Saúde

Depressão em crianças: sintomas e tratamento

Depressão também acomete crianças e deve ser tratada rapidamente para não deixar sequelas na idade adulta

Até hoje, não há uma explicação concreta das causas da depressão infantil, porém, o problema é sério e vem afetando um número crescente de crianças.

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Créditos: https://institutopensi.org.br/

Trata-se de uma perturbação orgânica que envolve variáveis biológicas, psicológicas e sociais, e pode estar associada a aspectos comprometidos da personalidade dos pais, baixa autoestima e autoconfiança.

Existem fatores comportamentais que caracterizam o aparecimento da depressão em crianças, que passa a ficar mais quieta, sem vontade de brincar, com pouco apetite e baixa autoestima.

Se combinados por um período maior de tempo, é importante os pais prestarem atenção nesses sintomas. Nessa fase, a criança passa a não gostar de seus trabalhos e nem sente prazer em fazê-los, além de se tornar mais agressiva, irritada e sonolenta. A qualquer sinal, deve-se buscar imediatamente um aconselhamento profissional. Quanto antes tratada a depressão infantil, menos sequelas para a idade adulta.

Muitas vezes, crianças com pais depressivos apresentam com mais assiduidade estas características. A criança em fase de amadurecimento acaba acreditando ser este um comportamento adequado.

Se o problema não for tratado a tempo, ele tende a se acentuar. Na maioria das vezes, faz-se necessário acompanhamento multidisciplinar, com psicólogo, médico e nutricionista – esta orienta sobre os alimentos mais indicados para erradicar o problema e equilibrar o organismo.

A comparação das realidades vividas no ambiente familiar pelas crianças pode deflagrar ou acentuar um quadro preexistente. A criança vivencia o paradoxo de um modelo em casa e outra da casa dos colegas; esta ação pode levá-la a entrar no processo depressivo.

*Texto produzido em parceria com o portal Leet Doc

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UFRN inicia campanha de vacinação contra influenza

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) inicia na próxima quarta-feira, dia 10 de abril, uma campanha de vacinação contra a influenza. A primeira etapa, que segue até 19 de abril, será voltada para crianças de 6 meses a menores de 6 anos, para gestantes e para mães com até 45 dias após o parto.

De acordo com a enfermeira e coordenadora da campanha da UFRN, Luciana Saraiva, a influenza é uma infecção viral aguda que afeta o sistema respiratório. “É de elevada transmissibilidade e distribuição global, com tendência a se disseminar facilmente em epidemias sazonais e também podendo causar pandemias”.

Na segunda etapa de vacinação, de 22 de abril a 31 de maio, entram também no público-alvo indivíduos a partir dos 60 anos, trabalhador da saúde, povos indígenas, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas, pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis e/ou outras condições clínicas especiais, população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional.

A sala de vacinação da Diretoria de Atenção à Saúde do Servidor (DAS) funciona de segunda-feira a sexta-feira, das 8h às 11h e das 13h30 às 16h30. Todas as pessoas devem apresentar cartão de vacina (caso tenha) e os devidos comprovantes do grupo de risco. Em caso de dúvidas, o contato pode ser feito pelos telefones (84) 992296546 e 33422330, nos ramais 375, 377 e 371, ou pelo e-mail cas.ufrn.das@gmail.com.

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Será que meu filho está com atraso na aquisição da fala?

Cada criança tem seu tempo quando o assunto é desenvolvimento infantil. Entretanto, há parâmetros que podem ser usados para avaliar se os marcos do desenvolvimento estão dentro do esperado, ou se é preciso investigar um possível déficit ou atraso. Quando o assunto é fala, os pais precisam ficar atentos.

Isto porque de acordo com um estudo brasileiro, feito pela Universidade do Rio Grande do Sul, 6 em cada 10 crianças com diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) tinham atraso de fala. Esta foi ainda a principal razão para os pais procurarem ajuda.

Porém, segundo a fonoaudióloga Christiane Benevides, da Clínica Walkíria Brunetti, nem todo atraso na fala tem ligação com transtornos do neurodesenvolvimento. O atraso na fala pode estar ligado a diversos fatores, além do autismo.

