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Em nota, Temer nega pagamento para calar Cunha

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Após as revelações da delação premiada do empresário Joesley Batista, o presidente Michel Temer divulgou uma nota negando a compra do silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha e dizendo defender a “ampla e profunda investigação para apurar todas as denúncias veiculadas pela imprensa”.

“O presidente Michel Temer jamais solicitou pagamentos para obter o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha. Não participou e nem autorizou qualquer movimento com o objetivo de evitar delação ou colaboração com a Justiça pelo ex-parlamentar.

O encontro com o empresário Joesley Batista ocorreu no começo de março, no Palácio do Jaburu, mas não houve no diálogo nada que comprometesse a conduta do presidente da República.

O presidente defende ampla e profunda investigação para apurar todas as denúncias veiculadas pela imprensa, com a responsabilização dos eventuais envolvidos em quaisquer ilícitos que venham a ser comprovados”.

Aécio Neves

Já investigado em diversos inquéritos da Operação Lava Jato, Aécio Neves também foi citado na delação – ainda não homologada pelo ministro Edson Fachin. Segundo o jornal “O Globo”, o dono da JBS entregou à Procuradoria-Geral da República (PGR) uma gravação que mostra o tucano pedindo R$ 2 milhões para pagar as despesas de sua defesa. O diálogo durou cerca de 30 minutos e ocorreu no Hotel Unique, em São Paulo.

Ao aceitar o pedido de ajuda, Joesley perguntou quem seria o responsável por pegar as malas com dinheiro. “Tem que ser um que a gente mata ele antes de fazer delação. Vai ser o Fred com um cara seu. Vamos combinar o Fred com um cara seu porque ele sai de lá e vai no cara. E você vai me dar uma ajuda do caralho”, disse Aécio.

Eleições diretas

Para o deputado José Guimarães (PT/CE), líder da oposição, a solução para a crise “não pode ser outra”, além da convocação de eleições diretas. “A Casa não pode funcionar em uma crise desta dimensão, e que busquemos uma solução política para a crise. A solução não pode ser outra: é a convocação imediata de novas eleições. Esse é o melhor caminho para reconstruir o Estado de Direito, recompor a democracia e reunificar o país”, disse Guimarães.

A deputado Alessandro Molon (Rede/RJ) fez um pedido de impeachment de Temer logo após a revelação do caso. Ele também apoiou a convocação de eleições diretas para presidente do país. Molon disse que não há “fundamento que justifique que o Congresso, no meio de tantas suspeitas e investigações, possa fazer uma eleição indireta”.

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