Destaques, Política

Após reavaliação médica, Bolsonaro pode ficar de fora dos primeiros debates

(ANSA) – O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, pode ficar de fora dos quatro primeiros debates programados para o segundo turno das eleições.

O deputado federal realizou exames nesta quarta-feira (10), mas a equipe médica só autorizou atividades públicas de campanha a partir de 18 de outubro. “Ele perdeu 15 quilos de massa muscular e ainda está fraco. Ele precisa de uma dieta de recuperação proteica”, disse o cardiologista Leandro Echenique.

Até lá, estavam programados quatro debates com o candidato do PT, Fernando Haddad: na Band (11/10), na Gazeta (14/10), na RedeTV (15/10) e no SBT (17/10). Se as ausências se confirmarem, Bolsonaro participará apenas dos confrontos na Record (21/10) e na Globo (26/10).

Por sua vez, Haddad disse em sua rede social que está disposto “até a ir a uma enfermaria” para debater com o postulante do PSL. “Ele falou que não quer se estressar, eu não vou estressar ele. Vou falar da forma mais calma possível. Vou falar docemente, não altero a voz. Nem olho para ele se ele ficar com muito receio”, ironizou.

Read More...

Destaques, Política

Bolsonaro x Haddad: saiba quais partidos irão apoiar os candidatos no 2º turno

Com segundo turno marcado para 28 de outubro, partidos derrotados nesta eleição começaram a definir se apoiam Jair Bolsonaro (PSL), Fernando Haddad (PT) ou se adotam posição neutra.

O primeiro partido a se manifestar foi o de Guilherme Boulos. A Executiva Nacional do PSOL declarou que irá apoiar o candidato do PT. Já o Partido Trabalhista Brasileiro, o PTB, divulgou nota nesta terça-feira (9) anunciando apoio a Bolsonaro. Segundo a sigla, as propostas econômicas do candidato do PSL são o principal motivo do apoio.

O PSB, que não teve candidato à presidência no primeiro turno, declarou apoio à Haddad. A cúpula da legenda também resolveu liberar os diretórios regionais de São Paulo e do Distrito Federal, onde os candidatos Márcio França e Rodrigo Rollemberg, respectivamente, disputarão o segundo turno ao governo estadual.

O PPL, partido de João Goulart Filho, também declarou apoio a Haddad. O filho de Jango disse que o país corre um “grande risco” diante da possibilidade de Bolsonaro se eleger no segundo turno. Os partidos que decidiram adotar posição de neutralidade foram o Novo, o PP, o PR e o Democracia Cristã (DC).

O presidente nacional do PSDB, Geraldo Alckmin, anunciou que o partido decidiu liberar os seus militantes e líderes para apoiar quem quiserem. Segundo o tucano, as pessoas que compõem a legenda podem “decidir de acordo com sua consciência, com sua convicção e com a realidade de seus estados.”

O Novo declarou, em nota nas redes sociais, que é “absolutamente” contrário ao PT por considerar as ideias e práticas opostas às da sigla.

Ciro Gomes, terceiro candidato mais votado no primeiro turno, declarou que não irá apoiar Jair Bolsonaro. O presidente do PDT, Carlos Luppi, disse que a legenda ‘jamais’ estará com Bolsonaro e sugere ‘apoio crítico’ a Haddad. Porém, não divulgou uma posição oficial.

Quem declarou apoio a Bolsonaro?

Até o momento, apenas o Partido Trabalhista Brasileiro, o PTB, anunciou apoio.

Quem declarou apoio a Haddad?

PSOL, PSB e PPL.

Quem ficará neutro e/ou não apoiará nenhum candidato?

DEM, PP, PPS, Patriota, DC, PRB, PR, PSDB e NOVO (que pesar de declarar posição de “neutralidade” com relação aos dois candidatos, informou que os integrantes da sigla são “absolutamente contrários ao PT”).


Iremos atualizando esta matéria conforme os partidos forem divulgando suas decisões.

Read More...

Destaques, Política

Bolsonaro e Haddad tomam distância de Mourão e Dirceu

(ANSA) – Os candidatos à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) tentaram se afastar de propostas consideradas antidemocráticas feitas por partidários e negaram a intenção de convocar constituintes.

Os dois postulantes ao Palácio do Planalto concederam uma breve entrevista ao Jornal Nacional, da Rede Globo, na última segunda-feira (8), um dia após o resultado das eleições. Por ordem definida em sorteio, Haddad falou primeiro e foi questionado sobre a proposta de seu plano de governo de “criar as condições” para convocar uma assembleia constituinte.

“Nós revimos nosso posicionamento, vamos fazer as reformas devidas por emenda constitucional”, declarou o petista, acrescentando que as três reformas que pretende fazer são a tributária, a bancária e a revogação do teto de gastos no setor público.

Haddad também foi questionado se concorda com a declaração do ex-ministro José Dirceu, que disse que o PT “tomará o poder, o que é diferente de ganhar uma eleição”. “O ex-ministro não participa da minha campanha, não participará do meu governo, e eu discordo da formulação dessa frase. Para mim, a democracia está sempre em primeiro lugar”, disse.

