Destaques, MG

Brumadinho já contabiliza 157 mortos em barragem da Vale

(ANSA) – Chegou a 157 o número de mortos no rompimento de uma barragem da Vale em Brumadinho (MG), segundo balanço divulgado pela Defesa Civil.

Outras 182 pessoas seguem desaparecidas, incluindo 55 funcionários da mineradora e 127 trabalhadores terceirizados ou moradores da comunidade.

Do total de vítimas, 134 corpos foram identificados. Após quase duas semanas da tragédia, mais da metade dos indivíduos supostamente atingidos pelos rejeitos ainda não foi encontrada.

O Corpo de Bombeiros trabalha com a hipótese de que alguns corpos não sejam recuperados. O rompimento ocorreu no último dia 25 de janeiro, e a Vale ainda não conseguiu explicar o motivo do desastre.

Prefeitura

Hoje, em entrevista coletiva, o prefeito de Brumadinho, Avimar de Melo, informou que está negociando com a Vale e com um fundo internacional, de origem canadense, um aporte de recursos para reconstrução da cidade. Melo não detalhou, porém, os integranres do fundo, nem os valores da ajuda

O prefeito também reiterou que continua em negociações diretas com a Vale para o apoio às vítimas do rompimento da barragem e o custeio das despesas de atendimento aos atingidos e de reconstrução da cidade e das estruturas devastadas ou prejudicadas.

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Destaques, MG

Engenheiros que atestaram segurança de barragem em Brumadinho são presos

(ANSA) – O Ministério Público e a Polícia Civil de São Paulo cumpriram na manhã desta terça-feira (29) dois mandados de prisão expedidos pela Justiça Estadual de Minas Gerais contra engenheiros que atestaram a segurança da barragem 1 da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho. Em Minas Gerais, a polícia cumpriu mais três mandados de prisão.

A barragem se rompeu na última sexta-feira (25), levando um mar de lama de rejeitos minerais para a cidade de Brumadinho. Até agora, foram confirmados 65 mortos, mas ainda há 279 pessoas desaparecidas, o que pode elevar [e muito] o balanço de vítimas. Nesta terça-feira, começa o quinto dia de buscas no local.

A prisão dos engenheiros em São Paulo ocorreu nos bairros de Moema e Vila Mariana. Os mandados são de prisão temporária, com validade de 30 dias, e foram expedidos pela Justiça no domingo.

Os investigadores do Ministério Público e da polícia apuram se documentos técnicos, feitos por empresas contratadas pela Vale e que atestavam a segurança da barragem que se rompeu, teriam sido fraudados de alguma maneira. Toda a operação é coordenada por policiais, promotores e procuradores de Minas Gerais.

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Destaques, MG

Tragédia em Brumadinho conta com 60 mortos e 292 desaparecidos

(ANSA) – Subiu para 60 o número de mortos no rompimento da barragem de Feijão, em Brumadinho (MG), na última sexta-feira (25). Desse total, 19 corpos foram identificados até o momento.

Segundo o tenente-coronel Flávio Godinho, da Defesa Civil de Minas Gerais, ainda há 292 pessoas desaparecidas, enquanto outras 192 foram resgatadas. Além disso, 135 indivíduos estão desabrigados.

As buscas por vítimas e eventuais sobreviventes ganharam novo reforço nesta segunda-feira (28), com a chegada de 136 militares enviados pelo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.

A equipe já saiu de Belo Horizonte e levará a Brumadinho equipamentos capazes de identificar pessoas debaixo da lama e sinais de celular em até quatro metros de profundidade.

A maioria dos desaparecidos é formada por funcionários da mineradora Vale, dona da barragem. De acordo com o tenente Pedro Aihara, da Polícia Militar de Minas Gerais, as chances de encontrar sobreviventes são “muito pequenas”.

O reservatório continha rejeitos de minério de ferro e estava desativado. A lama atingiu uma comunidade nos arredores, uma pousada e edifícios administrativos da Vale. O refeitório da empresa e o hotel foram arrastados pelos rejeitos.

A mineradora já teve R$ 11 bilhões de suas contas bloqueados pela Justiça e suspendeu o pagamento de bônus a seus executivos e de dividendos para seus acionistas.

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Alvo de boatos envolvendo ataque a Bolsonaro, jovem sofre ameaças de morte

Uma jovem de 18 anos, moradora de Juiz de Fora (MG), denunciou à Polícia Federal (PF) e à polícia de Minas Gerais estar recebendo ameaças de morte após ser acusada por internautas de participar do ataque contra o candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro. A estudante passou a ser alvo de ameaças após a agressão sofrida por Bolsonaro no último dia 6.

A mãe da estudante A.C.” garante que a filha foi confundida com uma mulher homônima que alguns internautas acusam de ter entregue a Adélio Bispo de Oliveira a faca com que o desempregado feriu o político. A jovem é a segunda pessoa cujo nome e dados pessoais são divulgados nas redes sociais por internautas que as acusam, sem provas, de participação no crime.

