Destaques, Política

Bolsonaro tem pior avaliação em início de mandato, diz pesquisa Datafolha

(ANSA) – Jair Bolsonaro é o presidente com pior avaliação nos três primeiros meses de mandato desde a redemocratização, de acordo com pesquisa do Datafolha divulgada neste domingo (7).

O levantamento, realizado nos dias 2 e 3 de abril, mostra que 32% consideram seu governo “ótimo ou bom”; 33%, “regular”; e 30%, “ruim ou péssimo”.

Para efeito de comparação, Fernando Collor, o mais mal avaliado até então entre os presidentes recém-eleitos, teve 36% de “ótimo ou bom” no primeiro trimestre de sua gestão, contra 39% de Fernando Henrique Cardoso, 43% de Luiz Inácio Lula da Silva e 47% de Dilma Rousseff.

Quanto à porcentagem de eleitores que consideram o governo “ruim ou péssimo”, Collor (19%), FHC (16%), Lula (10%) e Dilma (7%) também tiveram números melhores que Bolsonaro. Além disso, a quantidade de eleitores que esperavam um governo “ótimo ou bom” do capitão reformado caiu de 65% antes da posse para 59% no início de abril.

Outros 23% esperam uma gestão “ruim ou péssima”, e 16%, um governo “regular”. A taxa de “ótimo ou bom” do presidente é maior nas pessoas com renda familiar mensal de cinco a 10 salários mínimos (43%) e de mais de 10 salários mínimos (41%).

Já entre aqueles com renda inferior a dois salários mínimos e entre dois e cinco salários mínimos o índice cai para 26% e 36%, respectivamente. A desaprovação de Bolsonaro é maior no Nordeste (39%) e menor no Sul, no Norte e no Centro-Oeste (22%). O Datafolha ouviu 2.086 eleitores em 130 cidades, e a pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais.

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‘Tchutchuca é a mãe’, reage Paulo Guedes em discussão com deputado petista

Ser contra a reforma da Previdência é coisa de gente doida, ou nas palavras do ministro da Economia, Paulo Guedes, “caso de internamento (sic)”. A frase polêmica foi apenas uma das várias proferidas pelo chefe da economia brasileira, em sessão da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, que analisa a proposta da nova Previdência.

“Ela é necessária? Eu acho que sinceramente… Quem acha que não é necessária? Eu acho que é caso de internação, tem que internar”, disse Guedes

O clima de animosidade entre Paulo Guedes e os deputados de oposição ao governo Jair Bolsonaro perdurou durante toda a audiência que debatia o texto da reforma da Previdência. O clima esquentou por diversas vezes ao longo das mais de seis horas de debate.

O primeiro momento de maior tensão ocorreu por volta das três da tarde, ainda no início da audiência. Paulo Guedes afirmou que os parlamentares que se opuserem a reforma colocarão os próprios filhos em um avião, em situação análoga a de estados com condição financeira grave.

“Se quiserem, embarquem seus filhos no avião em que vocês estão e vão acabar como Rio de Janeiro, Minas Gerais. O Chile tem quase o dobro da renda per capita do que o Brasil, acho que a Venezuela está melhor”, provocou.

Em outro momento, Paulo Guedes foi interrompido pelo deputado Ivan Valente, do PSOL-SP, que questionava a situação das empregadas domésticas na reforma. O ministro da Economia, então, reagiu, acusando os opositores de não terem trabalhado pelas causas que agora militam, quando estiveram no governo.

“Vocês estão há quatro mandatos no poder. Por que é que não botaram imposto sobre dividendo? Por que é que deram benefícios para bilionários? Por que é que deram dinheiro para a JBS? Por que é que deram dinheiro para o BNDES? Vocês estiveram no governo”, questionou o ministro, que prosseguiu. “Vocês são governo. Nós estamos há três meses. Vocês tiveram 18 anos, 18 anos no poder e não tiveram coragem de mudar, não pagaram nada, não cortaram dividendos.”

