Em Havana, Papa faz apelo por paz na Colômbia

(ANSA) – O papa Francisco dedicou o Angelus após a primeira missa que celebrou em Havana, neste domingo (20), para fazer um apelo pela paz na Colômbia. “Neste momento, me sinto no dever de levar meu pensamento à amada terra da Colômbia, consciente da importância crucial do momento atual, com esforço renovado e cheio de esperança, em que seus filhos estão buscando a construção de uma sociedade pacífica”, destacou o Pontífice.

O líder da Igreja Católica ainda fez um pedido para que o “sangue derramado por milhares de inocentes durante tantas décadas de conflito armado, unido ao de Jesus Cristo na cruz, dê sustentação a todos os esforços que estão sendo feitos – inclusive por essa bela ilha – para uma reconciliação definitiva”.

Jorge Mario Bergoglio se referia ao governo de Cuba que, há cerca de dois anos, é a sede das conversas entre o governo colombiano – liderado pelo presidente Juan Manuel Santos – e os representantes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Pouco antes da visita de Francisco à ilha caribenha, o grupo armado chegou a pedir uma reunião com o sucessor de Bento XVI, para explicar o andamento das negociações. Porém, o encontro não foi colocado de maneira oficial na agenda do Papa. Fontes vaticanas informaram que o líder dos católicos, no entanto, nomeou um representante da Santa Sé para observar as conversas entre os dois lados.

Ainda neste ano, Santos viajou ao Vaticano e confirmou que as negociações de paz estiveram na pauta. O presidente também expressou seu desejo de Francisco entrar nas conversas para dar um “respaldo” a um possível acordo entre as partes. Emocionado, o papa argentino fez mais um pedido durante o Angelus. “Por favor, não podemos permitir outra falência deste caminho de paz e reconciliação. E, assim, a longa noite de dor e violência, com a vontade de todos os colombianos, se possa transformar em uma dia interminável de concórdia, justiça, fraternidade e amor, no respeito às instituições e do direito nacional e internacional, para que a paz seja duradoura”, finalizou.

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