“Algumas condições como problemas auditivos, apraxia da fala e o Transtorno do Desenvolvimento da Linguagem (DEL) são bastante prevalentes quando o assunto é atraso na aquisição da fala”, cita Christiane. Para a especialista, outros fatores também devem entrar na avaliação clínica, como estímulos não adequados: seja na escola ou em casa.

Cuidado com o ensino bilíngue

Outro aspecto que costuma afetar a fala é colocar a criança, precocemente, em escolas bilíngues. “Se um dos pais é estrangeiro e fala a língua materna em casa, não há problemas de a criança aprender as duas línguas, ou seja, o português e a língua falada pelo pai ou pela mãe. Mas, para incentivar uma aquisição adequada da fala, é importante conversar com a criança nos dois idiomas fora do ambiente escolar”, recomenda Christiane.

Entretanto, a fonoaudióloga ressalta que se os pais são brasileiros e a língua usada pela família é o português, colocar a criança em uma escola bilíngue durante a fase de aquisição da linguagem pode não ser uma boa ideia.

“A criança não terá espaço para praticar o idioma fora de casa. Nestes casos, a recomendação é esperar a criança aprender a falar corretamente a língua materna, para só depois colocá-la em uma escola bilingue”, reforça a especialista.

Quais são os sinais de atraso na fala?

Alguns marcos são importantes na aquisição da linguagem oral. O primeiro deles é o choro. “O choro é o primeiro sinal de que está tudo bem. Por volta dos três meses de vida, temos o balbucio. Trata-se da emissão de sons repetitivos pelo bebê, como gu……, arrrrr, etc. Lembrando que para que o bebê atinja este marco e os outros, é fundamental que os pais conversem com ele desde a gestação”, ressalta Christiane.

“Outro marco importante da fala ocorre por volta dos oito meses. Muitos bebês já entendem o não, dão tchau e começam a falar as primeiras palavras, geralmente formadas por sílabas simples, como mamá, papá, entre outras. Bater palmas e mandar beijos são outras conquistas desta fase. Espera-se que por volta dos dois anos e meio a três a criança esteja falando, formando frases, mantendo diálogos, com um repertório maior de palavras”, explica a especialista.

“Portanto, os sinais de que a fala pode estar atrasada podem ser notados quando o bebê não chora, não balbucia e assim por diante, de acordo com os marcos esperados para cada faixa etária. Quando a criança faz dois anos e não fala nenhuma palavra, é um sinal de alerta importante para procurar um especialista”, alerta Christiane.

Com a ajuda da fonoaudióloga, fizemos uma lista de alguns sinais de alerta quando o assunto é atraso na fala ou problemas de aquisição da linguagem. O ideal é procurar um neuropediatra e um fonoaudiólogo para pesquisar o que pode estar ocorrendo. Confira a lista.

  • O bebê não balbucia ou não emite nenhum som aos 3 meses de vida
  • Com 8 meses não fala nenhuma vogal ou consoante
  • Aos 9 meses não dá tchau
  • Com um ano de idade ainda não aponta para os objetos ou pessoas
  • Com 18 meses ainda não fala nenhuma palavra
  • Com 2 anos não consegue combinar duas palavras. Ex: quero água. Diz apenas “água”.
  • Aos 3 anos não consegue construir frases
  • Aos 2 anos, embora fale, a linguagem é incompreensível
  • Regressão da linguagem em qualquer idade
  • Presença de troca de sons na fala

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7 práticas que prejudicam o cérebro

Órgão mais complexo do corpo humano, o cérebro é responsável por regular a maioria das funções corporais e mentais. Ações como respirar, piscar, andar, comer, pensar, interpretar, entre outras, são executadas porque passam pelo controle cerebral. Para garantir que o cérebro funcione de maneira saudável é necessário abrir mão de alguns hábitos prejudiciais.

“Muitas práticas rotineiras podem afetar o bom funcionamento cerebral e, se repetidas regularmente, podem agravar o quadro. Então, é importante manter um estilo de vida saudável para preservar as atividades do cérebro e evitar doenças”, explica Sidney Gomes, neurologista da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo.

