Destaques, Dicas de Saúde

“Doenças de chuva”: saiba quais são e como evitar

A forte incidência de chuvas traz transtornos além dos alagamentos e do caos no trânsito. Em cidades como Natal, de clima tropical, com chuvas intercaladas ao calor e umidade, o ambiente torna-se propício para doenças infectocontagiosas, também chamadas “doenças de chuva”. Cuidados pontuais, como a atenção na higienização dos alimentos e a proteção ao contato com a água contaminada, são medidas essências para prevenção.

A professora do curso de Enfermagem da Faculdade Estácio de Natal – unidade Ponta Negra, Alessandra Lucchesi, relata que as doenças mais frequentes neste período são as infecções respiratórias (como influenza e coqueluche), a leptospirose (transmitida pela urina do rato) e as arboviroses (dengue, zika vírus e chikungunya).

A falta de ações de prevenção, por parte da sociedade, colabora para a disseminação destas doenças, alerta a professora. “No caso das arboviroses, por exemplo, é necessária a manutenção dos cuidados contra a proliferação do mosquito Aedes Aegypt – evitando, principalmente, o acúmulo de água”, reforça. Para garantir a prevenção, o uso de repelentes é indicado onde há incidência do mosquito.

Descartar o lixo corretamente e no local apropriado também é uma medida essencial. A água das chuvas poluída aumenta o risco de doenças infecciosas, que pode afetar a população. O risco maior aqui é o contágio pela urina do rato.

“Higienizar bem os alimentos, lavar as mãos antes das refeições, evitar locais com grandes concentrações de pessoas, e procurar não ter contato com as águas das chuvas são cuidados essenciais para se prevenir destas doenças”, frisa a enfermeira. Além disto, é indicada uma boa limpeza em residências ou estabelecimentos comerciais, caso sejam atingidos pelos alagamentos.

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Plantas medicinais como alternativa para equilíbrio e tranquilidade

Uma rotina intensa, decisões no trabalho, uma entrevista de emprego, realização de provas e concursos são situações que muitas vezes nos tiram a calma e até comprometem a qualidade do sono. Dentre as opções para manter a mente e o corpo tranquilos, as plantas medicinais, em preparações de infusão (o que chamamos de chá), se apresentam como alternativas paliativas de preparo simples e com benefícios comprovados cientificamente.

O uso consciente das plantas medicinais é aceito e preconizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). De acordo com os dados do Ministério da Saúde, entre os anos de 2013 e 2015, a busca pelo tratamento à base de plantas e medicamentos fitoterápicos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) teve um crescimento de 161%.

A professora Ana Elizabeth Alves explica que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) regula o consumo das plantas medicinais como fitoterápicos por meio de uma lista de espécimes que foram estudadas e que apresentam comprovação científica da sua eficácia na melhoria de sintomas de determinadas doenças. Raízes, folhas, flores, cascas e frutos têm propriedades para tratamento de uma infinidade de enfermidades. Antes do uso, no entanto, é importante verificar se há alguma sensibilidade a alguns dos componentes.

Para situações de estresse, a professora recomenda algumas plantas que podem ser utilizadas:

Funcho (Foeniculum Vulgare) ou Erva-Doce: As sementes concentram as maiores propriedades medicinais, contudo, as folhas também são utilizadas na medicina popular. O funcho relaxa os músculos lisos na área tônica digestiva. Como utilizar: fazer a infusão com três colheres de sopa de sementes secas de Funcho para um litro de água. Tomar uma xícara do chá três vezes ao dia.

Camomila (Matricaria Recutita): A camomila é rica em propriedades sedativas e calmantes. Suas folhas e flores apresentam características medicinais. Como utilizar: fazer a infusão com suas folhas e flores. Tomar uma xícara do chá três vezes ao dia.

Maracujá (Passiflora Incarnata): As folhas possuem efeito adstringente, agem como sedativo no tratamento da tensão nervosa e insônia. Como utilizar: fazer a infusão com uma folha fresca de maracujá para uma xícara de chá. Beba duas xícaras por dia.

