Destaques, Plantão Policial

Em menos de cinco horas, PRF recupera quatro veículos roubados no RN

A Polícia Rodoviária Federal recuperou nesta segunda-feira, dia 21 de outubro, quatro veículos com registro de furto/roubo. O primeiro foi localizado, às 09h50, no município de Assu, no Km 126 da BR 304. Um Ford/Verona branco havia sido tomado de assalto uma semana antes, no último dia 14, em Parnamirim.

Em uma outra ocorrência, em São José de Mipibu, no km 118 da BR 101, às 12h30, foi preso um homem de 29 anos, condutor de um veículo Onix de cor prata. Ao consultar os sistemas, os PRFs descobriram que havia registro de furto do último dia 17, em São Paulo.

No mesmo horário foi recuperado em São Gonçalo do Amarante, no Km 167 da BR 406, um Ford Ka preto, roubado no mesmo município, no dia anterior (20). O condutor foi preso e reconhecido pelo proprietário como o autor do crime.

O quarto veículo recuperado foi um ciclomotor Shineray de cor preta, com queixa de furto/roubo, também do dia 17/10/19, em Mossoró. A abordagem ocorreu no km 47 da BR 110, por volta das 14h40.

As ocorrências foram encaminhadas à Polícia Judiciária das respectivas cidades.

De acordo com os dados estatísticos, a PRF já recuperou, neste ano, 173 veículos com registro de furto/roubo, além de apreender outros 67 por apresentarem sinais de adulteração nos itens identificadores.

Em nota, a Polícia Rodoviária Federal enfatiza que, “em caso de furto ou roubo de veículos, a pessoa deve comunicar o fato com a maior brevidade possível ao WhatsApp do número (84) 994505533.

O proprietário pode utilizar também o Sistema Nacional de Alarmes – SINAL, através do site www.prf.gov.br/sinal e fazer o registro da ocorrência.

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Destaques, RN

Sem aumento de efetivo, RN terá menos de 500 policiais civis em 10 anos

A diminuição do efetivo da Polícia Civil é uma realidade preocupante e, caso não seja revertida nos próximos anos, alcançará números insustentáveis no Rio Grande do Norte. No início de janeiro deste ano, por exemplo, o efetivo era de 1401 policiais, entre Agentes, Escrivães e Delegados. Em outubro, porém, caiu para 1358. Levantamento feito pelo SINPOL-RN aponta que em 2029, o efetivo será menor que 500, se não houver novas contratações, pois no decorrer dos próximos 10 anos 869 policiais civis estarão aptos a aposentadoria.

Com baixo efetivo e a perda mensal de policiais que se aposentam, as investigações se tornam cada vez mais lentas e inconclusivas. Com um déficit de 73,6%, a Polícia Civil do RN possui 3.792 cargos vagos, conforme Lei Estadual 417/2010, que deveriam ser preenchidos para suprir a demanda investigativa de um dos estados mais violentos do Brasil.

Esses números impactam de forma significativa no aumento da violência do Estado. “Quem contestar essa afirmação, e não concordar com um real aumento do efetivo da nossa Polícia Civil, estará indo contra uma política de ação em desfavor da criminalidade. A violência vem cada vez mais afetando a economia do estado e a vida dos norteriograndenses”, afirma em nota o SINPOL-RN.

A discussão sobre o efetivo se torna mais grave quando levamos em conta o número de policiais que vêm sofrendo de distúrbios psicológicos, pela carga excessiva de trabalho e falta de valorização, acarretando em pedidos de licença médica. Estudos realizados por duas universidades do Sul do país demonstram que 60% dos policiais civis sofrem de algum grau de distúrbio psíquico de caráter depressivo.

“Os investimentos em Segurança devem ser feitos em todas as frentes de atuação. Se um braço da Segurança está com bom efetivo, mas o outro está defasado, este não processará de forma célere tudo que é produzido pelo outro”, diz o SINPOL-RN.

Os crimes complexos realizados por organizações criminosas exigem intensa dedicação investigativa, mas a enorme demanda e os poucos profissionais disponíveis deixam a maioria desses crimes impunes. Os homicídios, roubos de veículos, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, dentre outras atividades criminosas encontram um campo fértil no Rio Grande do Norte, e transformam nosso Estado, no estado da impunidade.

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Destaques, Mossoró, Plantão Policial

Ex-chefe do Ibama em Mossoró é condenado por corrupção

Uma denúncia do Ministério Público Federal (MPF) resultou na condenação do ex-chefe do Ibama em Mossoró, Armênio Medeiros da Costa, por corrupção passiva. Ele foi preso em fevereiro de 2018, dentro da chamada Operação Corrupião, e denunciado por receber propina de empresários e até mesmo de um pescador, entre os anos de 2017 e 2018. Em troca, prometia “rasgar” multas por crimes ambientais e livrar empresas de fiscalizações mais severas.

