Carros, Dicas

Conheça os direitos básicos que os motoristas têm nas estradas

Todo o condutor precisa ter plena ciência de que, ao guiar um veículo, ele possui deveres estabelecidos pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB), a serem compridos enquanto ele está conduzindo.

Essas medidas foram tomadas para manter o trânsito seguro, tanto para o pedestre quanto para o motorista.

Resumidamente, o motorista possui três deveres a cumprir: dirigir sem oferecer riscos aos pedestres, a ele mesmo e preservar o meio ambiente.

Todavia, o que a muitos não têm conhecimento, é que eles também possuem direitos;  e conhecer os seus direitos é sempre importante, principalmente quando estamos dirigindo pelas estradas do nosso país.

Saber os direitos básicos que possuímos é uma das melhores formas de evitar futuros transtornos que podem acontecer, principalmente quando vamos pegar estrada.

Isso, além de te ajudar a ser um melhor motorista, faz com que a  viagem seja mais segura.

Quais são os meus direitos básicos?

Ter o pleno conhecimento dos direitos básicos que o motorista tem, na estrada, é essencial.

Com isso, você se torna um motorista mais consciente e preparado para resolver possíveis problemas que possa aparecer, literalmente, em seu caminho.

Por falar em direito do motorista, é muito importante que ele esteja a par das obrigações que o governo tem, em relação à manutenção, prevenção e cuidados com as estradas.

Isso evita com ele que arque por consequências que, muitas vezes, não são problema somente seu.

Porém, apenas conhecer seus direitos, mas não saber usá-los em prol de si, não é suficiente.

Por isso, para ajuda-lo, listei quatro direitos básicos que você pode utilizar a seu favor em situações desagradáveis.

Dirigir em rodovias decentes

Essa é uma reclamação quase que unânime entre todo mundo que passa por uma estrada no Brasil, desde os passageiros até os motoristas.

Você sabia, no entanto, que essa reclamação é pertinente? Isso porque todo o motorista no país tem o direito de dirigir em uma estrada em boas condições.

A boa condição das estradas é um dos direitos essenciais para o motorista, pois, caso contrário, o condutor pode acabar sofrendo graves acidentes por conta da má manutenção da rodovia.

O governo, estadual ou federal, por meio das concessionárias, tem o dever de deixar as vias nas melhores condições possíveis, ou seja, sem buracos ou ondulações.

Quanto a isso, o Código de Defesa do Consumidor (CDC) possui um artigo onde ele prevê a obrigatoriedade dos órgãos públicos de oferecerem esses serviços. O art. 22 do CDC explica:

“Art. 22. Os órgãos públicos, por si ou suas empresas, concessionárias, permissionárias ou sob qualquer outra forma de empreendimento, são obrigados a fornecer serviços adequados, eficientes, seguros e, quanto aos essenciais, contínuos.

Parágrafo único. Nos casos de descumprimento, total ou parcial, das obrigações referidas neste artigo, serão as pessoas jurídicas compelidas a cumpri-las e a reparar os danos causados, na forma prevista neste código.”

Em casos de acidentes, o atendimento deve ser rápido

Um rápido atendimento, em caso de acidentes nas rodovias do país, também é um dos direitos que os motoristas possuem, abrangendo também a área dos primeiros socorros.

O imediatismo do socorro às vítimas é algo que, obrigatoriamente, deve ser disponibilizado pela concessionária que administra a via.

Além de prestar o socorro, também é um dever da administradora levar todos os envolvidos no acidente para o hospital e disponibilizar toda ajuda mecânica necessária para remover o veículo da via e, se for preciso, disponibilizar um telefone para emergências.

No Código de Trânsito Brasileiro, o artigo 301 prevê algo de suma importância:

“Art. 301: Ao condutor de veículo, nos casos de acidentes de trânsito de que resulte vítima, não se imporá a prisão em flagrante, nem se exigirá fiança, se prestar pronto e integral socorro àquela.”

Conforme o artigo citado, o condutor que se envolver em um acidente no trânsito e prestar socorro, imediatamente, à pessoa acidentada, não será levado à prisão ou pagar alguma fiança, pois ela não será arbitrada ao motorista que socorreu a vítima.

Guarde os comprovantes de pagamento do pedágio

Sabe aqueles papeis que são dados após o pagamento do pedágio que em algumas ocasiões não damos a importância? Guarde-os!

Esses papeis comprovam que você efetuou o pagamento do pedágio. E, para quem não sabe, o pedágio é o imposto pago por quem utiliza a via para poder mantê-la em bons estados.

Se você guardar o comprovante do pagamento, terá um documento que prova que você contribuiu para manter a rodovia em boas condições, ou seja, você tem o direito de reclamar das condições da via.

Direito de ter uma sinalização adequada

Ter uma rodovia com placas e sinalizações que oferecem condições de plena compreensão, também é um direito que o condutor.

A concessionária da via deve manter todas as placas e pinturas em bom estado para instruir o condutor durante o caminho.

Caso aconteça algum transtorno, ou até mesmo problemas maiores, como uma colisão, que tenha sido causada por conta da má sinalização – ou da falta dela – , o condutor envolvido no caso pode solicitar uma indenização do governo.

Contato

Para entrar em conato conosco, encaminhe sua dúvida para o e-mail: doutormultas@doutormultas.com.br, ou, se preferir,  pelo telefone: 0800 6021 543. A Doutor Multas não presta qualquer serviço restritivo de advogado ou outro tipo de serviço jurídico, atuando apenas na esfera administrativa.