Por sua vez, Bolsonaro foi confrontado com as declarações de seu vice, general Hamilton Mourão, que defendeu a elaboração de uma nova Constituição por meio de um grupo de “notáveis” não eleitos pelo povo e a possibilidade de o presidente dar um “autogolpe” em situações de “anarquia”.

“Ele é general, eu sou capitão. Mas eu sou o presidente. O desautorizei nesses dois momentos. Ele não poderia ir além daquilo que a Constituição permite. Jamais eu posso admitir uma nova constituinte, até por falta de poderes para tal. E a questão de autogolpe não sei, não entendi direito o que ele quis dizer naquele momento”, respondeu.

Segundo o candidato do PSL, falta “um pouco de tato” e “vivência na política” a Mourão. “Ele rapidamente se adequará à realidade brasileira e à função tão importante que é a dele, mas nesses dois momentos ele foi infeliz, deu uma canelada”, acrescentou.

Bolsonaro terminou o primeiro turno com 46% dos votos, contra 29% de Haddad. O segundo será disputado em 28 de outubro.

Read More...

Destaques, Política

Para analistas, próximo Presidente eleito terá dificuldades no Congresso

Com novo Congresso Nacional definido, o próximo Presidente da República que será conhecido em 28 de outubro terá dificuldades para aprovar projetos entre deputados e senadores. A avaliação é do cientista político Valdir Pucci. O especialista ressalta que tanto Bolsonaro quanto Haddad terão uma oposição ativa, já que PT e PSL agora têm as maiores bancadas da Câmara Federal, com 56 e 52 parlamentares cada.

Segundo Pucci, a fragmentação entre direita e esquerda no Congresso deve permanecer a partir de 1° de janeiro de 2019.

“Vamos pegar o caso de Bolsonaro. Vamos lembrar que a maior bancada é a do PT, que seria naturalmente uma oposição ao governo Bolsonaro. Não é uma bancada que possa barrar os avanços da sua política, mas é uma bancada que pode causar dificuldades no avanço de política. E mesmo caso para Haddad. Com Haddad eleito, nós teríamos o PSL, segunda maior bancada, naturalmente uma oposição ao Haddad. Então, prevejo um Presidente que terá que conversar e negociar muito com o Congresso Nacional”.

A renovação política na Câmara e no Senado superou a média histórica das eleições nos últimos 20 anos. Para o cientista político da FGV, Eduardo Grin, a mudança poderia ser ainda maior caso não houvesse artifícios previstos na lei eleitoral, como o chamado voto de legenda.

“Ainda que o resultado da renovação tenha sido acima da nossa média histórica, é possível que as regras que foram definidas tenham barrado a entrada de novos candidatos, sobretudo na Câmara dos Deputados, porque a legislação conseguiu conter um pouco esse processo. E isso faz nos indicar que a indignação da população com relação à política possa até ser maior do que aquela expressa na taxa de renovação”.

O MDB, um dos principais partidos do país, por exemplo, perdeu 19 cadeiras na Câmara, enquanto o PSDB tornou-se apenas a oitava bancada entre os deputados. No Senado, a renovação em 2019 também será recorde. Apenas 8 senadores se reelegeram. Nomes que já estavam há décadas na Casa, como Eunício Oliveira, Lindberg Farias, Ricardo Ferraço, Magno Malta, Garibaldi Alves e Romero Jucá, perdem o cargo e foro privilegiado a partir do ano que vem.

Read More...

Destaques, Política

Eleições 2018: Bolsonaro vence na Venezuela; Cuba prefere Haddad

(ANSA) – Os eleitores brasileiros no exterior acompanharam os residentes no país na preferência pelo candidato do PSL, Jair Bolsonaro, para o cargo de presidente da República.

Jair Bolsonaro conquistou 58% do total desses votos, à frente de Ciro Gomes (PDT), que teve 14%. Fernando Haddad (PT), que disputará o segundo turno, teve 10%.

O candidato do Partido Novo, João Amoêdo, ficou com o quarto lugar (7%), à frente de Geraldo Alckmin, do PSDB (3%), de Marina Silva, da Rede (2%).

Bolsonaro foi o mais votado em 116 cidades com representação diplomática brasileira fora do país. Ele, um forte crítico do regime político da Venezuela, venceu em Caracas, capital do país sul-americano, assim como em Bogotá (Colômbia), Buenos Aires (Argentina), Barcelona (Espanha), Frankfurt (Alemanha), Nova York (Estados Unidos), Roma (Itália), Londres (Inglaterra)e Madri (Espanha).

O candidato do PDT, Ciro Gomes, venceu em 12 cidades, entre elas Berlim (Alemanha), Copenhague (Dinamarca), Paris (França) e Pequim (China).

Fernando Haddad, do PT, ficou com o terceiro maior número de vitórias em cidades estrangeiras nas eleições. São elas Havana (Cuba), Lagos (Nigéria), Nairóbi (Quênia), Amã (Jordânia), Praia (Cabo Verde) e Ramallah (Palestina).

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrou 190.980 votos válidos fora do país, o que representa uma abstenção de 60% dos mais de 500 mil eleitores brasileiros aptos a votar no exterior.

O segundo turno das eleições presidenciais no Brasil será realizado no próximo dia 28 de outubro entre Jair Bolsonaro (PSL), que teve 46% dos votos no pleito deste domingo (7), e Fernando Haddad, candidato que obteve 29%.

Read More...