Destaques, Meio Ambiente

Derretimento nas geleiras da Antártida pode “atrasar” o aquecimento global

Várias investigações mostraram que as geleiras da Antártida tem derretido a uma velocidade cada vez mais rápida ao longo dos anos. Isto tem duas possíveis consequências: uma ligeiramente positiva e outra que pode ser devastadora.

Especificamente, um estudo recente sugere que o derretimento do gelo na Antártida poderia atrasar o processo de aquecimento da atmosfera da Terra. No entanto, estima-se que isso pode significar que nos próximos 80 anos, o nível do mar irá aumentar mais de um metro.

Antártida está derretendo, o que poderia atrasar o aquecimento global

O gelo na Antártica está derretendo a uma taxa crescente. Isso, de acordo com um estudo recente, poderia atrasar o aquecimento global; no entanto, esta notícia não é tão boa quanto parece. A esse respeito, especialistas dizem que, embora o derretimento do gelo possa reduzir a temperatura da atmosfera por 10 anos, isso pode acelerar o aumento do nível do mar, afetando o clima.

Para concluir isso, uma equipe de pesquisadores realizou uma série de modificações em um dos mais modernos modelos computacionais do clima, incluindo o fenômeno do derretimento do gelo na Antártida.

Dessa forma, observou-se que o aumento das temperaturas globais chegaria a 2 graus Celsius no ano de 2065, ao invés do ano de 2053. Isso significa que o derretimento do gelo na Antártica nos daria um período de carência de aproximadamente 10 anos com relação ao aumento das temperaturas atmosféricas.

No entanto, a situação pode ser pior do que parece, pois isso aceleraria o aumento do nível do mar e potencialmente mudaria o clima. Além disso, embora o aquecimento atmosférico seja mais lento, todo o planeta Terra continuará a aquecer como vem fazendo. Neste caso, o calor ficará preso nos oceanos. Sobre isso, Ben Bronselaer, o investigador principal do estudo, revela:

“O aquecimento global não será tão ruim quanto se pensava anteriormente; no entanto, o aumento do nível do mar será pior”.

Isso não é tão bom quanto parece

derretimento das geleiras da antártida

Em resumo, o derretimento das camadas de gelo na Antártida poderia retardar o processo de aquecimento global. Mesmo assim, isso não significa que o aquecimento global será completamente interrompido, porque calor adicional ficará preso nos oceanos. Em vez disso, esse processo tem o potencial de acelerar o aumento do nível do mal e mudar o clima da Terra.

Especificamente, os pesquisadores propõem que o derretimento na Antártica tem o potencial de alterar os padrões de chuvas terrestres. Nesse sentido, tudo parece indicar que o cinturão de chuva tropical se deslocará para o norte, aumentando a umidade no referido hemisfério. Por sua vez, isso tornará o clima um pouco mais seco no hemisfério sul.

Por fim, os pesquisadores destacam que, embora o aquecimento esteja atrasado, o planeta ainda está se aquecendo, só que agora temos um período de carência de mais de 10 anos. Para continuar a linha de pesquisa, os cientistas continuarão atualizando modelos climáticos e usando informações coletadas de flutuadores robóticos colocados no Oceano Antártico.

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Destaques, Meio Ambiente

Brasil é o país que mais desmatou em 34 anos, aponta estudo

(ANSA) – De 1982 a 2016, o Brasil é o país que mais perdeu superfície arborizada, totalizando uma área de 399 mil quilômetros quadrados, muito mais que a perda acumulada por Canadá, Rússia, Argentina e Paraguai juntos.

As informações são de um estudo publicado na revista “Nature” e produzido pela Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, com base em fotos de satélites.

Por outro lado, a superfície mundial coberta por árvores aumentou em 7,1%, um crescimento de 2,24 milhões de quilômetros quadrados, uma área equivalente aos estados norte-americanos de Texas e Alasca unidos.

O desmatamento nas áreas tropicais foi compensado pela ampliação das florestas nos países temperados da América, Europa e Ásia (graças ao abandono das culturas), pelo crescimento de árvores nas zonas polares (graças ao aquecimento global) e pelo plano de reflorestamento chinês.

Segundo a pesquisa, a cobertura mundial de árvores aumentou de 31 a 33 milhões de quilômetros quadrados no período entre 1982 e 2016.

O aumento é maior nas florestas temperadas continentais (+726 mil km²), seguido pelas florestas boreais de coníferas (+463 mil km2), florestas úmidas subtropicais (+280 mil km²), Rússia (+790 mil km²), China (+324 mil km ²) e EUA (+301 mil km²).

As zonas tropicais, nesse mesmo período, tiveram perdas relevantes: florestas úmidas (-373 mil km²), florestas pluviais (-332 mil km²) e florestas secas (-184 mil km²).

