Família

Vínculo entre primos, um relacionamento que devemos alimentar desde a infância

A relação entre irmãos é algo muito especial, já que é construída a partir do momento em que um novo membro chega à família. Entre eles, é criado um vínculo diferente e único, onde compartilham alegrias, tristezas, brincadeiras e conquistas, durante suas vidas.Ter irmãos é definitivamente uma coisa positiva para as crianças.

Mas há também outro relacionamento que pode ser único e maravilhoso, especialmente se for cultivado desde cedo: com os primos. Hoje, eu quero falar com vocês sobre o por quê de se alimentar esse vínculo desde a infância e o importante papel desempenhado pelos primos na vida de seus filhos .

Por que os primos são importantes

Como comentei no início, além dos irmãos, a relação entre primos pode ser muito especial e cheia de carinho. É precisamente por isso que é importante fazer o que estiver ao nosso alcance para que os nossos filhos convivam com os seus primos. Eu compartilho agora, três razões pelas quais devemos alimentar este belo relacionamento desde cedo.

Eles são os primeiros amigos dos seus filhos

Se você tiver sorte que seus filhos e seus primos tenham uma idade próxima, poderá ver uma linda e duradoura amizade. Além dos irmãos, os primos são os primeiros amigos, os cúmplices das primeiras brincadeiras e aventuras de seus filhos.

Eles são irmãos de outra mãe

Eles compartilham uma família com um primo, mas moram em casas diferentes. Eles são uma espécie de combinação entre um irmão e um amigo. Além do laço que pode nascer entre eles, estão unidos pelo amor que têm por seus tios, tornando seu relacionamento ainda mais especial e significativo.

É uma amizade pra toda vida

Ao passar tempo juntos, eles irão, sem dúvida, ter experiências diferentes e criar memórias que durarão por toda a vida. Eles não só compartilharão brincadeiras, como terão muitas coisas em comum, crescendo juntos em momentos importantes que marcarão suas vidas.

Eu tenho um relacionamento muito próximo com meus primos e posso afirmar que sempre nutri um vínculo especial com eles. Mas agora com o meu filho Miguel, percebo ainda mais que isso é algo que deve ser construído desde os primeiros anos. Se os seus filhos tiverem a sorte de construir laços com os primos e morarem perto, é algo que você [pai e mãe] deve apoiar.

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Como saber se você está ficando sem leite materno

Amamentar nossos filhos é um momento maravilhoso: ele nos une ao bebê e cria um vínculo muito forte. No entanto, nem tudo é tão simples, pois, muitas vezes não percebemos se produzimos a quantidade de leite necessária para satisfazer o bebê.

Sobre este assunto, Heidi Murkoff, autor de O Que Esperar Quando Você Está Esperando e O que esperar do primeiro ano, explica como podemos perceber se temos leite suficiente ou não.

Quais são as causas da baixa produção de leite?

Existem várias razões que ocasionam a baixa produção do leite, como:

  • Oferecer fórmulas ao bebê além do leite materno, pois elas fazem com que o seu filho perca a vontade de mamar. Lembre-se que, para produzir mais leite, você deve amamentar em livre demanda, que é a amamentação guiada pelo bebê.
  • Você o amamenta a cada quatro ou cinco horas. Esticar o tempo entre cada amamentação fará com que seus seios produzam menos leite.
  • Você oferece por um curto período de tempo, cerca de 5 minutos em cada mama, sendo isso tempo insuficiente para os seus seios produzirem mais leite. O recomendado é que seja 10 minutos (ou mais) em cada seio.

Como saber se você tem pouco leite?

leite materno

Algumas das maneiras de saber se tem pouco leite é observar o bebê. Se você perceber que ele perde muito peso ou mama pouco, é provável que tenha que mudar seus hábitos ou complementá-lo com fórmula.

Observar as fezes e urina: se você trocar pelo menos 5 fraldas por dia com fezes cor de mostarda, significa que o bebê está recebendo leite suficiente. O mesmo acontece com a urina, pois ao trocá-lo a fralda deve estar muito molhada e pesada. Preste atenção à cor da urina, o normal é que seja amarel claro ou transparente. Se for de cor escura, significa que não está suficientemente hidratado e não recebe a quantidade certa de leite. Lembre-se que enquanto o bebê estiver em aleitamento materno ( 0 a 6 meses), você não deve oferecer água ou chás a ele. Pois o leite materno supre todas as necessidades do bebê.