Armênio Medeiros foi sentenciado a oito anos de reclusão e pagamento de multa, além da perda do cargo público, mas ainda poderá recorrer em liberdade. De acordo com o MPF, as condutas do réu geraram não só prejuízos ao meio ambiente, como também perdas financeiras ao Ibama, que deixou de arrecadar multas, sem contar o dano à imagem da instituição junto à sociedade. A ação penal é de autoria do procurador da República Aécio Tarouco e tramita sob o número 0806708-44.2018.4.05.8401.

Propinas – As investigações partiram de declarações do ex-superintendente do Ibama no RN, Clécio Antônio Ferreira dos Santos, afastado do cargo em setembro de 2017 pela Operação Kodama. Ele afirmou que um dirigente da Federação dos Pescadores do estado o informou que Armênio havia solicitado R$ 2 mil em propina a um pescador de Areia Branca para não aplicar uma suposta multa ambiental de R$ 20 mil. A quantia foi repassada em quatro parcelas de R$ 500.

O pescador confirmou o pagamento da propina e relatou a insistência de Armênio Medeiros em cobrar a quitação do acordo. A cobrança foi registrada através de interceptação telefônica, autorizada pela Justiça – na qual os dois falam abertamente dos valores -, e o pagamento foi fotografado pela Polícia Federal.

Em outro caso, uma empresária confirmou que Armênio Medeiros compareceu à sede da sua empresa de ferragens na cidade de Tibau para uma fiscalização e, 15 dias depois, retornou sozinho, sem fardamento e em veículo próprio. Nesse segundo momento, solicitou R$ 1 mil (valor depois reduzidos a R$ 400) para “orientar” a suposta defesa que a empresária teria de fazer diante de uma nova vistoria do Ibama. Ele a intimidou afirmando que, embora a documentação da empresa estivesse regular, os fiscais poderiam inventar fatos para aplicar multas.

Férias – Já em janeiro de 2018, através de interceptação telefônica, constatou-se que Armênio Medeiros pediu uma propina de R$ 500 a um empresário do Município de Acari, afirmando que a sua madeireira havia sido denunciada e estaria para receber a fiscalização de um órgão ambiental. Ele se ofereceu para fazer a vistoria sozinho, em veículo próprio, e recebeu o dinheiro a título de “gastos com combustíveis”. Depois fez uma visita à empresa e foi embora.

O detalhe é que Armênio Medeiros se encontrava de férias e a entrega da propina foi registrada pela Polícia Federal. Assim como nos demais casos, não apresentou nenhum documento relativo à suposta vistoria. “Além disso, não poderia o réu, como servidor público do Ibama, por conflitar com suas atribuições legais, informar ao suposto infrator ambiental que ele estava na iminência de sofrer uma fiscalização”, acrescentou o juiz federal Lauro Henrique Lobo, autor da sentença.

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Destaques, Esporte, Natal

Corrida Noturna do SESI acontece no próximo sábado

A 11ª edição da Corrida Noturna do SESI será realizada no sábado, dia 26 de outubro, e está com inscrições abertas. Este ano, a corrida terá percursos novos, com largadas a partir da Arena das Dunas para os atletas que vão correr os 5 e 10 quilômetros e para as crianças que participam da corrida infantil. Os vencedores — tanto masculino quanto feminino — do circuito de 10 km da categoria industriário receberão, além das demais premiações, o direito de participar da tradicional Corrida Internacional de São Silvestre/2019, com despesas de passagens aéreas, hospedagem e inscrição da prova pagas pelo SESI.

As inscrições vão até o dia 25 de outubro e podem ser feitas no site do evento: www.rn.sesi.org.br/corridanoturna. A entrega dos kits — que incluem camisa do atleta, número de peito e chip — será nos dias 24 e 25 deste mês. Os interessados também poderão fazer as inscrições no momento da entrega dos kits, com pagamento por intermédio no cartão de crédito.

Os atletas podem participar do evento, com inscrições nas categorias: comunidade (10 km), industriário (10 km), colaborador do Sistema FIERN (10km), pessoa com deficiência (5 e 10 km), categoria geral (comunidade, industriário e colaborador – 5 km) e pessoa com deficiência (5 km). A corrida será realizada com largada na Arena das Dunas e início previsto para às 18h.

A corrida infantil começa às 16h e os participantes devem chegar ao local às 15h para que recebam as orientações sobre a organização das séries de largadas.