“Existem muitas pessoas com um nome parecido ao da minha filha. De repente, ela começou a ver sua foto divulgada nas redes sociais. Divulgaram inclusive o número do telefone dela. Passaram a telefonar dizendo que vão encontrá-la; que vão matá-la; que ela deve ser presa”, contou a mãe da menina, que prefere manter o sigilo do nome para preservação da família.

Com um tom de voz preocupado, a mãe da jovem disse que a filha está com medo. “Ela está muito assustada com tudo o que está acontecendo. Não está saindo de casa e apagou tudo das redes sociais.”

Explicações

A mãe acrescentou ainda que a filha, que está no ensino médio, estava em casa no momento em que o candidato foi esfaqueado e não tem envolvimento com política partidária. “Nós ainda nem sabemos ao certo em quem vamos votar. Conversamos sobre política como qualquer família ou pessoa”, acrescentou a mãe da menina, pedindo que seu nome não fosse divulgado.

Temendo pela segurança da filha, a família deu queixa das ameaças à polícia e compareceu à delegacia da Polícia Federal (PF), em Juiz de Fora. É a PF quem está investigando o ataque contra Bolsonaro – inclusive se o agressor recebeu ajuda de alguém. Detido logo após desferir a facada que atingiu os intestinos grosso e delgado do candidato, Adélio Bispo de Oliveira confessou o crime. Durante seu depoimento, Oliveira disse ter agido sozinho, por ordem de Deus.

Outro Lado

Por meio de sua assessoria, a PF confirmou que o delegado-substituto de Juiz de Fora recebeu a mãe e a menina esta manhã e que nem a jovem, nem qualquer outra pessoa cujo nome está sendo divulgado na internet são investigadas. Ainda de acordo com a assessoria, peritos já analisaram diversas gravações do momento do ataque, sem identificar nada que acrescentasse ao que o agressor disse em depoimento.

Oliveira foi indiciado no Artigo 20 da Lei de Segurança Nacional, que prevê ataques à pessoas ou atos de terrorismo praticados por inconformismo político ou para a obtenção de fundos destinados à manutenção de organizações políticas clandestinas ou subversivas são passíveis de pena de reclusão de até dez anos – punição que pode ser dobrada quando houver lesão corporal grave; ou triplicada quando o ataque causar a morte da vítima.

Em sua conta no Twitter, o filho de Jair Bolsonaro, o deputado federal Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), escreveu que algumas pessoas tratadas nos vídeos como se tivessem colaborado com o atentado já foram identificadas e não têm relação com o crime.

Com informações da Agência Brasil*

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MG

Após dois anos da tragédia de Mariana (MG), Rio Doce continua impróprio para consumo

Após dois anos da maior tragédia ambiental do Brasil, no município mineiro de Mariana (MG), foi verificado que o consumo para pesca, irrigação e produção de alimentos das águas da bacia do Rio Doce ficou impróprio. Os pontos, por onde correu o rastro de lama, cerca de 733 quilômetros, foram analisados pela Fundação SOS Mata Atlântica. Ainda foi verificado que o Rio tem uma porcentagem de 88,9% de ruim ou péssimo e 11,1% regular.

A Fundação SOS Mata Atlântica realizou a expedição entre os dias 11 e 20 de outubro, e conseguiu verificar o rastro de lama deixados no Rio Doce, desde os seus formadores – os rios Gualaxo do Norte, Piranga e Carmo – até os afluentes que formam a bacia e banham 29 municípios e distritos dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo. Outra consideração da Fundação foi que, nenhum local por onde as águas passam, foram consideradas próprias para consumo.

Segundo a entidade, a cada ano a qualidade da água apresenta piora. Em 2016, foi considerado que, em 53% dos pontos coletados, foi considerada ruim ou péssima, regular em 41,1% e ótima em 5,9%. Neste ano, o índice se assemelha à coleta feita logo após a tragédia, em novembro de 2015, quando 88,9% das águas estavam em péssima qualidade e 11,1 dos pontos estavam regulares.

A Fundação ainda não conseguiu verificar vida aquática, como girinos, sapos e peixes, em sete dos 16 pontos que apresentam qualidade de água péssima ou ruim. “Nesses locais, o espelho d’água estava repleto de insetos e pernilongos, vetor de graves problemas de saúde pública, como a dengue, zika, chikungunya e febre amarela”, disse Malu Ribeiro, especialista em água da SOS Mata Atlântica e responsável pela expedição.

A tragédia do Rio Doce

A fatalidade aconteceu no dia 5 de novembro de 2015, quando houve o rompimento de uma barragem de rejeitos operada pela mineradora Samarco (de controle acionário das empresas Vale S.A. e BHP Billiton empresa que detém os outros 50% das ações), localizada na cidade de Mariana, a lama de rejeitos que invadiu o rio Doce deixou os municípios que eram abastecidos pelo rio impossibilitados de utilizarem sua água.

No momento do acidente não houve nenhum tipo de alerta para a pequena comunidade residente a jusante da barragem. Em Governador Valadares, uma das cidades com desabastecimento de água e que decretou estado de calamidade pública, análises foram feitas e constataram que o rio está altamente contaminado por alumínio, manganês e ferro. A tragédia foi tamanha que várias cidades nos estados de Minas Gerais e Espírito Santo foram atingidas pelo desastre.

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