Mundo

Tumba com mais de 30 múmias é descoberta no Egito

(ANSA) – Arqueólogos descobriram em Assuan, no Egito, uma tumba que conserva 35 múmias, além de sarcófagos, ânforas, vasos e materiais para máscaras funerárias.

As escavações foram conduzidas por uma missão ítalo-egípcia a cargo da Universidade dos Estudos de Milão e do Ministério da Antiguidade do país africano.

A tumba, situada na margem ocidental do Nilo, apresenta uma sala funerária principal e outra lateral: a primeira conta com 30 múmias bem conservadas, incluindo de crianças, enquanto outras quatro foram achadas na segunda, acompanhadas de vasos que continham restos de comida, fundamentais para a “viagem” dos mortos na tradição egípcia.

Outra múmia une os corpos de uma mãe e seu filho, ainda cobertos por uma espécie de máscara funerária feita com papiro.

“Foi uma surpresa extraordinária, que descobrimos escavando em um lugar belíssimo na margem ocidental de Assuan”, disse à ANSA Patrizia Piacentini, professora de Culturas do Oriente Próximo Antigo, do Oriente Médio e da África na Universidade de Milão.

Segundo a especialista, a tumba faz parte de uma imensa necrópole com mais de 300 outros jazigos, que “ainda são desconhecidos e exigirão muitos anos de estudo”. “Provavelmente era a tumba de uma família de classe média-alta, usada do século 4 a.C. ao período romano, no século 4 d.C.”, afirmou Piacentini.

Uma nova missão será realizada em novembro para examinar as múmias e escavar outros jazigos.

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Homem é preso tentando roubar carro no estacionamento de presídio

Um fato um tanto quanto inusitado ocorreu em uma delegacia da Flórida, nos Estados Unidos. Michael Casey Lewis, de 37 anos, foi preso quando estava roubando carros do estacionamento do Centro de Detenção do Condado de St. Lucie, na Flórida, onde acabara de ser solto.

“A prisão é ruim, mas para alguns é melhor que a sua casa”, ironizou uma publicação do Gabinete do Xerife da Comarca de St. Lucie, na qual eles informam que Lewis, depois de deixar a prisão, foi visto por guardas de segurança no estacionamento “puxando as maçanetas dos carros”.

Quando os policiais se aproximaram, Lewis tentou enganá-los dizendo estar esperando por sua namorada. No entanto, quando revistado, o homem entregou uma sacola para os policiais, onde encontraram um iPhone 7, quatro maços de cigarro, um isqueiro, um cartão de crédito, uma carteira de motorista da Flórida e US$ 547 em dinheiro. que ele conseguiu roubar.

A polícia decidiu prender novamente Lewis, que já havia sido preso pelo mesmo crime. Ele foi finalmente liberado depois de pagar uma fiança de 11.250 dólares, informou o Gabinete do Xerife do Condado de St. Lucie.

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Mundo

‘Brasil e EUA nunca estiveram tão próximos’, diz Trump

(ANSA) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (19) que o mandatário do Brasil, Jair Bolsonaro, tem feito um “trabalho espetacular” em seus pouco menos de três meses no cargo.

A declaração foi dada durante a primeira visita de Bolsonaro à Casa Branca, que marca o alinhamento do novo governo brasileiro com os EUA. “É uma honra ter o presidente Bolsonaro conosco, ele tem feito um trabalho espetacular. O Brasil é um grande amigo, e acredito que o relacionamento com os EUA nunca esteve tão próximo como agora”, disse Trump.

Já Bolsonaro afirmou que é uma “satisfação” estar nos Estados Unidos, “depois de algumas décadas de presidentes antiamericanos”, ignorando as relações amigáveis entre Bill Clinton e Fernando Henrique Cardoso e George W. Bush e Luiz Inácio Lula da Silva. “O Brasil mudou a partir de 2019 e, obviamente, temos muito a conversar, muita coisa a oferecer um para o outro para o bem de nossos povos”, declarou.

Segundo o presidente, há “muita coisa em comum” entre ele e Trump. “O Brasil estará cada vez mais engajado com os nossos Estados Unidos”, prometeu. Como sinal dessa nova política, o governo Bolsonaro assinou com os EUA um acordo para o uso comercial da base de lançamentos de Alcântara, no Maranhão, e derrubou a exigência de visto para turistas americanos, canadenses, australianos e japoneses.

Em troca, Trump indicou que apoiará a entrada do Brasil na Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) – o pedido de adesão foi formalizado em maio de 2017 -, mas o presidente dos Estados Unidos deu mais atenção à crise na Venezuela.

“Todas as opções estão na mesa”, disse o magnata, sem descartar um eventual pedido para o Brasil entrar em uma possível ação militar contra o regime de Nicolás Maduro. “Não discutimos isso ainda, vamos falar disso hoje”, acrescentou.

Trump também presenteou Bolsonaro com uma camisa da seleção americana de futebol, enquanto o presidente brasileiro deu ao magnata um uniforme da equipe canarinho.

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Mundo

Em manifesto, terrorista da Nova Zelândia ‘critica’ o Brasil

(ANSA) – O manifesto deixado por Brenton Tarrant, terrorista que protagonizou o ataque contra duas mesquitas de Christchurch, na Nova Zelândia, faz uma menção ao Brasil.

