Em 2012, a artista plástica Angélica Dass passou a investigar os tons de pele de voluntários, criando um projeto fotográfico que acabaria ganhando o mundo, o “Humanae”. De Madri, onde mora há 15 anos, Angélica fala sobre seu método: ela faz a foto em um fundo branco, coleta um quadradinho de poucos pixels no nariz e busca a cor correspondente no catálogo da Pantone, que define como “um idioma de cores”: “Eles tem vários números para a cor negra e a cor branca”.

Além de questionar o conceito arbitrário de raça, Angélica busca “celebrar a diversidade da espécie”: “se o conceito de raça é uma construção social, eu acredito na arte como uma ferramenta para desconstruir”, define.

Ela também conversa com Pedro Bial sobre as motivações do projeto: seu pai tem a pele cor de chocolate escuro e foi adotado por um casal, seus avós. A avó tem pele de porcelana e cabelos de algodão, o avô, por sua vez, tem um tom entre “iogurte de baunilha e de morango”.

Assista hoje, logo após o Jornal da Globo.

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