Destaques, Universo

Um ‘furacão’ de matéria escura se aproxima da Terra

Um ‘furacão’ de matéria escura se aproxima da Terra a uma velocidade de cerca de 500 quilômetros por segundo, de acordo com um estudo realizado pelo físico teórico Ciaran O’Hare publicado na semana passada na revista científica Physical Review D. A passagem do fenômeno pelo nosso Sistema Solar poderia ser uma oportunidade histórica para detectar diretamente esse tipo de matéria, hoje um dos grandes enigmas do universo.

Até agora, a ciência só foi capaz de explicar a existência da matéria escura graças às forças gravitacionais que acompanham os movimentos cósmicos, já que, na realidade, você não pode ver ou tocar.

A descoberta desta tempestade de matéria escura, chamada S1, baseia-se em um conjunto próximo de estrelas se movendo na mesma direção. Os cientistas acreditam que são os restos de uma galáxia anã que foi engolida pela Via Láctea há bilhões de anos atrás.

Esse fenômeno, que não acarreta nenhum perigo para a humanidade, é apresentado como uma grande oportunidade para aprender mais características dessa matéria invisível que constitui um quarto da massa e energia totais do universo.

De acordo com cálculos do físico Pierre Sikivie, na presença de um forte campo magnético as partículas ultraleves que compõem a matéria escura, conhecida como áxions, seriam capazes de se tornar fótons visíveis, o que permitiria a comunidade científica de detectar.

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NASA vai lançar sonda espacial que ‘tocará’ o sol

(ANSA) – A NASA lançará neste sábado (11) a sonda espacial Parker Solar Probe que, após sete anos de missão, será o veículo que chegará mais próximo do Sol na história. A decolagem será feita da plataforma de Cabo Canaveral, no estado norte-americano da Flórida, e o dispositivo deve chegar a uma distância de 6 milhões de quilômetros do Sol.

Em fevereiro de 2020, será a vez da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), lançar a sonda Solar Orbiter. O lançamento estava previsto para outubro deste ano, mas foi adiado para fevereiro de 2020, a tempo de aproveitar o período tido como de menor atividade solar. O veículo europeu não deve chegar tão próximo ao Sol quanto a sonda norte-americana, parando a cerca de 43 milhões de quilômetros do astro. O objetivo da missão é observar as regiões polares do Sol, de onde saem os caminhos que levam as partículas solares ao espaço interplanetário.

“A sonda Parker será imersa na coroa solar, onde as temperaturas atingem picos de 1377º C. As imagens super detalhadas nos ajudarão a entender o que acelera o vento solar e as partículas energéticas, de forma que se permitam previsões mais precisas das tempestades solares e da meteorologia espacial”, explica Mauro Messerotti, do Observatório do Instituto Nacional de Astrofísica italiano (Inaf).

A aproximação ao Sol permitirá também uma melhor compreensão sobre as manchas solares, sobre as emissões de partículas e sobre a maneira como as regiões ativas do astro funcionam.

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Prepare-se: o mais longo eclipse lunar do século 21 está se aproximando!

Na próxima sexta-feira, 27 de julho , ocorrerá o mais longo eclipse lunar do século XXI, com mais de 102 minutos de duração, no qual a Lua, sem desaparecer, adquirirá um tom avermelhado .

Uma declaração do Instituto de Astrofísica das Ilhas Canárias (IAC), baseando-se em dados da NASA, indica que será um eclipse total “com o seu pico máximo centrado na direção do Oceano Índico”.

Ao contrário dos eclipses solares, as manchas podem ser vistas de qualquer lugar do mundo, a partir do momento em que a Lua aparecer acima do horizonte.

Um fenômeno desse tipo ocorre quando a Lua passa pela sombra da Terra. A atmosfera da Terra, que excede cerca de 80 quilômetros até o diâmetro do nosso planeta, age como uma lente que desvia a luz do sol e “filtra efetivamente seus componentes azuis e deixa apenas a luz vermelha que será refletida pelo satélite”, explicou o IAC, afirmando que esse é o motivo “do brilho acobreado tão característico” que a Lua adquire nessas ocasiões.

