no dia do roubo. O povo e os jogadores, esses eu tenho certeza que sentiram e reconheceram.”

Objeto de cobiça por todos os praticantes de futebol do mundo, a Taça Jules Rimet coroou a conquista do tricampeonato da Seleção Brasileira, em 1970, no México, após uma final histórica contra a Itália. O troféu, feito de ouro maciço, foi levado do escritório da Confederação Brasileira de Futebol, no Rio de Janeiro, em 1983, e, segundo as investigações, derretido por um cidadão argentino que contrabandeava metal precioso.

A atração está prevista para ser exibida na Grande São Paulo, assim como todo Brasil, logo após o Jornal da Globo.

Sobre o autor | Website

Catarinense e estudante de direito. Escrevo sobre entretenimento desde 2010, mas comecei com política internacional depois da campanha americana de 2016. Adoro uma premiação e um debate político, mas sempre estou lendo ou assistindo algo interessante. Quer saber mais? Me pague um café e vamos conversar.

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