A chapa esquentou ainda mais momentos depois. A animosidade entre ministro e opositores continuou e acabou por resultar no fim da sessão, quando o deputado Zeca Dirceu (PT-PR), filho do ex-ministro José Dirceu, afirmou que Paulo Guedes age como “tigrão” em relação a aposentados, idosos e pessoas com deficiência, mas como “tchutchuca” quando o tema é a “turma mais privilegiada do nosso país”. A confusão ficou formada e o presidente da CCJ, Felipe Francischini (PSL-PR), encerrou os trabalhos.

“Eu estou vendo que o senhor é tigrão quando é com os aposentados, com os idosos, com os portadores de necessidade; é tigrão quando é com agricultores, com professores. Mas é tchutchuca quando mexe com a turma mais privilegiada do nosso país. O cargo público que você ocupa exige uma outra postura.” – Paulo Guedes respondeu: “Você não falte com o respeito comigo. Tchutchuca é a mãe, tchutchuca é a vó”.

Se for aprovado pela CCJ, o texto da reforma da Previdência será analisado por uma comissão especial formada por deputados para discutir o mérito da proposta. Passando mais uma vez pelo consentimento do colegiado, a proposta segue para a votação no Plenário da Câmara, onde precisará de 308 votos favoráveis dos 513 parlamentares, antes de entrar em pauta na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.

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Jair Bolsonaro defende tese de que nazismo era de ‘esquerda’

(ANSA) – Após visitar o Centro Mundial de Memória do Holocausto, o Yad Vashem, em Jerusalém, o presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta terça-feira (2) que o nazismo era um movimento “de esquerda”.

A declaração está em sintonia com a postura revisionista do ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo, que já havia defendido essa tese em um texto publicado na semana passada. “Não há dúvida. Partido Socialista, como é que é? Da Alemanha. Partido Nacional-Socialista da Alemanha”, disse Bolsonaro, ao ser questionado se concordava com a ideia de que o nazismo era um movimento de esquerda.

O sistema fundado por Adolf Hitler bateu sociais-democratas para chegar ao poder, perseguia comunistas e socialistas e foi combatido e derrotado pela União Soviética. O próprio Memorial do Holocausto define o nazismo como um movimento de direita.

Também nesta terça, Araújo reiterou a tese revisionista em entrevista à Folha de S. Paulo e disse que o nazismo foi usado para “denegrir” a direita.

A ida ao Yad Vashem marcou o encerramento da agenda oficial de Bolsonaro em Israel, viagem que também incluiu encontros com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que está em plena campanha eleitoral, e uma visita ao Muro das Lamentações.

O presidente também anunciou a abertura de um escritório comercial do Brasil em Jerusalém, medida que pode provocar retaliações dos países árabes, especialmente no setor agropecuário.

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Rodrigo Maia diz que Bolsonaro está “brincando de presidir o Brasil”

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, reagiu a um comentário do presidente Jair Bolsonaro, que atribuiu algumas declarações dele [Maia] a questões pessoais e emocionais. Segundo Bolsonaro, Maia estaria abalado.

“Abalados estão os brasileiros, que estão esperando desde 1º de janeiro que o governo comece a funcionar. São 12 milhões de desempregados, 15 milhões de brasileiros vivendo abaixo da linha da pobreza; a capacidade de investimento no estado brasileiro diminuindo, 60 mil homicídios, e o presidente brincando de presidir o Brasil. Estamos na hora de parar com esse tipo de brincadeira, está na hora de ele sentar na cadeira dele, do Parlamento sentar aqui e em conjunto resolver os problemas do Brasil”, disse Rodrigo Maia.