Fenômeno no Brasil

O fenômeno, também conhecido como “Lua de Sangue”, começará às 16h30 — o eclipse total vai durar pouco mais de uma hora e meia, segundo o Observatório Nacional. É o último eclipse total da Lua que poderá ser observado do Brasil neste ano. O próximo acontecerá em janeiro de 2019.

Na parte leste do país, a Lua nascerá durante a fase total do eclipse. No oeste, entretanto, os brasileiros vão observar a Lua em sua fase parcial. O Observatório Nacional recomenda que as pessoas busquem um local onde é possível ver o céu perto do horizonte a leste.

A partir das 18h13, a Lua sai da sombra mais escura — o movimento marca o início do eclipse parcial, que vai até as 19h19. Depois, começa a fase penumbral, quando a Lua entra em sua sombra mais clara. A “Lua de Sangue” terminará às 20h29.

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Cientistas descobrem moléculas orgânicas em Marte

(ANSA) – Cientistas descobriram minerais de argila em Marte, o que pode ser um indicador de existência de vida no planeta.

O estudo foi conduzido pela missão “Curiosity”, da Nasa, e publicado na revista científica “Science Advances”. A argila é um material natural composto por alumínio, ferro e outros elementos alcalinos. Mas ela também pode conter materiais orgânicos.

Além disso, de acordo com o estudo, as partículas descobertas podem indicar a presença de água em Marte. As moléculas foram encontradas nas Crateras de Gale, local explorado desde 6 de agosto de 2012, e “estão conservadas em origem lacustre na base dos Morros de Murray há 3,5 bilhões de anos”.

O laboratório excluiu a possibilidade de contaminação do solo, mas não conseguiu chegar à origem das partículas. O que é certo é que, se a matéria orgânica foi encontrada perto da superfície de um ambiente hostil como o de Marte, as chances de achá-la no subsolo aumentam.

A perfuração do solo será realizada pela missão “ExoMars 2020”, da Agência Espacial Europeia (ESA). “Marte pode ter abrigado vida no passado”, disse Chris Webster, pesquisador da Nasa. “São tempos entusiasmantes, olhamos com esperança para o futuro”, acrescentou.

Outra pesquisa publicada pela “Science” descreveu oscilações no nível de metano no planeta, descobertas em 2004, pela ESA. No entanto, na época não se sabia de onde o gás, considerado um dos principais indícios de vida, era proveniente.

Acreditava-se que a descoberta de eventuais variações poderia representar uma nascente ainda ativa no planeta vermelho. A resposta também veio pela missão “Curiosity”: as variações no nível de metano foram observadas e “são consistentes com pequenas nascentes localizadas na superfície ou no subsolo”.

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Universo

Chuva de meteoros poderá ser vista na próxima semana

Os brasileiros poderão conferir a primeira chuva de meteoros de grande intensidade neste ano, as chamadas Líridas, entre 15 e 26 de abril. Por alguns instantes, um grande número de estrelas cadentes será visível perto da estrela Vega, antes do amanhecer no horizonte norte.

Conhecidas como as “estrelas de abril”, as Líridas são vistas todo ano neste mês e não oferecem riscos para a Terra. Os meteoros são pequenos corpos celestes que entram na atmosfera terrestre, queimando parcial ou totalmente — o que deixa um rastro no céu, que chamamos de estrela cadente.

“As chuvas de meteoros acontecem quando um grande número destes corpos entra na atmosfera terrestre ao mesmo tempo, causando uma sequência de estrelas cadentes que podem ser visualizadas a olho nu e que podem durar vários dias”, explica o pesquisador Fernando Roig, do Observatório Nacional (ON).

Os moradores do Norte e Nordeste terão as melhores visões desse fenômeno.

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