Aparência do seu filho após a amamentação: Os bebês que estão satisfeitos geralmente têm uma expressão muito pacífica e muitas vezes adormecem. Entretanto, se ele chorar ou você perceber que ainda está com fome mesmo depois de ter mamado, pode ser que seus seios produzam pouco leite.

Felizmente, a falta de leite pode ser revertida, seja mudando a dieta ou acrescentando fórmulas. O importante é que seu filho cresça saudável e muito forte. Se tiver alguma dúvida, consulte sempre o seu pediatra.

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Pensão alimentícia: o que saber para não cair em armadilhas?

Personalidades conhecidas em todo o Brasil, o ator Dado Dollabela e o cantor Latino voltaram recentemente à mídia, desta vez nas páginas policiais, pelo não-pagamento da pensão alimentícia a seus respectivos filhos.

Entre os temas relacionados à pensão, a possibilidade de ser preso pelo não pagamento regular é o ponto que mais gera dúvidas, mas não é o único. Outras questões, como até quando a pensão deve ser paga, como o valor é definido ou quem está obrigado a pagar costumam assombrar os pensamentos dos ex-casais.

Especialista em direito de família e presidente da ADFAS (Associação de Direito de Família e das Sucessões), a advogada Regina Beatriz Tavares da Silva responde a essas e outras perguntas sobre pensão alimentícia.

Quem tem direito à pensão alimentícia?

Têm direito a receber a pensão alimentícia as pessoas que foram casadas e as que viveram em união estável, além dos filhos provenientes dessas uniões, desde que não tenham condições de prover seu próprio sustento.

Quais tipos de despesas são cobertos pela pensão alimentícia?

Além da alimentação, moradia, transporte, saúde e educação, a pensão alimentícia inclui também os gastos com lazer, como cinema, teatros e viagens.

Quem é o responsável pelo pagamento da pensão?

O pagamento da pensão alimentícia é de responsabilidade do ex-cônjuge ou do ex-companheiro que tenha sido o provedor da família. Porém, quando a pensão se originar no vínculo de parentesco (no caso de filhos, por exemplo), os recursos deverão ser pagos por pais, avós ou bisavós, nesta ordem. Caso esses familiares não tenham condições financeiras de fazê-lo, o pagamento deve ser feito pelos irmãos.

Como é definido o percentual a ser pago como pensão alimentícia?

O valor é definido pelo juiz, que avalia as condições financeiras da parte que ficará responsável pelo pagamento, considerando também as necessidades de quem receberá a pensão.

Em média, vigora um percentual de 33% dos rendimentos líquidos do alimentante. Quando o alimentante não tem carteira assinada, ou seja, não tem vínculo de emprego, a pensão alimentícia será estabelecida num valor correspondente às possibilidades de sua atividade. Em qualquer caso sempre deverão ser consideradas as necessidades de quem pleiteia e as possibilidades de quem prestará a pensão alimentícia.

Por quanto tempo a pensão alimentícia deve ser paga?

Para os filhos, a pensão alimentícia deve ser paga até que completem dezoito anos, estendendo-se até os 24 anos ou até a conclusão da faculdade, caso estejam estudando.

Já no caso de ex-cônjuges ou ex-companheiros, o pagamento tem sido determinado por um período determinado, de um a cinco anos, desde que o beneficiário da pensão tenha condições de inserção ou reinserção no mercado de trabalho.

Se o beneficiário casar ou constituir união estável perderá a pensão alimentícia.

Grávidas podem receber pensão?

Sim. No caso das gestantes, a lei permite que a futura mãe solicite o recebimento dos alimentos gravídicos, cujos valores sejam suficientes para cobrir as despesas adicionais do período gestacional até o parto, incluindo alimentação especial, assistência médica, exames complementares, internações, parto e medicamentos.

O valor dessa pensão é definido de acordo com os rendimentos do suposto pai e as necessidades da gestante. Para fazer jus a esses recursos não é necessária a realização de exames de DNA que comprovem a paternidade da criança.

Na guarda compartilhada, quem deve pagar a pensão ao(s) filho(s)?

Neste regime de guarda, o pagamento é feito também medindo as necessidades de quem recebe e as possibilidades de quem paga.

Ou seja, se o pai tiver a guarda compartilhada do menor e as condições financeiras para sustentar o filho, e a mãe não tiver essas condições, ele deverá pagar a pensão alimentícia para custear as despesas do filho nas duas casas.