Nesta edição, a Corrida Noturna do SESI terá também espaço de convivência, com massoterapia, tenda médica, espaço VIP, guarda-volumes, tendas de parceiros, assessorias de corrida, alimentação, sorteios de brindes e premiações.

“A 11ª Corrida Noturna do SESI tem o tema ‘Pela saúde e Pela vida’, algo atual e que mostra a importância de um evento que está voltado à promoção da qualidade de vida”, destaca Manoel Ribeiro.

Coordenador de Marketing da Unidade de Mercado da FIERN, Manoel Ribeiro informa que deverão participar da competição 3.500 atletas, sendo 400 crianças. “Há uma expectativa muito positiva e não temos dúvida de que será um evento maravilhoso. Esse ano vamos surpreender, com sorteios, entre os quais de uma moto Honda Elite, e outras surpresas. Além disso, envolve 20 mil pessoas”, destacou.

Novo percurso – Corrida Noturna do SESI 2019

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Destaques, Parnamirim

Pesquisadores identificam óleo nos parrachos de Pirangi

Manchas de óleo em corais e sedimentos marinhos foram encontradas nos parrachos de Pirangi do Sul, litoral leste do Rio Grande do Norte, durante trabalho de campo realizado pelo grupo do Laboratório de Geologia e Geofísica Marítima e Monitoramento Ambiental da UFRN. A avaliação aconteceu no ambiente recifal e suas adjacências estendendo-se cinco quilômetros costa afora entre o estuário do Rio Pium e o mar, onde foram coletadas 30 amostras de sedimentos do fundo marinho para estudos posteriores, que servirão para diagnosticar os impactos causados nas condições ambientais que suportam a vida marinha.

A presença de óleo foi identificada em corais a três metros de profundidade. “Esse é um alerta importante, pois aparentemente o óleo não está mais apenas na superfície. É necessário um estudo mais detalhado para verificar se o produto está em profundidades e dimensões maiores”, destaca a coordenadora do laboratório, Helenice Vital, ao adicionar que as preocupações dos órgãos ambientais devem ser concentradas também na região marinha e não apenas na linha de costa do Nordeste, de onde já foram recolhidas quase 200 toneladas de resíduos de óleo, segundo a Petrobras.

Sobre o óleo encontrado nos corais, ainda não é possível afirmar que seja o mesmo da costa, pois sua procedência ainda deve ser verificada por análises químicas, como a refletância de vitrinita. No entanto, segundo os pesquisadores, a presença do material é recente, visto que não foi identificado em amostras coletadas há menos de um ano pela mesma equipe. O trabalho de campo foi conduzido pela pesquisadora visitante do Programa de Pós-Graduação em Geodinâmica e Geofísica (PPGG/UFRN) Patrícia Eichler, do Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul).

Juntamente com alunos de mestrado e doutorado do Programa de Pós-Graduação em Geodinâmica e Geofísica (PPGG/UFRN), a docente observou in loco que também apareceram manchas escuras nos sedimentos – material de areia, lama e fragmentos de organismos vivos localizados na superfície do fundo do mar. A presença do óleo foi observada tanto na camada superficial como interna, situação que pode impedir trocas gasosas e provocar alterações no pH essencial para a vida dos seus habitantes da superfície, chamada de epifauna, e do interior do sedimento, a infauna. Entre eles estão os foraminíferos, microrganismos utilizados para prospecção de petróleo e como parâmetro de avaliação dos impactos ambientais, cuja mortalidade provoca um desequilíbrio geral na vida marinha.

“O fim da infauna acarreta a perda completa daquele ecossistema como um todo. Lá estão os consumidores primários da cadeia alimentar e sem eles não temos os consumidores secundários, e por aí vai. Quando há um problema na base, teremos em toda a cadeia ecológica, que vai chegar ao homem”, ressalta Patrícia Eichler. Os foraminíferos também estão presentes nos corais, onde o óleo absorvido compromete as trocas gasosas e a alimentação e, consequentemente, provoca a morte desse organismo, que abriga uma diversidade de espécies marinhas.

A qualidade ambiental poderá ser avaliada a partir das espécies de foraminíferos encontrados nas amostras coletadas, em que também estão fragmentos de corais. Coordenador do projeto Ciências do Mar II, responsável pelo trabalho de campo, o professor Moab Praxedes explica que, por meio do estudo, será possível entender a real sensibilidade do ambiente e o impacto do óleo já identificado nas 30 amostras levadas para a UFRN. Para o docente, isso significa que o produto pode estar presente em uma área muito maior. “Há urgência para identificar a magnitude do impacto e, dessa forma, ser elaborado um planejamento de medidas mitigadoras tanto para remoção quanto para o monitoramento e recuperação do ambiente”, orienta.

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