Destaques, Saúde

Hormônio do sono pode ser um aliado no combate ao câncer de próstata

Novembro é mundialmente conhecido como o mês oficial de conscientização e prevenção do câncer de próstata, e a campanha Novembro Azul reforça a atenção para os riscos da doença e o incentivo para os exames de rotina. De acordo com o Ministério da Saúde, o câncer de próstata ocupa a segunda posição no ranking das doenças mais comuns entre os homens, atrás apenas do câncer de pele.

Além dos exames e cuidados recomendados, manter um sono regular também pode ajudar no combate deste tipo de câncer. A melatonina, conhecida como o hormônio regulador do sono, tem potencial de retardar o crescimento dos tumores. A substância age no controle da formação de novos vasos sanguíneos, a partir da vasculatura já existente do tumor, processo chamado de angiogênese.

Segundo Renata Federighi, Consultora do Sono da Duoflex, a melatonina é produzida naturalmente em resposta à falta de iluminação, responsável por avisar o organismo que está na hora de dormir. “É fundamental que os indivíduos durmam sem a interferência da luz para não atrapalhar sua produção e prejudicar a saúde”, explica.

Durante a noite, as células precisam repousar completamente para não perder a eficiência e sofrer mutações, que podem ser as causas para o aparecimento de um câncer. “As poucas horas de sono também prejudicam o sistema imunológico e favorecem quadros inflamatórios, deixando o corpo mais vulnerável a tumores”, complementa Renata.

Um estudo feito pela Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, observou que níveis satisfatórios de melatonina reduziriam o risco de câncer de próstata. Foram avaliados 928 homens, nos que apresentaram altos índices do hormônio, a probabilidade de desenvolver a doença se mostrou 75% menor.

A especialista dá algumas dicas para um sono de qualidade e para que ocorra um reparo correto das funções do organismo. “É importante se atentar à postura, usar um travesseiro que ofereça conforto e sustentação para a cabeça e que alinhe a coluna, manter o ambiente arejado e o mais silencioso e escuro possível, alimentar-se de forma leve e saudável e evitar atividades estimulantes antes de dormir”, finaliza a consultora do sono da Duoflex.

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Destaques, Dicas de Saúde

Hilab: Exames rápidos com laudos agora na rede Pague Menos

A Hi Technologies, empresa que desenvolve soluções tecnológicas para o setor de saúde, anuncia parceria com a rede de farmácias Pague Menos. O serviço Hilab utiliza um dispositivo inovador que cabe na palma da mão e permite obter resultados de exames mais rapidamente do que os métodos tradicionais, está disponível em unidades espalhadas por seis cidades brasileiras. O serviço visa oferecer uma nova experiência para os consumidores, agilizando o diagnóstico de exames laboratoriais e, consequentemente, do tratamento adequado.

Exames de: perfil Lipídico, TSH e Beta HCG com resultados em poucos minutos estão disponíveis em 12 unidades da rede Pague Menos distribuídas por Brasília, Campo Grande, Fortaleza, Mossoró, Natal e Piracicaba. Agora, clientes Pague Menos dessas cidades, poderão monitorar seus níveis de colesterol e triglicerídeos com mais praticidade e conforto e as mulheres em busca do teste de gravidez poderão ter resultado com laudo pronto para levar ao médico, já que o exame BETA hGC Hilab é realizado no sangue ao invés da urina como nos testes convencionais de farmácia. De forma quase indolor, o serviço Hilab associa a internet das coisas e inteligência artificial para acelerar a entrega de resultados laboratoriais.

Com apenas algumas gotas de sangue do dedo, é possível realizar exames como: TSH, exame que detecta o hipotiroidismo, Beta-hCG, utilizado para detecção de gravidez, e o de Perfil Lipídico, um grupo de exames de colesterol e suas frações pedidos frequentemente em conjunto (LDL, HDL, VLDL, não HDL, triglicerídeos) para avaliar o risco de doenças cardíacas.