Projeto dá orientações a idosos sobre uso consciente das plantas medicinais

O projeto de extensão do curso de Nutrição da Estácio Ponta Negra – denominado “Educação em saúde visando o uso racional de plantas medicinais e/ou fitoterápicos em grupos de idosos na cidade de Natal/RN” -, realiza encontros mensais com grupos da terceira idade no Serviço Social do Comércio do RN (SescRN). Estudantes supervisionados pela coordenadora do projeto, professora Ana Elizabeth Alves, já realizaram um levantamento das plantas medicinais mais conhecidas e utilizadas pelos idosos atendidos pelo grupo.

A partir destas informações, o trabalho terá continuidade com a promoção de palestras a fim de orientá-los sobre o uso consciente das plantas de acordo com suas necessidades e com a preconização do Ministério da Saúde. Também faz parte do projeto a realização de oficinas culinárias com preparações de chás, infusões e suchás junto aos idosos, de modo que possam fazer o uso correto das plantas medicinais e usufruir seus benefícios de forma segura. O próximo encontro mensal será no dia 19 de junho.

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Casos de conjuntivite aumentam na temporada de gripe

Nesta época do ano aumentam os casos de gripe – que podem ser bastante debilitantes, afastando pessoas do trabalho e dos estudos por alguns dias. O que muita gente desconhece é que a temporada de gripe coincide com o aumento nos casos de conjuntivite – doença que se manifesta, geralmente, com vermelhidão nos olhos e lacrimejamento excessivo e espesso, resultando em queixas de que os olhos estão “colados”.

De acordo com o médico oftalmologista Renato Neves, diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos (SP), assim como a gripe, o tipo mais comum de conjuntivite é uma infecção viral – embora haja outros tantos tipos frequentes, como conjuntivite bacteriana, alérgica, química,  etc. “É bastante comum que o indivíduo fique gripado e tenha conjuntivite ao mesmo tempo. Em casos mais severos de conjuntivite viral, a esclera – parte branca dos olhos – se apresenta avermelhada, o entorno dos olhos pode inchar, e o lacrimejamento aumenta três ou quatro vezes, sendo que às vezes é purulento e de coloração amarelo-esverdeado”.

Neves adverte que toda irritação ocular prolongada deve ser avaliada por um oftalmologista, a fim de fazer um diagnóstico acurado do problema e descartar outras doenças da visão.

“Geralmente, a conjuntivite dura entre uma e duas semanas, não mais que isso. Mas há meios de atenuar o desconforto nesses dias e evitar que ela se espalhe entre as pessoas do convívio do paciente até desaparecer por completo. Enquanto o uso de colírios específicos proporciona mais alívio em caso de dor, sensação de areia nos olhos e vontade de permanecer de olhos fechados, lágrimas artificiais contribuem para aumentar o bem-estar. Também é fundamental que o paciente esteja sempre com as mãos bem lavadas, evitando levá-las aos olhos antes de tocar em objetos de uso comum, como maçanetas, toalhas etc. Nesses dias, inclusive, deve evitar compartilhar roupas, travesseiros, celulares, canetas, chaves etc.”

Assim como o vírus da gripe, o vírus da conjuntivite pode permanecer ativo por até três dias numa maçaneta, por exemplo, expondo outras pessoas ao risco de contrair a doença. “A vacinação contra gripe pode ser bastante útil, também, em relação à conjuntivite, já que melhora o sistema imunológico do indivíduo. Mas o que as pessoas têm de manter em mente é que, seja por gripe ou conjuntivite, lavar sempre as mãos é fundamental para evitar uma piora da doença e principalmente que ela se espalhe”, conclui Neves.

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Organização Mundial da Saúde alerta para exposição das crianças à aparelhos digitais

Quem nunca ficou surpreso com tamanha esperteza de uma criança ao interagir sozinha com um smartphone? Elas conseguem desenrolar quase tudo, como fazer selfies, selecionar seus desenhos e jogos favoritos e muito mais. É assim, com os pequenos dedinhos deslizando na tela, que se resume a infância moderna, imersa na tecnologia como referência de lazer. Porém, especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS) alertam para os impactos do uso excessivo dos dispositivos móveis e eletrônicos.

