Atuar como ‘Cristina Yang’ em Grey’s Anatomy foi traumático para Sandra Oh

Atuar como ‘Cristina Yang’ em Grey’s Anatomy foi traumático para Sandra Oh

Atuar como ‘Cristina Yang’ em Grey’s Anatomy foi traumático para Sandra Oh

A atriz explica que esse trauma se deu principalmente pelo fato de que Cristina Yang cativou o público e o foco das atenções não foi só na personagem, mas também nela como atriz

Letícia Lima setembro 3, 2021 Destaques

Em 2005, Grey’s Anatomy nos apresentou a uma das personagens femininas mais poderosas da televisão: Cristina Yang, a cirurgiã prodígio do Gray Sloan Memorial Hospital. Por 10 temporadas, a talentosa atriz Sandra Oh deu vida a médica competitiva, inteligente, ambiciosa e feroz que nos presenteou com muitos dos melhores momentos do drama médico de sucesso.

Não há dúvida de que Cristina Yang é uma das personagens mais icônicas da Sandra, que lhe rendeu vários prêmios importantes, como o Globo de Ouro de melhor atriz coadjuvante. No entanto, interpretar Cristina foi uma experiência traumática para a atriz.

Cristina Yang foi, é e sempre será uma das personagens mais queridas de Grey’s Anatomy. Embora tenhamos deixado de vê-la na tela após a décima temporada, Cristina Yang ainda está presente no coração de milhares de pessoas, entre elas Sandra Oh, que dedicou cerca de 10 anos de sua vida a Cristina.

No entanto, o apreço e o respeito que Sandra tem por esse papel que a lançou para a fama não apaga o fato de que também a colocou em um episódio sombrio em sua vida.

Cena de Grey’s Anatomy em que Sandra Oh atua como Cristina Yang.

Em uma entrevista para o Sunday TODAY, o apresentador de televisão e jornalista Willie Geist perguntou a Sandra Oh como foi dar vida a esse importante personagem na série de maior sucesso da televisão. Diante dessa questão, Sandra não hesitou em revelar o lado negro da fama.

“Para ser totalmente honesta, foi traumático.”

A atriz explica que esse trauma se deu principalmente pelo fato de que Cristina Yang cativou o público e o foco das atenções não foi só na personagem, mas também nela como atriz. Ela passou do anonimato para uma atenção tão curiosa e descuidada que até mesmo desequilibrou sua vida por um momento.

Sandra explicou que dar vida a um personagem requer um trabalho de muita privacidade e uma vez que essa privacidade é tirada, você se encontra em uma situação muito difícil. No entanto, com o tempo, ela conseguiu desenvolver as habilidades necessárias para ser capaz de lidar com a atenção que recebia, enquanto fazia seu trabalho como atriz.

“Passei de não poder sair, de esconder-me em restaurantes, a ser capaz de gerir a atenção, gerir expectativas, sem perder o sentido de mim mesma”

A atriz explicou que ter um bom terapeuta foi a forma de lidar com essa fase traumática de sua vida. Na terapia, ela aprendeu a não perder as estruturas, a ficar com os pés no chão e dizer ‘NÃO’, se necessário.

Sandra Oh na Premiação do Globo de Ouro em 2019.

Felizmente, a atriz já encontrou um equilíbrio e continua a nos dar ótimos personagens, como Eve Polastri em Killing Eve, um papel que também lhe rendeu um Globo de Ouro de melhor atriz. O seu papel mais recente é como Ji-Yoon Kim em The Chair, série da Netflix.

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