Para o CEO da Hi Technologies, Marcus Figueredo, o momento é de comemorar. “Estamos felizes com a parceria. Ela permite a chegada de laboratórios remotos em regiões ainda carentes de tecnologias que oferecem serviços de qualidade a preços acessíveis”, comenta. Segundo Marcus, o apoio das farmácias confirma uma necessidade real da população de poder fazer o monitoramento e acompanhamento dos tratamentos médicos com mais agilidade e comodidade.

A VP comercial da Pague Menos, Patriciana Rodrigues destaca “essa sinergia com a Hi Technologies permitiu a ampliação dos serviços farmacêuticos realizados por nossos farmacêuticos nas salas do Clinic Farma. A partir da tecnologia da empresa, conseguiremos proporcionar mais facilidade e mais cuidado com a saúde dos nossos clientes em todo Brasil”.

Como funciona?

O sangue é coletado, inserido no dispositivo onde o resultado é “digitalizado” e transmitido instantaneamente via internet para a equipe de biomédicos da Hi Technologies, que realizam a análise e validação do material – processo dura de 5 a 10 minutos. Em seguida, o laudo com o resultado é enviado ao e-mail do paciente, mas também pode ser impresso na própria farmácia ou encontrado no site do Hilab.

A opção é uma solução também para os pacientes que têm medo de seringa, pois o sangue é coletado da ponta do dedo, fazendo com que o processo seja menos invasivo. Outra facilidade é que o paciente não precisa estar em jejum ou apresentar guia médica. Basta realizar um cadastro online, para que o paciente seja reconhecido pelo sistema e aceite os termos de uso do laboratório remoto.

SERVIÇO – RIO GRANDE DO NORTE

Mossoró – RN

Mossoró Av. Santos Dumont, 278

Natal – RN

Candelaria Av. Prudente de Morais, 6368

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Destaques, Saúde

Câncer de boca deve atingir quase 15 mil novos casos no Brasil

Na Semana Nacional de Prevenção do Câncer Bucal, que começa nesta segunda-feira (5) e segue até a próxima sexta-feira (9), o Ministério da Saúde alerta para hábitos simples e saudáveis, como boa higiene, não beber e não fumar, que podem ajudar a reduzir a incidência da doença. Dados da pasta revelam que o câncer de boca está mais presente entre homens e que 70% dos casos são diagnosticados em indivíduos com idade superior a 50 anos.

De acordo com o ministério, a doença afeta os lábios e o interior da cavidade oral. Dentro da boca, devem ser observados gengivas, bochechas, céu da boca e língua (principalmente as bordas), além da região embaixo da língua. A estimativa de novos casos de câncer de boca para 2018, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), é de 14,7 mil, sendo 11,2 mil homens e 3,5 mil mulheres.

“Atitudes simples como abstenção de fumo e bebidas alcoólicas, dieta rica em alimentos saudáveis e boa higiene oral diminuem as chances de desenvolver a maioria das doenças malignas, inclusive os tumores na boca, que são os mais comuns tipos de câncer de cabeça e pescoço no Brasil”, informou a pasta.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que a prevenção pode ajudar a reduzir a incidência de câncer em até 25% até 2025.

Sintomas

Segundo o ministério, os principais sinais e sintomas a serem observados são:

  • lesões na cavidade oral ou nos lábios que não cicatrizam por mais de 15 dias;
  • manchas/placas vermelhas ou esbranquiçadas na língua, gengivas, palato (céu da boca) e mucosa jugal (bochecha);
  • nódulos (caroços) no pescoço;
  • rouquidão persistente.

Nos casos mais avançados, de acordo com a pasta, observam-se os seguintes sintomas:

  • dificuldade na mastigação e ao engolir;
  • dificuldade na fala;
  • sensação de que há algo preso na garganta.

Detecção precoce

Diante de alguma lesão que não cicatrize em um prazo máximo de 15 dias, a orientação do ministério é procurar um profissional de saúde (médico ou dentista) para a realização do exame completo da boca. A visita periódica ao dentista favorece o diagnóstico precoce do câncer de boca, já que permite identificar lesões suspeitas.

Pessoas com maior risco para desenvolver câncer de boca (fumantes e consumidores frequentes de bebidas alcoólicas), segundo a pasta, devem ter cuidado redobrado.

