Destaques, Tecnologia

Facebook anuncia criação da Libra, sua própria criptomoeda

(ANSA) – A empresa norte-americana Facebook anunciou oficialmente nesta terça-feira (18) a criação de sua própria criptomoeda, a Libra, que servirá para transações e será integrada em suas plataformas digitais, como WhatsApp e Messenger, além de um aplicativo independente. A ideia do CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, é “simplificar o mais possível as transações financeiras para todas as pessoas do mundo, onde quer que vivam, tenham ou não uma conta bancária”.

“Com o Libra nós aspiramos tornar mais fácil para todos enviar e receber dinheiro, assim como usar nossos aplicativos para compartilhar instantaneamente mensagens e fotos”, escreveu em uma publicação na rede social. O novo projeto, que deve ficar disponível a partir de 2020, promete um sistema seguro de pagamento com base no blockchain, tecnologia que registra todas as operações virtuais mundo afora.

“Dinheiro móvel aumenta a segurança e isso é, particularmente, importante para as pessoas que não têm acesso a bancos tradicionais. Há cerca de um bilhão de pessoas que não têm conta bancária, mas têm um telefone celular”, acrescentou Zuckerberg.

A gigante tecnológica ainda apresentou a participação de cerca de 30 empresas, como Visa, Mastercard, PayPal, Uber, Spotify e a operadora de telefonia Vodafone. De acordo com o Facebook, estes parceiros vão contribuir para a criação de um sistema “seguro, escalável e de credibilidade confiável”.

Além disso, a empresa anunciou a subsidiária independente Calibra, que fornecerá serviços para enviar, gastar e armazenar a Libra por meio de uma carteira digital que estará disponível no WhatsApp, no Messenger e em um aplicativo independente, e “será regulada como outros provedores de serviços de pagamento”.

“Com o tempo, esperamos oferecer mais serviços a pessoas e negócios, como pagar contas com um botão, comprar café escaneando um código ou usando o transporte público local sem ter que carregar dinheiro ou cartão”, explicou Zuckerberg.

A empresa ressaltou que promete adotar medidas para proteger a privacidade de todos os usuários da sua carteira digital. “A não ser em casos específicos, a Calibra não dividirá informações de conta ou dados financeiros com o Facebook Inc. ou nenhum outro terceiro sem o consentimento do cliente”, finalizou.

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Mundo

Ex-presidente da Uefa, Michel Platini é detido na França

(ANSA) – O ex-presidente da Uefa (2007-2015) Michel Platini foi detido nesta terça-feira (18), na França, sob suspeita de corrupção na escolha do Catar como sede da Copa do Mundo de 2022.

Platini, que já foi campeão pela Juventus, na Itália, e marcou a história como jogador nos anos 1980, está sob custódia da polícia de Nanterre, perto de Paris. As autoridades confirmaram que sua prisão ocorreu para que ele prestasse depoimento.

Platini está sendo investigado por “supostos atos de corrupção ativa e passiva de funcionários não públicos” para a escolha do Catar.

O caso também envolve nomes de peso da política da França, como Sophie Dion, ex-conselheira do ex-presidente Nicolas Sarkozy (2007-2012). Claude Gueant, antigo secretário geral do governo da França, foi convocado para depor em condição de “suspeito livre”.

O Catar foi eleito sede da Copa em 2010, em uma votação em que derrotou a candidatura dos Estados Unidos.

A primeira investigação sobre corrupção e conspiração criminal na escolha do Catar foi aberta pela Promotoria Financeira Nacional (PNF) da França em 2016. Em dezembro de 2017, Platini foi ouvido como testemunha e admitiu que votou no Catar em dezembro de 2010.

De acordo com o jornal “Le Monde”, o foco das investigações é um almoço organizado no Palácio do Eliseu, em 23 de novembro de 2010. No evento, estavam presentes Nicolas Sarkozy, Michel Platini, o Emir do Catar, Tamim Ben Hamad Al Thani, e o então primeiro-ministro do emirado, Sheikh Hamad, Bem Jassem.

Platini já cumpre um suspensão como dirigente esporte por ferir o código de ética da Uefa ao aceitar um pagamento indevido de 1,8 milhão de euros autorizado pelo ex-presidente da Fifa Joseph Blatter.