O especialista aponta 7 hábitos que podem prejudicar o desempenho do cérebro:

1) Dormir pouco altera os processos cognitivos e pode impactar negativamente na capacidade de concentração. O ideal é dormir de 7h a 8h por noite, mas sempre respeitando o relógio biológico de cada um.

2) Não tomar café da manhã também é prejudicial. Depois de passar muitas horas sem comer, o nível de açúcar do organismo cai bastante e atrapalha o fornecimento de nutrientes no cérebro. Não se deve pular a primeira refeição do dia. Se não tiver fome ou tempo, deve-se comer, pelo menos, uma fruta ou um iogurte.

3) Consumir alimentos calóricos em excesso pode acelerar o processo de envelhecimento do cérebro e deixá-lo mais vulnerável à degeneração. É recomendado ter uma dieta equilibrada e praticar atividades físicas e regulares.

4) O excesso de açúcar pode reduzir a capacidade do cérebro de produzir uma substância química que auxilia no aprendizado e na formação de novas memórias, além de combater a depressão e a demência. Uma alimentação saudável e a prática de exercícios físicos regulares são a alternativa.

5) Beber pouca água pode prejudicar a capacidade de raciocínio e causar dor de cabeça. Não espere ter sede para beber água. Opte também por frutas ricas em água como melancia e laranja.

6) Não exercitar o cérebro pode contribuir para o prejuízo do desempenho cerebral. O estímulo com jogos, cursos e leitura ajudam a desenvolver habilidades e a manter o órgão saudável.

7) O tabagismo altera o fluxo de sangue e aumenta a chance de causar acidente vascular cerebral (AVC), também conhecido como derrame, dilatação dos vasos sanguíneos e aumento da pressão arterial. Para diminuir os riscos, é importante parar de fumar.

“Mesmo mantendo um estilo de vida saudável, é recomendável o acompanhamento médico para descartar qualquer tipo de alteração no cérebro e, em caso de diagnóstico de uma doença, indicar o tratamento mais adequado e eficiente”, ressalta o neurologista.

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O que é a “Virose da Mosca” e quais os seus sintomas

A gastroenterite viral, popularmente conhecida como “Virose da Mosca”, tem movimentado unidades de saúde de várias regiões do Rio Grande do Norte.

Conhecida cientificamente como Doença Diarreica Aguda (DDA), a virose da mosca ganhou este nome devido ao crescente aparecimento de moscas no período chuvoso do ano. Estas, pousam em áreas contaminadas e depois em alimentos, podendo transportar microrganismos que levam doenças para dentro de sua casa.

Mas, você sabia que as moscas não são as únicas que podem transmitir a virose?

Como ocorre a transmissão?

Mesmo por esse nome, a virose da mosca não é transmitida apenas por este inseto. A transmissão ocorre principalmente por meio da contaminação de alimentos e água, o que pode acontecer através das mãos da própria pessoa ou de outras ou de insetos que transportem os microrganismos.

Sintomas

Nos casos de infecções virais, os sintomas são mais brandos e costumam desaparecer em até cinco dias. Já as infecções causadas por bactérias são mais severas. Persistindo os sintomas ou surgindo sinais de desidratação, não hesite em procurar o médico.

Confira abaixo, todos os sintomas da virose da mosca:

  • Febre
  • Dor no corpo
  • Desconforto abdominal
  • Vômito
  • Diarreia
  • Coriza
  • Moleza
  • Ardência nos olhos

Prevenção

Higienizar as mãos com frequência; tomar bastante água tratada para evitar a desidratação; evitar lixeiras próximas a fogões e pias; não acumular lixo por mais de cinco dias; cozinhar, lavar e guardar adequadamente todos os alimentos. Além, é claro, de manter o ambiente limpo para se proteger de moscas, baratas e outros vetores.

Caso as moscas ainda consigam se desenvolver dentro de casa mesmo seguindo as dicas citadas acima, recomenda-se o uso de inseticidas e redes contra insetos nas janelas.

Observação

É preciso ter cuidado especial com as crianças, que ainda estão em processo de fortalecimento da imunidade e por isso sofrem mais. O principal risco é de desidratação, por isso, os pais precisam ficar em alerta com os primeiros sintomas e dar sempre bastante líquido. Em caso de suspeita de Dengue, o médico dever ser urgentemente consultado.

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