No texto, Tarrant cita o maior país da América Latina em um capítulo chamado “Diversidade é fraqueza”, no qual ele critica nações abertas a outras culturas e miscigenadas.

“O Brasil, com toda a sua diversidade racial, está completamente dividido como nação, onde as pessoas não se dão umas com as outras e se separam e segregam sempre que possível”, diz o australiano de 28 anos.

O manifesto tem 74 páginas e é dedicado à defesa da “supremacia branca” e aos ataques contra o Islã. O terrorista se inspirou no norueguês Anders Breivik, autor de um massacre com 77 mortos em Oslo e Utoya, em julho de 2011, e que também deixou um documento com sua ideologia.

O texto escrito por Tarrant se chama “A grande substituição”, em referência a um livro do francês Renaud Camus, que defende a ideia de que a maioria branca da Europa está sendo substituída por imigrantes africanos.

O terrorista também cita o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como um “símbolo da identidade branca renovada” e admite que seu objetivo com o atentado de Christchurch era criar uma “atmosfera de medo” e “incitar a violência” contra imigrantes.

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Ataques contra mesquitas matam quase 50 na Nova Zelândia

(ANSA) – Pelo menos 49 pessoas morreram e outras 48 ficaram feridas nesta sexta-feira (15) durante ataques simultâneos a duas mesquitas em Christchurch, na Nova Zelândia.

O balanço oficial foi divulgado pela primeira-ministra Jacinda Ardern, que classificou a tragédia como “um dos dias mais sombrios do país”. Dos 48 feridos, entre eles adultos e crianças, 12 estão em estado grave e foram submetidos a procedimentos cirúrgicos, informou o Conselho de Saúde do Distrito de Canterbury.

As autoridades prenderam pelo menos quatro pessoas envolvidas nos atentados: uma mulher e três homens. O líder do massacre foi identificado como Brenton Tarrant, um australiano, de 28 anos de idade, natural do estado de Nova Gales do Sul, na costa leste da Austrália.

A polícia local ainda investiga o ato e não está descartando a hipótese de que outros criminosos estejam envolvidos e foragidos. A tragédia é tratada como terrorismo.

Um dos alvos do ataque contra a comunidade muçulmana foi a mesquita de Linwood, que reunia mais de 300 pessoas, no subúrbio de Linwood, em Christchurch. Já o segundo local atingido foi o templo de Masjid Al Noor, ao lado do Parque Hagley.

Antes da ofensiva, o agressor já havia compartilhado um manifesto racista de 74 páginas no qual explicou que “o ataque terrorista” teve motivações de extrema-direita e anti-imigração.

No texto, o australiano afirma que nunca foi membro de nenhuma organização criminosa, mas fez doações e interagiu com muitos grupos nacionalistas. Ele também exalta outros atiradores supremacistas brancos.

O terrorista ainda ressaltou que escolheu a Nova Zelândia como seu principal alvo por causa de sua localização, para mostrar que mesmo as partes mais remotas do mundo não estão isentas da “imigração em massa”. Durante o ataque, um dos homens, que usava óculos e casaco estilo militar, utilizou um rifle automático para atirar contra os fiéis, informaram testemunhas. De acordo com a gerente de conteúdo do Facebook da Austrália-Nova Zelândia, Mia Garlick, a tragédia foi transmitida ao vivo por cerca de 17 minutos na conta de Tarrant na rede social. Isso foi possível porque durante o atentado, um dos atiradores usou um capacete com uma câmera. Nas imagens é possível ver ele abrindo fogo contra os fiéis enquanto caminhava pela mesquita. A polícia pediu ao público para não compartilhar a gravação “extremamente angustiante”. O Facebook, por sua vez, afirmou que as imagens foram removidas.

Os ataques foram registrados por volta das 13h40 (horário local) desta sexta-feira, cerca de 10 minutos depois do início das orações. Segundo as autoridades, um carro-bomba também foi localizado na Strickland Street, a cerca de 3 km do Hagley Park.

Como medida de segurança, a polícia evacuou a Cathedral Square, onde diversos estudantes faziam um protesto contra o aquecimento global. Além disso, o governo anunciou que todas as escolas e outras mesquitas da região foram fechadas, assim como algumas rodovias. Já a polícia australiana no estado de New South Whales reforçou a segurança, enquanto a estação de trem em Auckland foi evacuada.

O chefe de polícia da Nova Zelândia, Mike Bush, explicou que o líder do grupo comparecerá a um tribunal neste sábado (16) para responder a acusação de homicídio. Repercussão – O primeiro-ministro da Austrália, Scott Morrison, disse estar “horrorizado” com o ataque. “Estou horrorizado com os relatos que estou acompanhando do tiroteio sério em Christchurch, Nova Zelândia”, escreveu em seu Twitter.

Além disso, ele afirmou que as autoridades australianas ajudarão nas investigações contra “um extremista de direita e um terrorista violento”. Já a primeira-ministra britânica, Theresa May, descreveu a tragédia como um “ato repugnante de violência”. “Em nome do Reino Unido, minhas mais profundas condolências ao povo da Nova Zelândia depois do horripilante ataque terrorista em Christchurch”, disse.

Por meio do porta-voz da Alemanha, Steffen Seibert, a chanceler Angela Merkel lamentou os ataques. “Eu lamento com os neozelandeses por seus compatriotas, que oravam pacificamente quando atacados em suas mesquitas e assassinados por ódio racista. Estamos lado a lado contra esse terror”.

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