Destaques, Universo

Colisão que formou a Lua pode ter dado origem à vida na Terra, diz pesquisa

De acordo com a chamada Hipótese do Grande Impacto, um planeta chamado Theia – do tamanho de Marte – colidiu com a Terra há 4,6 bilhões de anos, e de seus restos a Lua foi formada. Agora, um estudo realizado por pesquisadores da Rice University (EUA) sugere que essa colisão também poderia ter tornado a vida possível em nosso planeta. A pesquisa foi publicada na revista Science Advances.

De acordo com o portal Phys.org, especialistas acreditam que este outro planeta provavelmente trouxe à Terra a maioria dos elementos essenciais para a vida, incluindo carbono, nitrogênio e outros importantes elementos voláteis.

Para chegar a essa conclusão, a equipe realizou uma série de experimentos em laboratório para testar a teoria de que os elementos voláteis chegaram ao nosso planeta após uma colisão com um planeta embrionário e com um núcleo rico em enxofre.

Colisão do planeta Theia

Especificamente, eles criaram as condições de alta temperatura e alta pressão sob as quais o núcleo de Theia poderia ter sido formado, a fim de determinar a porcentagem de enxofre necessária para o núcleo excluir carbono e nitrogênio, deixando-os no silicato do planeta.

Como resultado, eles determinaram que o marcadores de isótopo de carbono-azoto “são consistentes com o impacto que formou a Lua e que envolvem um planeta do tamanho de Marte e com um núcleo rico em enxofre”. Os cientistas afirmam que seu cenário é o primeiro que pode “explicar o tempo e a entrega de elementos voláteis [para a Terra] de uma maneira consistente com todos os testes geoquímicos”.

Rajdeep Dasgupta, um dos autores da pesquisa, ressaltou que essa descoberta também é importante para além do nosso Sistema Solar. Como se observa, o estudo “sugere que um planeta rochoso como a Terra tem mais oportunidades de aquisição de elementos essenciais para a vida se ele é formado e cresce a partir de impactos gigantes com planetas que experimentaram diferentes elementos básicos, talvez a partir de diferentes partes de um disco protoplanetário”.

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Universo

Missão chinesa consegue cultivar planta na Lua pela 1ª vez

Em feito inédito, semente de algodão germinou no satélite

(ANSA) – Pela primeira vez na história, um material biológico germinou na Lua. A Agência Espacial Chinesa (CNSA) informou nesta terça-feira (15) que uma plantinha de algodão, cultivada dentro de uma pequena estufa ao lado de sementes de batata, leveduras e ovos de mosca-das-frutas, cresceu no satélite natural, marcando um feito importante para a exploração do Universo.

A semente foi levada pela sonda Chang’e-4, que em 3 de janeiro realizou o primeiro pouso no lado oculto da Lua. Essa é a primeira vez que o homem consegue fazer uma planta crescer em um corpo celeste diferente da Terra. As primeiras imagens do broto foram publicadas pela própria agência chinesa, que já recebeu mais de 170 fotos até o momento, segundo a imprensa local. O objetivo do experimento, projetado por 28 universidades do país, é recriar uma pequena biosfera, um ecossistema artificial e autônomo, a fim de testar a possibilidade de cultivar frutas e verduras em outros planetas para o sustento de futuras colônias humanas no espaço.

Os organismos vivos presentes no interior da estufa são constantemente abastecidos com água, ar e nutrientes, mas, segundo os pesquisadores chineses, o desafio mais difícil é manter o clima adaptado para o crescimento da planta na Lua, onde as temperaturas oscilam entre 173ºC abaixo de zero e mais de 100ºC.

As sementes, aponta a imprensa local, foram submetidas a um tratamento biológico para ficar adormecidas durantes os 20 dias de viagem da Terra à Lua, e seu crescimento se deu quando o centro de controle enviou um comando para ativar a irrigação no recipiente.

Tentativas parecidas de cultivo foram feitas a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS), mas nunca fora dela. Em agosto de 2015, o experimento de jardinagem chamado “Veggie” realizou o primeiro plantio de alface romana no espaço, após meses de tentativas e erros. Em janeiro de 2016, surgiu a primeira flor, uma zínia laranja, enquanto em abril de 2018, ocorreram os primeiros cultivos de cereais na ISS. 