Tratamento

Se diagnosticados no início e tratados da maneira adequada, a maioria dos casos desse tipo de câncer (80% deles) tem cura. Geralmente, o tratamento envolve cirurgia oncológica e/ou radioterapia. A avaliação médica, conforme cada caso, vai decidir qual melhor forma de tratamento.

Os dois tipos de tratamento podem ser usados de forma isolada ou associada. Ambas as técnicas, de acordo com o ministério, têm bons resultados em lesões iniciais e a indicação vai depender da localização do tumor e das alterações funcionais que possam ser provocadas pelo tratamento.

Com informações da AB*

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Destaques, Saúde

Nistagmo: a doença que causa tremores incontroláveis nos olhos e não tem cura

Imagine não conseguir controlar os movimentos dos olhos e, em muitos casos, precisar adotar posturas incorretas para conseguir enxergar. Estamos falando do nistagmo, um tremor rítmico e incontrolável dos movimentos oculares.

O nistagmo é uma condição rara, cuja prevalência na população com menos de 18 anos é 0,17%; e na população em geral é de 0,14%. Já em adultos, é um pouco maior, afetando 0,27% das pessoas.

Apesar de não ser tão prevalente, o nistagmo é incurável e tem impactos importantes na qualidade de vida dos pacientes. A condição pode diminuir a autoestima, afetar os relacionamentos sociais e causar sentimentos de desesperança e medo.

Por isso, é fundamental disseminar informações a respeito do nistagmo, para aumentar o suporte aos pacientes e familiares, assim como para melhorar o acesso ao diagnóstico e ao tratamento.

O que é o nistagmo?

Segundo a neuroftalmologista Dra. Marcela Barreira, que também é oftalmopediátrica e especialista em estrabismo, trata-se de um distúrbio oculomotor, ou seja, de uma condição ligada à dificuldade de controle dos movimentos dos músculos oculares. Afeta crianças e adultos.

Origem do nistagmo

“O nistagmo infantil é aquele que se manifesta na infância. É comum surgir entre os dois ou três meses de vida. O bebê com nistagmo terá dificuldade para focalizar as imagens, ou seja, a visão ficará embaçada”, diz a médica.

“O nistagmo em crianças pode estar relacionado ao estrabismo, assim como à catarata congênita, ao albinismo e a outras condições, como distrofias na retina, distúrbios do nervo óptico, hipoplasia foveal, ausência congênita da íris (aniridia), acromatopsia (condição em que a pessoa só enxerga preto e branco)”, explica Dra. Marcela.

“Nas crianças, temos o nistagmo sensorial devido à baixa visão. Nesses casos, como a criança não enxerga bem, na tentativa de fixar a imagem, o olho treme. Já no nistagmo motor, o olho apresenta uma alteração motora que impede o controle dos movimentos dos músculos oculares. Essas crianças costumam girar a cabeça ou levantar o queixo para conseguirem enxergar. São chamadas posições de bloqueio”, comenta a especialista.

“Já nos adultos, o nistagmo pode estar ligado a doenças sistêmicas, como o acidente vascular cerebral (AVC), esclerose múltipla, doença de Meniére, traumatismos cranianos, alguns medicamentos, crises epiléticas, uso de álcool, drogas e problemas no ouvido interno. Entretanto, nem sempre será possível definir a causa do nistagmo, o que chamamos de nistagmo idiopático”, cita Dra. Marcela.

Sintomas associados

Além da falta de controle dos movimentos oculares, as pessoas com nistagmo podem apresentar mais sensibilidade à luz, tontura, dificuldade para enxergar no escuro, torcicolo ou inclinação demasiada da cabeça e do pescoço para conseguir enxergar e a sensação de imagens tremidas.

As pessoas com nistagmo têm mais probabilidade de apresentar erros refrativos do que a população em geral, sendo que os graus costumam ser mais altos. Também é comum o desenvolvimento da ambliopia (olho preguiçoso), assim como a acuidade visual pode ser prejudicada.

Diagnóstico e tratamento

A princípio, o oftalmologista pode fazer o diagnóstico do nistagmo. Porém, como é uma condição que envolve o sistema nervoso, há uma especialidade mais específica que pode diagnosticar e tratar o nistagmo, que é Neuroftalmologia.

