Chester's Mill, cidade onde acontece a trama de Under The Dome.

Quando a Rede Globo começou a exibir a série ‘Under The Dome’, no fim do ano passado, muitos internautas correram para pesquisar sobre a nova atração global. A proposta é muito interessante: uma pequena cidade norte-americana se isola do resto do mundo graças a uma espécie de ‘domo’ que aparece misteriosamente, deixando a população em pane. Ninguém sai, ninguém entra na pacata Chester’s Mill. E agora, como resolver esse mistério?

Acontece que os executivos da CBS simplesmente se perderam ao longo dos episódios e listar apenas 5 motivos pelos quais você não deve nem começar a acompanhar a série não é uma tarefa das mais difíceis. ATENÇÃO! Antes de iniciar, saiba que existem spoilers:

1 – Personagens confusos: mocinhos e vilões ficam longe de serem bem definidos no programa. Ao mesmo tempo que ‘Big Jim’ é um vereador corrupto, autoritário e até mesmo violento, nutre uma bela e inocente amizade com a dona de um bar local e, até certo ponto, faz de tudo para que a cidade não fique sem água, comida e energia. ‘Barbie’ (???) simplesmente matou a sangue frio o marido da competente jornalista ‘Julia’ e, alguns episódios depois, os dois já estavam num belo e apaixonante romance.

2 – O mal de muitas séries: a ENROLAÇÃO: A partir do momento que o tal domo se instala em Chester’s Mill, os roteiristas da série dedicam um episódio inteiro para falar da falta de água na cidade, outro para falar da escassez de energia, comida, e assim por diante. Para quem assiste, fica óbvio que em dadas condições a escassez de recursos se tornaria um fato, fica extremamente repetitivo e chato dedicar vários episódios inteiros no assunto.

3 – A morte do Sheriff ‘Duke’ Perkins: A participação de ‘Duke’ na série dura apenas um episódio (o primeiro), e em tão pouco tempo ele se torna um personagem essencial para a trama, onde batia de frente com Big Jim pelo controle da cidade em meio ao caos. Ao invés dos roteiristas aproveitarem o talento do ator, aliado a importância de seu personagem e explorá-lo ao máximo, tomam a brilhante decisão de que ele irá morrer da forma mais patética possível: ao tocar no domo e seu marca-passo explodir.

4 – A nova Sheriff é simplesmente patética: Após a morte de Duke, ‘Linda’ herda o cargo e, a partir do primeiro momento, causa uma sensação extrema de monotonia ao expectador. Entre os absurdos causados pela falta de pulso firme da Sheriff, podemos citar a inexplicada incorporação de ‘Júnior’ (filho de Big Jim) e Barbie ao policiamento da cidade. O detalhe é que este último sequer usa farda, simplesmente entra na delegacia, pega sua arma e pronto.

5 – O episódio final: Não vamos entrar em detalhes pois certamente teremos leitores curiosos que, mesmo com a crítica, irão assistir a série, mas podemos adiantar que você terá a estranha e inexplicada sensação de quebrar sua televisão ao final do episódio.

A série foi exibida pela Rede Globo ano passado, mas atualmente encontra-se, completa, na Netflix.

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3 COMENTÁRIOS

  1. O único ponto que eu concordo é a enrrolação toda série tem isso, o resto tem que ser descartado, não foi uma avaliação profissional!

  2. Estou assistindo e gostando muito.

    Sobre as personagens, também observei que muitos deles não se enquadravam no papel de mocinho e bandido e achei muito interessante isso, pois fugiu do clássico maniqueísmo. Na vida as pessoas não são sempre 100% boas ou más, achei coerente por fazer a pessoas refletirem e até se identificarem.

  3. Estou assistindo e gostando muito.

    Sobre as personagens, também observei que muitos deles não se enquadravam no papel de mocinho e bandido e achei muito interessante isso, pois fugiu do clássico maniqueísmo. Na vida as pessoas não são sempre 100% boas ou más, achei coerente por fazer a pessoas refletirem e até se identificarem.

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