Destaques, Política

Em evento pró-Haddad, irmão de Ciro Gomes culpa PT por ‘criar’ Bolsonaro

Um ato que deveria ter sido de apoio à campanha de Fernando Haddad (PT), no Ceará, foi marcado pela discussão do senador eleito Cid Gomes (PDT), irmão de Ciro Gomes (PDT), com militantes do Partido dos Trabalhadores.

Escalado para ser o primeiro a discursar, Cid cobrou um pedido de desculpas do PT pelas “besteiras que fizeram”. Cid Gomes disse, ainda, que o partido “criou” Jair Bolsonaro (PSL), que lidera as pesquisas para a Presidência. Ao ser vaiado, disse que o partido vai “perder feio” a eleição se não assumir seus erros, e lembrou que o ex-presidente Lula está preso.

Inicialmente aplaudido, o ex-governador do Ceará cobrou dos petistas presentes que o partido fizesse um “mea culpa” se quisesse vencer a eleição. “Não cabe a mim cobrar mea culpa de ninguém. Eu conheço o Haddad, é uma boa pessoa, tenho zero problema de votar no Haddad”, disse Cid, antes de continuar: “Mas se quiser dar um exemplo pro país, tem que fazer um mea culpa, tem que pedir desculpas, tem que ter humildade e reconhecer que fizeram muita besteira”.

A frase gerou uma reação dividida na plateia. Um deles chamou a atenção de Cid e o senador eleito, apontando para o militante, iniciou uma série de críticas ao partido.

“É assim? É? Pois tu vai perder a eleição. Não admitir os erros que cometeram é pra perder a eleição. E é bem feito. Pois vão, vão, vão e vão perder feio. Vão perder feio! Porque fizeram muita besteira, porque aparelharam as repartições públicas, porque acharam que eram donos de um país e o Brasil não aceita ter dono”, afirmou.

O irmão de Ciro ainda afirmou que “essas figuras que acham que são donos da verdade” criaram Bolsonaro.

Mais críticas

“Não sei por que me pediram para falar. É para fazer faz de conta? Eu faço faz de conta”, disse. Nesse momento, parte da plateia começou a cantar gritos de ordem favoráveis ao ex-presidente Lula, gerando outra crítica de Cid.

“Lula o que? Lula está preso, babaca. O Lula está preso, o Lula está preso, e vai fazer o que?”, afirmou. “Deixa de ser babaca, rapaz, tu já perdeu a eleição”.

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Bolsonaro chega a 59% dos votos válidos e Haddad 41%, diz pesquisa Ibope

A nova pesquisa de intenção de votos do Ibope indica que o candidato Jair Bolsonaro (PSL) tem 59% das preferências contra 41% das menções a Fernando Haddad (PT), considerando apenas os votos válidos, não computando as respostas de votos em branco, nulo ou indeciso.

Levando em conta todas as respostas da pesquisa de opinião, Bolsonaro lidera com 52% das intenções de voto e Haddad tem 37% das preferências. Conforme o levantamento, 9% responderam estar dispostos a anular ou votar em branco, e 2% disseram não saber ou não quiseram responder.

Votos decididos

Além de perguntar aos entrevistados quem é seu candidato preferido, o Ibope procurou medir o potencial de voto de cada um dos concorrentes. Após citar o nome de cada um dos candidatos, os entrevistadores perguntaram se votariam em cada um dos candidatos “com certeza”, se “poderiam votar” ou “se não votariam de jeito nenhum”. Jair Bolsonaro é o candidato com mais votos declarados e convictos: 41% disseram que votariam nele “com certeza”. O percentual de voto “certo” em Haddad é de 28%.

Rejeição

Diferente dos resultados apurados pelo Ibope no primeiro turno, o índice de rejeição de Jair Bolsonaro é menor em comparação ao de Fernando Haddad. Trinta e cinco por cento não votariam de jeito nenhum no candidato do PSL, enquanto a rejeição do petista é de 47%.

O levantamento do Ibope ouviu 2.506 pessoas no sábado e domingo (13 e 14 de outubro). Assim como outras pesquisas de intenção de voto do instituto, a margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. A margem de confiança é de 95%.

A pesquisa do Ibope, contratada pelo jornal O Estado de S. Paulo e pela Rede Globo, foi registrada na semana passada na Justiça Eleitoral (BR-01112/2018). No site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), estão disponíveis o questionário do levantamento e os locais onde a pesquisa foi aplicada.

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Bolsonaro promete criar 13º do Bolsa Família caso seja eleito

(ANSA) – O candidato à Presidência pelo PSL, Jair Bolsonaro, disse nesta quarta-feira (10) que, se eleito, vai criar um 13º salário para os beneficiários do Bolsa Família, programa de assistência social criado pelo Partido dos Trabalhadores (PT). No vídeo divulgado pelo Twitter, o militar explicou que “o dinheiro vai sair do combate à roubalheira no Bolsa Família”, alegando fraude no programa.

