Big Brother Brasil, BBB 19
Imagem: Globo/Divulgação

Em tempos de Coronavírus, muitos de vocês estão (ou pelo menos deveriam estar) em casa. Mas aí surge aquela dúvida: o que fazer para passar o tempo? Este que vos escreve recomendaria algo simples, porém bastante eficiente para passar o tempo: assista reality shows. Sejam novos ou antigos, eles são perfeitos para quem busca divertido e leve num momento tão difícil como esse.

Contudo, sabe-se que por trás de todo produto da indústria criativa há alguém ganhando dinheiro e uma origem muito interessante. Sendo assim, te convido a explorar um pouquinho mais do gênero que eu tanto gosto: os reality shows e toda a indústria que há ao redor de um simples programa de competição ou convivência.

Nossa análise começa com a definição do que seria reality show. Numa simples tradução do inglês para o português seria ‘Show da Realidade’, sendo assim não há roteiro tampouco atores. Os participantes de cada atração precisam ser pessoas comuns, ‘da realidade’ e/ou alguém que pode ser seu vizinho.

A primeira atração do gênero foi ao ar em meados dos anos de 1970 com An American Family, da emissora americana PBS (Serviço Público de Televisão), que funciona como a nossa TV Brasil e/ou TV Cultura aqui no Brasil. O programa consistia basicamente numa equipe de gravação acompanhando o dia a dia de uma tradicional família americana.

Foram quase 300 horas de gravação que resultaram em doze episódios de uma hora de duração. Embora seja considerado um marco do gênero, An American Family gerou uma enorme polêmica à época que foi exibido. Segundo o The New York Times, a produção foi acusada de edição, manipulação e que ‘manchava’ o trabalho de documentaristas sérios.

Em 1974, a BBC produziu sua própria versão do programa. Batizado de The Family, a atração consistia no mesmo formato de doze episódios e trazia a família Wilkins, de classe operária da região de Berkshire, na Inglaterra.

O gênero se tornaria popular década depois, mais precisamente em 1999 quando estreva ao Big Brother na Holanda. O formato trazia consigo referências ao clássico de George Owell, 1984, onde uma sociedade alternativa era governada por uma força totalitária chamada de Big Brother. Essa figura observava todos seus cidadãos por meio de câmeras.

Logo o formato se tornaria o mais bem-sucedido do gênero. Adaptado em 54 países, o programa já conta com respeitáveis 448 temporadas. Com a sua popularização, outros modelos foram surgindo e o gênero foi se dividindo em subgêneros:

  • Show de Talentos (como American Idol e Britain’s Got Talent)
  • Gastronomia (como MasterChef e Top Chef)
  • Romance (como The Bachelor e Love Is Blind)
  • Confinamento (como Big Brother e A Fazenda)
  • Estilo de Vida (como Keeping Up with the Kardashians e The Real Housewives)
  • Imóveis (como Irmãos à Obra e Million Dollar Listing)
  • Esportivo (como American Niinja Warrior e All Or Nothing)
  • Negócios (como O Aprendiz e Shark Tank)
  • Sobrevivência (como No Limite e Survivor).
  • Moda (como Project Runway)

Segundo levantamento da Betway, site de cassino online, os maiores produtores de reality shows são Reino Unido, Estados Unidos, Austrália, Índia e Coreia do Sul, respectivamente. E ainda de acordo com uma análise do site, em torno de sessenta e sete países têm ao menos um reality show indo ao ar em sua grade televisiva no ano.

Embora o Brasil não apareça como um polo de reality shows, o gênero se popularizou (e muito) por aqui desde o surgimento do primeiro formato em 2000, com No Limite, seguindo por Casa dos Artistas em 2001, Big Brother Brasil em 2002 e por aí vai até chegar em Mestre do Sabor, The Four Brasil e Power Couple Brasil recentemente.

Um levantamento feito pelo Instituto Ipsos em 205 observou que o consumo de reality shows no Brasil segue um padrão singular: 61% dos telespectadores são mulheres; 52% da audiência pertence a classe C, enquanto o demográfico predominante é de 25-34 anos, representando 24% do total.

Em questões geográficas, o Distrito Federal é quem mais consome reality shows com 28% do total, seguido da Grande Salvador (21%), Grande São Paulo (20%), Grande Recife (18%) e Grande Fortaleza (17%).

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