A OMS lançou em abril deste ano novas diretrizes para orientar pais e cuidadores de crianças menores de 5 anos quanto ao uso de aparelhos digitais, atividade física e horas de sono. Conforme o documento, crianças menores de dois anos não devem ter contato com telas e aquelas com dois anos ou mais devem assistir televisão por até, no máximo, uma hora por dia.

Não são só as crianças que devem fazer o uso adequado das tecnologias. Os adultos também devem dar o exemplo, pois os pequenos, de acordo com o psicoterapeuta Iarodi Bezerra, adquirem parte de seu aprendizado por meio da imitação de seus pais e adultos de sua referência. “Ao ver os adultos vivendo cada vez mais dependentes dos aparelhos tecnológicos as crianças tendem a seguir o mesmo caminho, tornando-se presas aos jogos virtuais”, alerta.

Foto: Portal Comunique-se

Para o especialista, a divisão da atenção dos adultos entre o bate-papo nas redes sociais e os momentos de interação com as crianças molda a forma de relacionar-se socialmente. Iarodi explica que a carência da conexão com o ‘aqui-e-agora’, consequentemente, os levam a aprender a viver em um mundo restrito ao virtual.

Ansiedade, transtorno do humor, psicose, transtorno do apego, baixa autoestima, insônia e outros inúmeros transtornos que podem atrapalhar o desenvolvimento infantil são reflexos dos impactos da exposição excessiva a aparelhos tecnológicos. “Os pais podem observar sintomas como nervosismo, dificuldade da criança em ficar longe deles de maneira descontrolada, agitação, agressividade, entre outras. Após observação é importante que os pais busquem acompanhamento psicológico para que tais problemas sejam sanados e gerem bem-estar para a criança e consequentemente para a família”, recomenda Iarodi.

Processos de aprendizagem

Para o psicoterapeuta o desenvolvimento infantil é único para cada geração. No processo de aprendizagem, a tecnologia é uma grande aliada. “Mas é necessário, no que diz respeito ao aprendizado infantil, que o uso dos recursos eletrônicos seja restrito e que o lúdico, o uso da psicomotricidade, da imaginação sejam amplamente utilizados. Faço uma ressalva que no processo de aprendizagem deve haver um alinhamento do corpo pedagógico com a família”.

Confira as recomendações da OMS

Crianças menores de 1 ano: não devem ser expostas às telas; não devem passar mais de 1 hora restritas a carrinhos ou cadeirões; devem dormir de 14 a 17 horas (entre 0-3 meses) e entre 12 a 16 horas (4-11 meses), incluindo sonecas;

Crianças de 1-2 anos: não é recomendado o uso de aparelhos eletrônicos e digitais; não devem exceder mais de 1 hora diária restritas a cadeirões e similares; devem passar 180 minutos por dia realizando atividades físicas; precisam dormir de 11-14 horas;

Crianças de 2-4 anos: não devem exceder 1 hora diante das telas; podem passar no máximo 1 hora restritas a cadeirões e similares; ter 180 minutos diários em atividades físicas; dormir de 10-13 horas por dia;

Quantos aos pais, devem buscar realizar com seus filhos atividades lúdicas e priorizá-las evitando, nos momentos dedicados à família, o contato com smartphones, tablets, entre outros. Uma dica importante: não ter medo de dizer ‘não’, mesmo que a reação seja negativa por parte da criança.

Fonte: E+B Educação | Jaqueline Vaz

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Câncer de rim pode ser diagnosticado precocemente

Os rins são órgãos de cor vermelho escuro, semelhantes a feijões, pesando aproximadamente 150 gramas. Estão localizados na porção superior da região lombar.

Várias são as funções do rim: filtrar o sangue e eliminar substâncias nocivas; manter o equilíbrio do pH sanguíneo e de eletrólitos; controlar a eritropoiese (produção de células vermelhas do sangue); produzir hormônios (aldosterona e prostaglandinas).