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Universo

Sonda chinesa faz 1º pouso na face oculta da Lua

Objetivo da Chang’e-4 é estudar estrutura da superfície lunar

(ANSA) – A sonda chinesa Chang’e-4 aterrissou nesta quinta-feira (3) na face oculta da Lua, aquela que não se vê a partir da Terra, um feito inédito na história da exploração espacial.

O pouso no satélite natural, também chamado de alunagem, foi confirmado pela Administração Espacial Nacional da China (CNSA), segundo a qual a operação foi realizada com ajuda do satélite Queqiao, que enviou as fotos da face oculta da Lua e será responsável pela transmissão de sinais entre a Terra e a Chang’e-4.

Imagem: China National Space Administration

A sonda foi lançada em 7 de dezembro, do sul da China, que vê suas ambições espaciais se concretizando no mesmo ano em que se comemora o 50º aniversário do histórico desembarque da missão Apolo 11, que levou o americano Neil Armstrong a se tornar o primeiro homem a pisar em solo lunar.

A Chang’e-4, que contém um robô, estudará a composição dos minerais e a estrutura da superfície lunar.

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Universo

Sonda da Nasa sobrevoa objeto mais distante já explorado

(ANSA) – A sonda espacial da Nasa New Horizon, que dera ao mundo as primeiras imagens de Plutão, realizou mais um feito inédito: alcançou o corpo celeste mais distante já explorado pelo homem, uma rocha coberta de gelo no Cinturão de Kuiper.

Apelidado de “Ultima Thule”, o corpo está a mais de 6,4 bilhões de quilômetros da Terra. À 0h33 (03h33 em Brasília) do primeiro dia de 2019, a New Horizon passou a 3,5 mil quilômetros do “Ultima Thule” e começou a observar o misterioso objeto celeste através de suas potentes lentes.

As primeiras imagens, em preto e branco, foram divulgadas nesta quarta-feira (2), e o diretor do projeto, Alan Stern, do instituto de pesquisa Southwest, comemorou o recorde. “Um veículo espacial jamais explorou algo tão distante de nós”, declarou.

“Acabamos de completar o voo mais longo já realizado pela humanidade”, disse Alice Bowman, responsável pelas operações da New Horizon. “Estamos prontos para as transmissões científicas do Ultima Thule, que nos ajudarão a entender as origens do nosso sistema solar”, explicou.

“Ultima Thule” é um termo usado na Antiguidade para se referir ao ponto que marcava o fim do mundo conhecido.

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Destaques, Universo

Um ‘furacão’ de matéria escura se aproxima da Terra

Um ‘furacão’ de matéria escura se aproxima da Terra a uma velocidade de cerca de 500 quilômetros por segundo, de acordo com um estudo realizado pelo físico teórico Ciaran O’Hare publicado na semana passada na revista científica Physical Review D. A passagem do fenômeno pelo nosso Sistema Solar poderia ser uma oportunidade histórica para detectar diretamente esse tipo de matéria, hoje um dos grandes enigmas do universo.

Até agora, a ciência só foi capaz de explicar a existência da matéria escura graças às forças gravitacionais que acompanham os movimentos cósmicos, já que, na realidade, você não pode ver ou tocar.

A descoberta desta tempestade de matéria escura, chamada S1, baseia-se em um conjunto próximo de estrelas se movendo na mesma direção. Os cientistas acreditam que são os restos de uma galáxia anã que foi engolida pela Via Láctea há bilhões de anos atrás.

Esse fenômeno, que não acarreta nenhum perigo para a humanidade, é apresentado como uma grande oportunidade para aprender mais características dessa matéria invisível que constitui um quarto da massa e energia totais do universo.

De acordo com cálculos do físico Pierre Sikivie, na presença de um forte campo magnético as partículas ultraleves que compõem a matéria escura, conhecida como áxions, seriam capazes de se tornar fótons visíveis, o que permitiria a comunidade científica de detectar.

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