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Ciência

Vírus geneticamente modificado combate câncer de próstata

Peter Moon  |  Agência FAPESP – Pesquisadores do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) conseguiram manipular geneticamente um tipo de vírus que, uma vez injetado em camundongos com câncer de próstata, destruiu células tumorais.

O vírus também deixou as células tumorais ainda mais sensíveis ao tratamento com quimioterapia, chegando a eliminar os tumores completamente.

Os resultados foram obtidos pela equipe de Bryan Eric Strauss, diretor do Laboratório de Vetores Virais no Centro de Investigação Translacional em Oncologia (CTO) do Icesp, e publicados na revista Gene Therapy, do grupo Nature.

O trabalho contou com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), no âmbito do Projeto Temático “Terapia gênica do câncer: alinhamento estratégico para estudos translacionais”, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Sanofi-Aventis.

“No combate ao câncer de próstata, empregamos em camundongos uma combinação de terapia gênica e quimioterapia”, disse Strauss. “Escolhemos a via que consideramos com mais potencial de funcionar como supressor de tumores.”

Strauss se refere a um gene conhecido como p53, que controla aspectos importantes da morte celular e existe tanto em humanos como em roedores. Em laboratório, o gene foi inserido no código genético de um vírus (da família Adenovírus). O vírus modificado foi, por sua vez, injetado diretamente nos tumores em camundongos.

“Primeiramente, implantamos células de câncer de próstata humano e esperamos o tumor crescer. Quando isso ocorreu, injetamos o vírus diretamente na massa do tumor, procedimento repetido várias vezes. Em duas dessas ocasiões, aplicamos também a droga cabazitaxel, usada comumente em quimioterapia, por via sistêmica. Depois disso, observamos os camundongos para verificar se ocorreria ou não o desenvolvimento dos tumores”, disse Strauss.

O experimento fez uso de diversos grupos de camundongos, todos inoculados com células de tumor de próstata. Para verificar a efetividade da terapia gênica, um grupo de animais recebeu um vírus irrelevante – grupo de controle.

Um segundo grupo recebeu apenas vírus que codificavam o gene p53. Um terceiro grupo recebeu somente a droga cabazitaxel e, no último, correspondente a um quarto dos animais, foi injetada uma combinação da droga com o vírus.

Quando as células tumorais foram infectadas pelo vírus modificado, esse penetrou o núcleo da célula – que é onde os genes agem –, comandando a morte celular. O gene p53 foi especialmente eficaz em induzir morte em câncer de próstata.

“Os tratamentos individuais com p53 ou com cabazitaxel tiveram um efeito intermediário em termos de controlar o crescimento do tumor. Mas o resultado marcante foi a combinação, que inibiu o tumor totalmente”, disse Strauss.

Os experimentos comprovaram que o vírus modificado, ao infectar as células tumorais, induz a morte dessas células.

“A associação da droga com a terapia gênica resultou no controle total de crescimento do tumor. Ou seja, o que se viu foi um efeito aditivo ou até sinérgico. Também pode-se pensar que o vírus com o gene p53 deixou a célula tumoral mais sensível para a ação do quimioterápico”, disse Strauss.

O pesquisador ressalta que ainda não é possível simplesmente injetar o vírus na corrente sanguínea. “Para essa terapia surtir efeito, precisamos injetar o vírus diretamente nas células tumorais”, disse.

Ele lembra que os tumores podem ser controlados usando somente drogas de quimioterapia, mas que a dosagem necessária costuma ser elevada, resultando em efeitos colaterais. Um deles é a queda de glóbulos brancos na circulação. Essa queda é um dos limites para a aplicação desse tipo de quimioterapia, uma vez que prejudica o sistema imune do paciente.

“Em nosso estudo, aplicamos bem menos drogas usadas em quimioterapia. A dose foi subterapêutica, ou seja, não suficiente para controlar o tumor, mas fizemos isso para tentar evitar a leucopenia, que é a redução no número de glóbulos brancos”, disse Strauss.

O bioquímico e biólogo molecular californiano de 52 anos vive em São Paulo desde 1998, tendo já trabalhado três anos no Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da Universidade de São Paulo e 10 anos no Instituto do Coração (InCor), antes de ingressar no Icesp, em 2011. “Foi durante esse tempo que todos os vetores virais que utilizamos foram desenvolvidos. Trata-se de uma tecnologia totalmente brasileira”, disse.