Os pesquisadores de Maryland observaram ainda que seus dados contradizem aqueles da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO, na sigla em inglês).

A agência da ONU fala de uma grande perda florestal entre 1990 e 2015, já que leva em consideração somente as florestas, enquanto os estudiosos de Maryland avaliam a totalidade de região coberta por árvores.

As plantações de palmeiras para obtenção de óleo de palma ou de árvores de madeireiras são desmatamentos para a FAO, mas não para a pesquisa norte-americana.

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Resíduos sólidos: descarte correto previne doenças e poluição do meio ambiente

Todo lixo gerado nas residências, nas indústrias, hospitais, comércio, construção civil, entre outros, são denominados resíduos sólidos. Eles são classificados em lixo comum, público e especiais. Os resíduos sólidos podem contaminar a água, o solo e o ar e contribuir para o surgimento de doenças, além da poluição do meio ambiente. Por isso que o seu descarte precisa ser feito de maneira correta tanto pelas indústrias como nos ambientes residenciais.

Os resíduos gerados na construção civil são os grandes geradores de entulho, que são os lixos gerados a partir de restos de cimento, tijolos, cerâmica, entre outros materiais utilizados em construções e reformas. O seu descarte incorreto pode gerar grande acúmulo de sujeira em locais inapropriados que prejudica principalmente as pessoas que residem próximo ao local. Além de contribuir para a proliferação de doenças como a dengue e a febre amarela, o descarte inadequado dos resíduos sólidos contribui com o aparecimento de roedores, insetos e enchentes através da contaminação de rios e córregos.

Reciclagem de resíduos sólidos

Segundo o Sindicato Nacional das Empresas de Limpeza Urbana (Selurb), só no Brasil são produzidos mais de 78 milhões de toneladas de resíduos sólidos por ano. Se a reciclagem fosse aplicada nos materiais de plásticos (cerca de 13,5%), seria possível retornar quase R$ 6 bilhões para a economia do país. Isso mostra a força que existe na reciclagem e no reaproveitamento de resíduos para a matéria-prima, por exemplo.

As grandes empresas e indústrias são obrigadas a seguirem a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que responsabiliza cada organização pela destinação final de seus resíduos. Cada empresa precisa desenvolver um plano de gerenciamento de resíduos sólidos que justifique cada etapa de produção de empresa até a destinação final de seus resíduos. Algumas ferramentas, como o software VG Resíduos, que permite o gerenciamento dos resíduos sólidos através da otimização e aprimoramento dos processos da empresa, desde a etapa inicial até destinação final dos resíduos, atualizado de acordo com as leis ambientais, o que facilita a gestão e a parte burocrática.

O interessante é que nesse processo de organização e gestão de resíduos, muitas empresas apostam na reciclagem e acabam economizando com os insumos, além de abrir portas para o mercado de resíduos (compra e venda de resíduos entre as empresas).

A participação da população é fundamental

A conscientização das pessoas no dia a dia é muito importante para garantir o descarte correto dos resíduos sólidos, que pode ser feito a partir da separação do lixo em casa e na escolha por produtos de empresas que investem na sustentabilidade. Pequenas atitudes como diminuir o uso de materiais descartáveis (copos, por exemplo), utilizar sacolas/embalagens retornáveis no supermercado, optar por lâmpadas mais econômicas são pequenas atitudes que ajudam a diminuir a produção de resíduos sólidos em casa.

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Meio Ambiente

Antártida perdeu 3 trilhões de toneladas de gelo em 25 anos

(ANSA) – A Antártida perdeu 2,7 trilhões de toneladas de gelo em 25 anos, o que elevou o nível dos mares em 7,5 milímetros, revelou um estudo divulgado pela revista científica “Nature”.

Ainda de acordo com a publicação, que reuniu diversos relatórios sobre o continente, estima-se que, desde 1989, a perda de massa de gelo foi calculada ao menos 150 vezes, mas nunca com a precisão atual.

As novas informações “oferecem um quadro mais coerente a respeito de outros do passado”, explicou um dos autores da pesquisa, Giorgio Spada.

Além disso, com a ajuda de satélites, foi possível medir o aumento da taxa de fusão do gelo em certas regiões da Antártida, e verificou-se que “a aceleração foi sensível em alguns setores, como na zona ocidental”.

Observando-se relatórios de 1992 a 2017, estima-se que a Antártida tenha perdido de 53 bilhões a 159 bilhões de toneladas de gelo por ano e que na zona mais movimentada – na Península Antártica – a redução tenha sido de 7 bilhões e 33 bilhões de toneladas por ano.

Apesar dos dados alarmantes, agora é necessário compreender o fenômeno que ocorre ao redor do polo sul do planeta, para definir os quadros futuros para o continente, considerando que o derretimento total da Antártida poderia elevar o mar em 58 metros.

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