Outras especialidades podem ser envolvidas, como o otorrinolaringologista, pois em alguns casos o nistagmo pode estar associado a problemas no sistema vestibular.

De acordo com Dra. Marcela, o tratamento do nistagmo, principalmente quando desenvolvido na infância, é restrito.

“Não há nenhuma cirurgia que cure a condição, ou seja, que faça os olhos pararem de tremer. A cirurgia é indicada para melhorar as posições de bloqueio. Fazemos cortes e reposicionamento dos músculos retos oculares para mudar a posição primária da visão. Isso ajuda a melhorar ou a eliminar o torcicolo. Em alguns casos, a aplicação de uma substância pode ajudar a paralisar os músculos. Porém, cada caso é avaliado de forma individual”.

Alguns casos de nistagmo que acontecem pelo uso de álcool, drogas ou outros medicamentos, podem melhorar com a suspensão dessas substâncias. Entretanto, mesmo nos adultos, quando o nistagmo está relacionado a lesões no sistema nervoso, não há cura.

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Destaques, Saúde

Dormir mais horas do que o recomendado é tão ruim quanto a falta de sono

Através de milhões de anos de evolução, a vida foi profundamente sincronizada com o ciclo dia-noite. Os chamados ritmos circadianos são evidentes em quase todas as formas de vida e estão firmemente impressos em nossa maquinaria biológica.

O sono regular e suficiente ajuda a manter muitos aspectos da saúde física e mental, mas inúmeras circunstâncias da vida diária, como maternidade e paternidade, profissões exigentes, estudo, doença ou estilo de vida, muitas vezes impedem as pessoas de dormir toda a noite.

Nem demais, nem de menos

A quantidade recomendada de sono é entre 7 e 8 horas por noite e foi demonstrado que dormir menos que esse tempo tem sido associado a um baixo desempenho cognitivo.

No entanto, em contraste com o que muitos podem supor, um estudo realizado por pesquisadores da Western University em Ontário, no Canadá, encontrou as mesmas deficiências em pessoas que dormem mais do que o recomendado.

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Foto: Reprodução/Daily Mail

A pesquisa, que incluiu a participação de 10.000 participantes, foi baseada em dados autorreferidos correspondentes a uma extensa pesquisa, na qual os sujeitos indicaram seus padrões de sono e forneceram informações sobre quais medicamentos estavam tomando, quantos anos tinham, localização geográfica, que tipo de educação recebiam, entre muitos outros dados.

A análise dos dados coletados revelou que quase metade da amostra total relatou que normalmente dormia menos de 6,3 horas por noite, aproximadamente uma hora a menos do que a quantidade recomendada.

Além disso, os pesquisadores descobriram que o sono afetou todos os adultos igualmente. A quantidade de sono associada ao comportamento cognitivo altamente funcional foi a mesma para todos (de 7 a 8 horas), independentemente da idade.

Habilidades comprometidas

Os autores mostraram que a deterioração cognitiva associada a dormir pouco ou dormir demais não dependia da idade dos participantes. Outra revelação do estudo foi que a maioria dos participantes que dormiram quatro horas ou menos, apresentou um desempenho cognitivo correspondente ao de uma pessoa oito anos mais velha.

O raciocínio e as habilidades verbais dos participantes foram duas das ações mais fortemente afetadas pelo sono, enquanto o desempenho da memória de curto prazo não foi significativamente afetado.

O pesquisador Conor Wild, afiliado ao Instituto Cérebro e Mente da Western University e co-autor do estudo, disse:

“Descobrimos que a quantidade ideal de sono para o cérebro funcionar da melhor maneira possível é de 7 a 8 horas por noite. Também descobrimos que as pessoas que dormiam mais do que essa quantidade tinham o mesmo declínio cognitivo observado em pessoas que dormiam muito pouco”.

Essas descobertas têm implicações significativas no mundo real, uma vez que muitas pessoas, incluindo aquelas em posições de responsabilidade, trabalham com muito pouco sono e, portanto, podem sofrer problemas de raciocínio, resolução de problemas e habilidades de comunicação que comprometem sua capacidade, reduzindo seu desempenho.

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