Quando a mãe puder contribuir, ela também arcará com as despesas do filho.

Prisão é a única punição possível para quem não paga pensão alimentícia?

Não. O credor da pensão alimentícia pode escolher entre a pena de prisão (que vai de 30 a 90 dias) ou a penhora dos bens.

Nesse último caso, o juiz pode solicitar também o bloqueio das contas bancárias do devedor, para garantir o pagamento do débito.

O que fazer quando o (a) ex-companheiro (a) não tem condições de fazer o pagamento?

Quando o devedor fica impossibilitado de realizar o pagamento da pensão alimentícia, na ação de execução ele poderá se justificar, citando as razões para o não-pagamento (como desemprego ou doença).

E quando o valor da pensão é muito superior aos meus rendimentos? Posso recorrer?

Sim. Nestes casos, a presidente da ADFAS orienta que o responsável pelo pagamento ingresse com uma ação solicitando a revisão do valor a ser pago, para evitar possíveis problemas com o não pagamento.

O caso será avaliado pelo juiz, que poderá reduzir o montante da pensão alimentícia ou, dependendo da situação, extinguir a obrigatoriedade do pagamento.

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O que fazer quando a criança não consegue dormir à noite?

Quando ouvimos o termo “insônia“, geralmente pensamos em adultos que – por causa do trabalho, estresse ou ansiedade – não conseguem cair na cama e dormir. Mas a realidade é que as crianças também são suscetíveis à insônia. Porém, a grande diferença é que essa falta de sono é devida a razões comportamentais e não fisiológicas.

Por que as crianças têm insônia?

A principal razão pela qual as crianças não conseguem dormir no momento certo ou por tempo suficiente é na falta de uma rotina de sono. Debora Yoaly Arana Lechuga é pesquisadora da Clínica de Distúrbios do Sono da Universidade Autônoma Metropolitana (México) e explicou os principais motivos disso acontecer.

Em entrevista ao CONACYT, Arana Lechuga enfatizou que as atividades estimulantes antes da hora de dormir têm um efeito contraproducente nas crianças. Bebidas como café, chá verde ou leite com achocolatado (o favorito entre crianças) têm efeitos que ativam a energia em vez de provocar o sono.

O fator mais importante na insônia infantil e seu recente aumento nas sociedades modernas é o uso de dispositivos eletrônicos durante a noite. A luz gerada por videogames, celulares e tablets nos coloca em estado de vigília. A razão é simples: nosso corpo percebe a luz e sabe que é hora de começar a trabalhar: quando encontra escuridão, sabe que é hora de descansar. Se uma criança joga no tablet ou assiste vídeos no Youtube antes de ir para a cama, ele provavelmente dormirá menos.

criança no celular

Foto: Nice Dude / Pixabay

Consequências da insônia infantil

Um adulto que não dorme bem é sonolento e apático. Por outro lado, uma criança que não descansa o suficiente tem hiperatividade, ansiedade e tem dificuldade em socializar. Arana Lechuga explicou que esses sintomas geralmente são confundidos com transtorno de déficit de atenção. Se o problema não for diagnosticado corretamente, a criança receberá tratamento inadequado e desnecessário.

Um dos estudos realizados pela Clínica dos Distúrbios do Sono descobriu que quanto menos a criança dormia, maior seria o índice de massa corporal, que pode desencadear doenças como o excesso de peso, obesidade e diabetes. Em geral, esses problemas estão relacionados à dieta e ao exercício, mas é importante reconhecer a importância de uma boa noite de sono para manter um peso considerado saudável.

criança obesa

Foto: Shutterstock

Além dos efeitos negativos na saúde física e psicológica, existem estudos que mostram que os adolescentes que não dormiram corretamente durante a infância estão em maior risco de sofrer de depressão e de comportamentos de risco.

O que fazer para evitar insônia?

A pesquisadora Arana Lechuga enfatizou que a chave é estabelecer uma rotina antes de ir para a cama e ser constante nela, ou seja, realizá-la todas as noites, no mesmo período, sem exceção.

Não se trata de criar um ritual complexo, pode ser tão simples como o que você já realiza em sua casa. Jante, escove os dentes, coloque seu pijama, tenha alguma atividade relaxante (como falar ou ler uma história) e ir para a cama. O essencial é repetir isso todos os dias. Desta forma, o corpo de seus filhos irá se acostumar com isso e eles aprenderão a que horas eles devem dormir.

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