No primeiro turno, Bolsonaro se viu envolvido em polêmicas nesse assunto, já que o vice do presidenciável, general Hamilton Mourão (PRTB), criticou publicamente o 13º salário no país, dizendo ser uma “mochila nas costas dos empresários” que seria revista na reforma trabalhista. O candidato rapidamente criticou seu vice, corrigiu que a declaração era “uma ofensa a quem trabalha”.

Já no vídeo de ontem do pesselista, Bolsonaro diz que a sugestão do 13º para o Bolsa Família foi dada pelo próprio Mourão, e foi aceita pelo conselheiro econômico do candidato, Paulo Guedes. O nordeste registra o maior percentual de domicílios que recebem o Bolsa Família, e foi a única região em que o candidato pelo PT, Fernando Haddad, venceu no primeiro turno.

Bolsonaro enfrenta Haddad no segundo turno das eleições à Presidência, em 28 de outubro, e está concentrando esforços para atrair o eleitorado do petista.

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Campanha de Haddad tenta se reinventar para 2º turno e adota cores da bandeira nacional

Na busca por conquistar mais votos, a campanha do candidato à Presidência da República pelo PT, Fernando Haddad, tenta se reinventar no segundo turno das eleições.

Para isso, o material gráfico do presidenciável abandonou o vermelho, cor tradicional do Partido dos Trabalhadores, e passou a adotar as cores da bandeira nacional. O mote da campanha de Haddad passa a ser “Todos pelo Brasil“. A expectativa é passar ao eleitor o espírito da construção de uma frente democrática, contrapondo as propostas de Jair Bolsonaro.

Camilo Santana, governador reeleito no Ceará, declarou que a candidatura de Haddad “tem de se apresentar não como candidato simplesmente do PT” e que “se coloque como nome disposto a dialogar com todos os segmentos e unir o país”.

A nova estética da campanha será levada ao horário eleitoral gratuito, que começa no sábado (13). Em vídeo postado nas rede sociais recentemente, em que fala sobre educação, Haddad já aparece sob tarjas azul e amarela, cores normalmente usadas pelo PSDB. Lula deve continuar a aparecer no programa de televisão, porém, com menos frequência do que no primeiro turno.

Para enfrentar Bolsonaro PT adota o verde e amarelo no segundo turno Haddad

Desde o início do período eleitoral, os apoiadores de Jair Bolsonaro usam as cores da bandeira do Brasil para pedir votos. Um dos principais lemas contra o PT, inclusive, é “A nossa bandeira jamais será vermelha“, também muito utilizado nos protestos a favor do impeachment de Dilma Rousseff e em protestos contra o ex-presidente Lula e o PT.

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Bolsonaro tem 49% das intenções de voto e Haddad 36%, diz pesquisa Datafolha

O Instituto Datafolha divulgou nesta quarta-feira (10) o resultado de pesquisa de opinião que indica que o candidato Jair Bolsonaro (PSL) tem 49% das intenções de voto e Fernando Haddad (PT) tem 36%. O número de eleitores indecisos ou que declaram votar em branco é de 8%. Seis por cento não souberam ou não quiseram responder. Considerando os votos válidos (sem nulos, brancos e indecisos), a vantagem de Jair Bolsonaro (58%) é de 16 pontos percentuais (42%).

Essa é a primeira pesquisa do Datafolha no 2º turno. O levantamento ouviu nesta quarta 3.235 pessoas de 227 municípios. Como ocorria nas pesquisas do 1º turno, a margem de erro é de dois pontos, para mais ou para menos. A margem de confiança é de 95%.

A pesquisa foi contratada pela Rede Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo, e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (BR-00214/2018), junto com detalhamento do questionário aplicado e com os locais de realização das entrevistas.

Apoio de presidenciáveis

Conforme o Datafolha, 63% dos eleitores decidiram o voto “pelo menos um mês antes” da eleição. Dez por cento dizem ter sido 15 dias antes; 8%, uma semana antes; 6%, na véspera e 12% no dia da eleição.

A pesquisa ainda levantou a opinião dos entrevistados sobre o destino do apoio dos demais presidenciáveis que disputaram o primeiro turno. No caso de Ciro Gomes (PDT), terceiro colocado no primeiro turno, 46% opinam que o apoio deveria ir para Fernando Haddad, e 40%, para Jair Bolsonaro.

No caso de Marina Silva (Rede), 43% apontam que o apoio deveria ir para Fernando Haddad, e 38%, para Jair Bolsonaro. No caso de Geraldo Alckmin (PSDB), 47% opinam que o apoio deveria recair para Jair Bolsonaro, e 37% para Fernando Haddad.

O Datafolha também verificou se o apoio dos presidenciáveis derrotados no primeiro turno poderia levar o entrevistado a escolher um dos dois candidatos. No caso de Ciro, 21% dos entrevistados admitiram votarem em quem o candidato apoiasse. No caso de Marina, 11%; e no caso de Alckmin, 14%.

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