A American Câncer Society estima que em 2019 ocorram nos Estados Unidos cerca de 73.820 novos casos de câncer renal e aproximadamente 14.770 pessoas morrerão desta neoplasia, lembrando que a idade média do diagnóstico é 64 anos. “É importante destacar que o tumor de rim está entre os 10 tipos de neoplasias mais frequentes no mundo e o carcinoma de células renais é o tipo tumoral mais comum”, destaca Dr. Marco Aurélio Lipay – autor do Livro “Genética Oncológica Aplicada a Urologia”.

A incidência do câncer de rim em estágio inicial aumentou nos últimos anos e “uma razão para isso é o uso disseminado do ultrassom e da tomografia computadorizada como métodos de diagnósticos”. O tumor renal normalmente é assintomático nos estágios iniciais e, quando avançado, o paciente pode apresentar sinais e sintomas como: sangue na sua urina; dor nas costas ou abdome; perda de apetite; emagrecimento inexplicável; cansaço; anemia; febre intermitente.

As causas que desencadeiam esse câncer não estão claras, mas vários fatores de risco são considerados e o Dr. Marco Aurélio Lipay destaca alguns: idade avançada; tabagismo; obesidade; hipertensão arterial; paciente com insuficiência renal crônica que necessite de diálise; algumas síndromes herdadas (doença de Von Hippel-Lindau, síndrome de Birt-Hogg-Dube); portadores de esclerose tuberosa; câncer renal hereditário; exposição profissional a certas substâncias, como por exemplo: cádmio (um tipo de metal), alguns herbicidas e solventes orgânicos.

A cirurgia (nefrectomia) é a principal forma de tratamento, que pode remover apenas uma parte do rim ou a sua totalidade. E para esta decisão considera-se a extensão, volume e localização do tumor. A nefrectomia pode ser realizada de modo convencional (aberta) ou por técnicas minimamente invasivas, como a videolaparoscopia ou a cirurgia robótica. A melhor conduta é definida entre o paciente e o urologista, após análise de vários fatores como: características do tumor (tamanho, volume e localização), condições clínicas, doenças associadas e idade do paciente, condições técnicas do hospital, experiência profissional.

“Ainda mencionamos que existem outras formas de tratamento para tumores pequenos; localizados; e em estágios iniciais, como a Ablação por Crioterapia”, fiz Marco Aurélio. A crioablação usa frio extremo para destruir o tumor. Uma sonda é inserida no tumor através da pele ou durante a laparoscopia. Gases muito frios são passados ​​através da sonda, criando uma bola de gelo na ponta que destrói a neoplasia.

Ablação por radiofrequência é uma técnica que usa ondas de rádio de alta energia que produzem calor na sua extremidade. Uma fina sonda é inserida até o tumor e destrói as células cancerosas, quando aquecida.

“A técnica de ablação, como as outras técnicas, pode evoluir com complicações e destacamos os sangramentos e/ou danos aos rins e órgãos próximos”, afirma Marco Aurélio.

A Vigilância Ativa é uma abordagem possível que pode ser indicada para pacientes idosos, com condições clínicas desfavoráveis, em tumores pequenos de baixa agressividade. E para isso, uma biópsia pode ser realizada visando caracterizar se a lesão é benigna ou maligna, além de identificar o grau de agressividade das células cancerígenas. Quando a doença é diagnosticada em estágio avançado, geralmente é tratada por terapias direcionadas, uma vez que a quimioterapia pode ser ineficaz.

“A terapia direcionada utiliza medicamentos que bloqueiam a angiogênese (crescimento dos novos vasos sanguíneos que nutrem o câncer) ou proteínas importantes nas células cancerígenas (chamadas tirosina quinases) que estimulam o crescimento e sobrevida tumoral”.

A evolução dessa neoplasia é imprevisível e alguns tipos tumorais são muito agressivos, enquanto outros podem ter um crescimento extremamente lento. O importante é fazer o diagnóstico em estágios iniciais do câncer renal, uma vez que ainda não existem maneiras de evitá-lo e a taxa de sobrevida é significativa nessa condição. Converse com o seu Urologista regularmente visando medidas preventivas. Previna-se!

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