Destaques, Política

Geraldo Alckmin é oficializado candidato à presidência pelo PSDB

O PSDB oficializou neste sábado (4) Geraldo Alckmin como candidato à Presidência da República. O anúncio foi feito na convenção nacional do partido, em Brasília. O nome do ex-governador de São Paulo foi aprovado por 288 votos. O resultado foi anunciado pelo vice-presidente do PSDB, o ex-governador de Goiás Marconi Perillo.

Em seu primeiro discurso como candidato, Alckmin ressaltou a responsabilidade de sua candidatura e afirmou que o país passa por um momento grave. Citou o desemprego e a corrupção como problemas a serem resolvidos e que deseja ser presidente para mobilizar o entusiasmo e a confiança dos brasileiros.

“Vamos mudar o Brasil e devolver aos brasileiros a dignidade que lhes foi roubada. Aceito ser o candidato pelo PSDB e pelos demais partidos que aqui nos apoiam, desta ampla aliança dos que acreditam no caminho do desenvolvimento, e não na rota da perdição do radicalismo, que acreditam na união que constrói e amplia, e não na divisão que nos paralisa e diminui.”

A senadora Ana Amélia, do Partido Progressista, foi confirmada oficialmente como vice-presidente de Alckmin. Em discurso, Ana Amélia enfatizou que aceitou o desafio por acreditar na união como forma de retomar o crescimento do país.

“A esperança que nasce hoje é o compromisso que me fez aceitar o maior desafio da minha carreira profissional. Quando recebi o convite honroso para compor a chapa de Geraldo Alckmin à Presidência da República. Este desafio me foi posto porque eu não poderia como política, que entrou no Senado Federal com a vontade de mostrar à sociedade brasileira que política tem jeito.”

Antes mesmo da oficialização da convenção, o PSDB já havia fechado com o bloco conhecido como “Centrão”, formado por PP, PR, DEM, PRB e Solidariedade. A coligação conquistada por Alckmin garante o maior tempo de propaganda eleitoral na TV e rádio. O tucano terá cerca de 4 minutos e 40 segundos – o que representa 38% do tempo total fornecido aos candidatos à Presidência.

Perfil

Quatro vezes governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, de 65 anos, é um dos fundadores do PSDB. Formado em medicina pela Universidade de Taubaté, começou sua carreira política em 1972, em Pindamonhangaba, no Vale do Paraíba, onde foi eleito vereador, presidente da Câmara dos Vereadores e prefeito da cidade.

Em 1982, foi eleito deputado estadual. Participou da Assembleia Nacional Constituinte de 1986, antes de chegar ao governo de São Paulo em 2001, como vice do governador Mário Covas.

Com a morte de Covas, Alckmin assumiu definitivamente o cargo de governador, para o qual foi eleito em 2002 e que voltou a ocupar por mais dois mandatos, após vitória nas eleições de 2010 e 2014.

Em 2006, o tucano concorreu à Presidência da República, mas foi derrotado no segundo turno pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que foi reeleito. Alckmin assumiu a presidência nacional do PSDB em dezembro do ano passado.

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“Podemos” lança Álvaro Dias como candidato à Presidência

O senador Álvaro Dias foi oficializado como candidato à Presidência da República neste sábado (4). A convenção nacional do partido Podemos, que ocorreu em Curitiba, também lançou o ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Paulo Rabello de Castro, como vice na chapa.

Em seu discurso, Álvaro Dias anunciou que, se eleito, vai convidar o juiz federal Sérgio Moro para ser ministro da Justiça, e repetiu os pilares de sua pré-candidatura resumidos na promessa de “refundar a República”.

O candidato do Podemos tem 73 anos e está no quarto mandato de senador. De 1987 a 1991, foi governador do Paraná, à época pelo PMDB. Na década de 1970, foi deputado federal por três legislaturas. Antes, foi vereador de Londrina (PR) e deputado estadual no Paraná. Álvaro Dias foi eleito senador em 2014 pelo PSDB, depois foi para o PV e, em julho de 2017, migrou para o Podemos, antigo PTN.

Após ser oficializado como candidato, Álvaro Dias disse que convocou uma “seleção para derrotar a impunidade, a injustiça e a corrupção nesse país”. Ele fez críticas aos privilégios das autoridades e ao sistema político que se coliga “simplesmente” com o objetivo de ter mais tempo de campanha na televisão.

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Mesmo preso, Lula será o candidato do PT nas Eleições 2018

O Partido dos Trabalhadores (PT) oficializou neste sábado (4) a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República. A senadora Gleisi Hoffmann, presidente nacional do partido, fez o anúncio durante a convenção nacional da sigla, em São Paulo.

Movimentos sociais e entidades sindicais como o MST, CUT e UNE marcaram presença no evento. Também compareceu à convenção lideranças do partido, como a ex-presidente Dilma Rousseff, o candidato ao governo de São Paulo pelo partido, Luiz Marinho, o ex-ministro Celso Amorim, o ex-prefeito da capital paulista Fernando Haddad e o senador Lindbergh Farias.