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(Foto: Universidade de Nova Gales do Sul)

Sistema imune

Destruir as células tumorais com p53 não garante que todas as células cancerosas serão eliminadas, incluindo as metástases. Para melhorar a abordagem, pesquisadores contam com a ativação da resposta imune.

Strauss conta que, se a combinação p53 mais cabazitaxel não for suficiente para ativar o sistema imune, pode ser considerado o uso de um segundo gene aliado ao tratamento com p53.

No caso, foi escolhido o interferon beta, chave para a boa função do sistema imune. Interferon é uma proteína produzida por leucócitos e fibroblastos para interferir na replicação de fungos, vírus, bactérias e células de tumores e estimular a atividade de defesa de outras células.

“Tanto o p53 como o interferon beta podem induzir morte nas células tumorais e a união dos dois faz que a morte das células alerte o sistema imune. É a morte imunogênica”, disse Strauss.

Trabalhos anteriores do grupo servem como base para a ideia. Quando a combinação de genes ARF (parceiro funcional de p53) e interferon beta foi inserida no núcleo da célula tumoral, o sistema imunológico dos roedores deixou de reconhecer as células tumorais como pertencentes ao organismo dos camundongos, passando a identificá-las como se fossem agentes externos que devem ser combatidos.

“Quando isso ocorre, o sistema imune dos camundongos passa a combater as células tumorais tanto no local do tratamento como em tumores distantes desse local”, disse Strauss.

“Nosso objetivo agora é melhorar essas abordagens. Estamos fazendo ensaios para determinar se merecem avançar para a fase de testes clínicos com pacientes humanos”, disse.

Este texto foi originalmente publicado por Agência FAPESP de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND. Leia o original aqui.

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Destaques, Educação

Mulheres podem realizar curso gratuito de programação

A plataforma Girls 4 Tech disponibiliza um curso gratuito de programação para mulheres. A iniciativa facilita o acesso do público feminino ao mercado da tecnologia, além de promover a educação e empoderamento feminino no campo da tecnologia. O projeto, que foi lançado em 2018, inicialmente era na modalidade presencial, devido a necessidade de ampliar o seu alcance, foi implementado no ensino a distância. O curso Girls 4 Tech é feito por mulheres, totalmente gratuito, traz linguagem acessível e não exige nenhum conhecimento prévio.

Curso online gratuito de programação para mulheres

O curso conta com vídeo-aulas ministradas por desenvolvedoras da EBANX. A formação é dividida em três módulos e é complementada pelos materiais de apoio, fóruns e avaliações. Para receber o certificado é necessário concluir o curso em até 60 dias.

De modo geral, a grade curricular é composta por disciplinas que visam o aprimoramento técnico sobre HTML e CSS, além de compreender a aplicação da tecnologia no dia a dia. A inscrição no curso acontece por meio de um cadastro online. Interessados devem informar alguns dados pessoais e de contato como nome completo, cidade, e-mail, etc. Acesse o site do Girls 4 Tech e realize a sua inscrição para ter acesso a sua formação.

Bolsa de estudo para Tecnologia da Informação

Quem quiser se aprofundar ainda mais pode aproveitar também para fazer uma especialização na área da Tecnologia da Informação, com uma bolsa de estudo do Educa Mais Brasil. No site do programa, parceiro do Portal N10, é possível pesquisar os cursos disponíveis. A inscrição é gratuita.

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Mundo

Terremotos deixam 12 mortos e 125 feridos na China

(ANSA) – Dois terremotos na província de Sichuan, no sudoeste da China, deixaram ao menos 12 mortos e 125 pessoas feridas.

Os tremores de terra, com magnitude de 5.2 e 5.8 graus na escala Richter, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), e de 6 graus segundo as autoridades chinesas, ocorreram por volta das 22h55 locais de segunda-feira (17).

Vários edifícios e estradas ficaram danificados com os abalos, que também foram sentido em outras cidades da região, como Chengdu.

Em 2008, um terremoto de 8 graus em Sichuan provocou a morte de 90 mil pessoas. Seu epicentro estava a apenas 40 km dos tremores registrados ontem.

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