“Não dá mais para a gente perder tempo com coisas secundárias, com coisas que não vão resolver a fome dos brasileiros, que não vão melhorar a renda dos brasileiros e não vão resolver o problema da Previdência. Do meu ponto de vista, a gente tem que focar naquilo que é fundamental, e o fundamental no Brasil hoje é a gente recuperar a nossa economia, a gente aprovar a Previdência. Eu estou empenhado nisso há dois anos, vou continuar trabalhando, a reestruturação da Previdência é fundamental para o Brasil. Então vamos parar de brincadeira. O Brasil precisa do governo funcionando”, acrescentou.

Convocação de Moro

Em relação à convocação do ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sérgio Moro, aprovada nesta quarta pela Comissão de Legislação Participativa, Maia disse que pretende cancelar a convocação e transformá-la em convite. A deputada Carla Zambelli (PSL-SP) apresentou recurso ao presidente da Casa, alegando que o colegiado não tem competência para convocar o ministro Moro.

“Minha impressão é que isso será transformado em convite. O ministro Moro não tem negado nenhum convite para debate. Se ele tem vindo, por que a gente vai convocar numa comissão que não é nem a comissão ligada a ele?”, questionou o presidente.

Pautas bombas

Questionado por jornalistas, Rodrigo Maia negou que a Câmara vá votar projetos com impacto fiscal (as chamadas “pautas bombas”). Segundo ele, todo projeto que gere aumento de despesa só vai ser votado pela Casa após um amplo diálogo com a equipe econômica.

“Tenho minha posição, sou presidente e da Câmara, mas tenho a responsabilidade dessa função e sem nenhuma dúvida vou continuar onde estive, presidindo a Câmara com responsabilidade fiscal e com o meu País”, afirmou Maia.

Com informações da Agência Câmara*

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Política

Paulo Guedes afirma que governo é o principal opositor à reforma da Previdência

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o principal opositor do governo no Congresso é o próprio Executivo, ao avaliar as dificuldades em avançar a análise da reforma da Previdência (PEC 6/19).

“Eu acho que está havendo uma falha enorme. O governo saiu com uma popularidade enorme das urnas. Mandamos as duas propostas [reforma da Previdência e pacote anticrime] e não conseguimos nada porque há uma oposição nossa mesmo”, afirmou.

Guedes participou de reunião na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado nesta quarta-feira (27) para falar sobre temas da pasta.

CCJ da Câmara

Guedes afirmou que não foi à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados porque não seria bem-vindo. “O aviso que eu recebi é mais ou menos o seguinte: ‘você está indo num lugar sem relator, sem qualquer apoio e para tomar pedrada de todo mundo. Até mesmo do seu partido’”. A vinda de Guedes foi reagendada para a próxima quarta-feira (3).

A proposta de reforma da Previdência do governo Bolsonaro chegou ao Congresso em janeiro e, atualmente, aguarda escolha de relator na CCJ, que deve ser anunciado na próxima semana.

Sistema quebrado

Guedes reafirmou a necessidade da reforma porque, segundo ele, o deficit aumenta de forma exponencial. “Nosso sistema está quebrando antes de a população envelhecer. Já estamos com o sistema no limite, o deficit aumenta R$ 40 bilhões ao ano o que é absolutamente insustentável”, disse o ministro.

Ele explicou que a pirâmide etária brasileira já virou um “losango” e que o sistema vai quebrar nos próximos anos. “Quando eu digo que precisamos de pelo menos R$ 1 trilhão é porque precisamos dessa potência fiscal. Se não fizermos isso, tudo bem. Vamos cobrar isso dos nossos filhos e netos. A gente precisa desse potencial para dar início ao novo modelo da previdência”, afirmou.

Explosão

A máquina pública vai explodir com o crescimento do deficit previdenciário, na opinião de Guedes. “O Brasil vai explodir muito rapidamente do ponto de vista fiscal. E não é uma explosão abstrata, é financeira. Você não vai poder pagar salário de funcionalismo público”, disse o ministro.

Por falta de “coragem e disposição do sacrifício”, o Brasil adiou ao longo dos anos uma reforma da previdência mais profunda, segundo Guedes.

Com informações da Agência Câmara*

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