Apesar de confirmar o nome de Lula, a candidatura do ex-presidente deve ser barrada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por conta da Lei da Ficha Limpa. Preso desde abril deste ano, o petista foi condenado em segunda instância a 12 anos e um mês por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do “Triplex do Guarujá”.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Luiz Fux, antecipou nesta semana o seu posicionamento sobre a candidatura do ex-presidente Lula. O registro das candidaturas termina no próximo dia 15 de agosto.

Perfil

Lula preso 2018

Foto: Ricardo Stuckert

Nascido em Garanhuns, no sertão pernambucano, em 1945, Lula migrou com a família para São Paulo. Aos 14 anos, trabalhava em uma metalúrgica e fazia curso técnico de torneiro mecânico. Iniciou a trajetória no movimento sindical ao integrar a diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo (SP), em 1969. De 1979 a 1980, surge no cenário nacional ao liderar greves nacionais e como fundador do Partido dos Trabalhadores.

Disputou a primeira eleição em 1982, quando concorreu ao governo de São Paulo. Dois anos depois foi eleito deputado federal Constituinte.

Nos anos seguintes, disputou três eleições presidenciais, sendo derrotado por Fernando Collor (1989) e Fernando Henrique Cardoso (1994 e 1998). Foi eleito presidente da República em 2002 e reeleito em 2006.

Em 2010, conseguiu fazer sua sucessora na Presidência da República, com a eleição de Dilma Rousseff. Foi denunciado pela Operação Lava Jato e desde 7 de abril está preso em Curitiba, após ter sido condenado a 12 anos e um mês de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro na segunda instância da Justiça Federal.

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Marina Silva é a escolha da “Rede Sustentabilidade” como candidata a Presidência

Marina Silva foi oficializada como candidata à Presidência da República pela Rede Sustentabilidade. O médico sanitarista Eduardo Jorge, do Partido Verde (PV), também foi apresentado oficialmente no encontro como vice na chapa.

Em seu discurso, Marina agradeceu o apoio da família e disse que a candidatura dela e de Eduardo Jorge é a que está em melhores condições de unir o país. Ela ressaltou também que a aliança com seu vice não é por conveniência, nem por tempo de TV ou dinheiro, mas para ajudar a transformar o Brasil.

Segundo Marina Silva, a campanha dela será limpa, sem notícias falsas e sem destruir biografias. “Não vamos fazer fake news, não vamos desconstruir biografias. Eu não posso ter sido colega do Ciro durante o tempo que ficamos no governo trabalhando juntos e, agora, só porque pensamos diferente, começar a mentir e destruir a vida da pessoa. A mesma coisa em relação à Alckmin, à Bolsonaro, a quem quer que seja. Eu quero entrar nesta campanha para oferecer a outra face junto com o Eduardo.”

A presidenciável disse que, se eleita, pretende fazer uma revisão na Reforma Trabalhista. Ela reafirmou o compromisso com programas como Bolsa Família e Minha Casa, Minha Vida, além de melhorias no Sistema Único de Saúde.

No evento, uma das maiores lideranças religiosas do Brasil declarou apoio à Marina Silva. O pastor emérito da Primeira Igreja Batista, Oliveira de Araújo, se disse cheio de esperança e orgulhoso por poder participar da convenção.

“Meu coração está cheio de esperança, carregado de alegria e emocionado mesmo por participar deste momento emblemático. Há esperança sim! É isso que tem que mover o nosso coração para poder sair por aí fazendo campanha e pedindo voto para a Marina.”

História

Marina Silva nasceu em uma pequena comunidade chamada Breu Velho, no Seringal Bagaço, no Acre. Em 1984, Marina ajudou a fundar a CUT (Central Única dos Trabalhadores) no estado. No ano seguinte, filiou-se ao Partido dos Trabalhadores (PT).

Foi eleita pela primeira vez a um cargo público nas eleições de 1988, quando foi a vereadora mais votada de Rio Branco. Nas eleições de 1990, foi eleita deputada estadual. Nas eleições gerais de 1994, foi eleita senadora, aos 36 anos, tendo sido reeleita no pleito de 2002. Além disso, Marina foi ministra do Meio Ambiente no governo do ex-presidente Lula.

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Ciro Gomes afirma que Lula só tem chance de sair da cadeia se ele “assumir o poder”

O candidato do PDT à presidência da República, Ciro Gomes, afirmou que só ele, se for eleito, poderia tirar o ex-presidente Lula da cadeia. O pedetista deu a declaração no programa Resenha, da TV Difusora, no Maranhão, no último dia 16.

A frase foi dita para tentar explicar a insistência do Partido dos Trabalhadores (PT) em colocar Lula como candidato ao Palácio do Planalto. Ciro alegou, ainda, que é preciso “botar juiz para voltar para a caixinha dele, botar o Ministério Público para voltar para a caixinha dele e restaurar a autoridade do poder político”.

Por conta do impedimento imposto pela Lei da Ficha Limpa, o pedetista declarou, também, que o PT já sabe que não vão deixar um ex-presidente preso ser candidato. Ciro insistiu que Lula só sairia da cadeia se ele assumisse o poder, ao dizer que políticos do campo da direita jamais permitiram a liberdade do petista.

Segundo Ciro, o objetivo do PT é manter o discurso de que Lula será candidato até meados de setembro. Ciro afirmou que, depois que justiça impedir o petista de participar das Eleições 2018, provavelmente um novo concorrente à presidência será anunciado pelo partido.

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