Read More...

Dicas

Pontos na carteira: como funcionam?

Sabemos que estamos sujeitos a receber pontos na carteira quando cometemos infrações de trânsito. Para diminuir o número de infrações, ao acumular certo número de pontos, a CNH é suspensa. Isso faz com que os condutores dirijam com mais cuidado, pensando não apenas no perigo da infração em si, mas também no prejuízo financeiro.

Mas você sabe quantos pontos vale cada infração? E você sabe que eles têm duração, ou seja, não ficam na carteira para sempre? Vou explicar tudo neste artigo. Continue lendo para descobrir!

Pontuação na carteira

Segundo o CTB, cada infração tem uma gravidade diferente, o que modifica o valor da multa aplicada e os pontos na carteira. Confira o artigo 259, que define o número de pontos de acordo com a gravidade da multa.

“Art. 259. A cada infração cometida são computados os seguintes números de pontos:

I – gravíssima – sete pontos;

II – grave – cinco pontos;

III – média – quatro pontos;

IV – leve – três pontos.”

O artigo 258 define o valor de cada multa de acordo com a gravidade. É bom lembrar que certas infrações aplicam uma multiplicidade ao valor da multa, aumentando ainda mais o seu valor, como diz o segundo parágrafo. Vamos dar uma olhada no artigo 258:

“Art 258. As infrações punidas com multa classificam-se, de acordo com sua gravidade, em quatro categorias:

I – infração de natureza gravíssima, punida com multa no valor de R$ 293,47 (duzentos e noventa e três reais e quarenta e sete centavos);

II – infração de natureza grave, punida com multa no valor de R$ 195,23 (cento e noventa e cinco reais e vinte e três centavos);

III – infração de natureza média, punida com multa no valor de R$ 130,16 (cento e trinta reais e dezesseis centavos);

IV – infração de natureza leve, punida com multa no valor de R$ 88,38 (oitenta e oito reais e trinta e oito centavos).

  • Quando se tratar de multa agravada, o fator multiplicador ou índice adicional específico é o previsto neste Código. ”

Quando o número de pontos na CNH for 20 ou mais, o motorista é penalizado com a suspensão de sua CNH por um período de 6 meses a 1 ano, ou 8 meses a 2 anos, caso o condutor reincida na conduta dentro do período de 12 meses, o que gera a cassação da carteira. Conforme prevê a Resolução 723 do Contran, o condutor que tiver a sua carteira suspensa ou cassada deverá realizar um curso de reciclagem.

Dirigir sob efeito de bebida alcoólica, por exemplo, é uma infração gravíssima. Mas, além disso, a multa aplicada é multiplicada por 10, ou seja, diferentemente de uma infração gravíssima “normal”, a multa é de R$ 2934,70! Mais ainda, a infração também tem, como penalidade, a suspensão da CNH, independentemente do número de pontos.

“Art. 261. (…)

A penalidade de suspensão do direito de dirigir será imposta nos seguintes casos:

I – sempre que o infrator atingir a contagem de 20 (vinte) pontos, no período de 12 (doze) meses, conforme a pontuação prevista no art. 259; ”

Como evitar ter a CNH suspensa?

Antes de mais nada, o melhor a fazer para evitar a suspensão da CNH é não cometer infrações. Além do prejuízo financeiro devido às multas, as infrações, independentemente da gravidade, são potencialmente perigosas.

Mas é claro que é muito difícil não cometer nenhuma infração ao longo da vida, ainda que leve. Por um motivo de distração, por estar passando por um momento difícil, ou mesmo em caso de emergências, pode ser que um motorista acabe cometendo alguma infração até mesmo sem perceber.

Validade dos pontos na carteira

O artigo 261 do CTB determina que a contagem de 20 pontos vale apenas para os últimos 12 meses. Ou seja, os pontos na carteira só valem por um ano! Isso quer dizer, por exemplo, que os pontos por uma infração cometida em 21/05/2018 não poderão mais ser contabilizados a partir de 22/05/2019. Confira abaixo.

Recorrendo

Outro meio de evitar a suspensão da CNH é recorrendo das infrações. O Artigo 265 fala que o condutor tem direito à defesa e que as penalidades só podem ser aplicadas após decisão em processo administrativo, ou seja, ao fim do processo. Se o motorista recorrer e a acusação for retirada, ele não receberá os pontos correspondentes a ela.

“Art. 265. As penalidades de suspensão do direito de dirigir e de cassação do documento de habilitação serão aplicadas por decisão fundamentada da autoridade de trânsito competente, em processo administrativo, assegurado ao infrator amplo direito de defesa. “

Como recorrer?

Se você cometeu alguma infração recentemente e os pontos da sua CNH passaram de 20, não se desespere. Em primeiro lugar, como já foi dito, o recolhimento da CNH não é automático. Como já vimos no artigo 265, há o direito a defesa, e é possível apresentá-lo em pelo menos 3 etapas.

A primeira delas é a defesa prévia, na qual são apontados erros formais e procedimentais da autuação. Além dela, caso sua causa não seja aceita, você pode recorrer junto à JARI e, em último caso, junto ao Cetran (ou órgão equivalente em sua região). Neste caso, serão levados em conta outros argumentos, relativos ao seu lado da história.

Uma vantagem é que, se você tiver pontos prestes a expirar, o processo pode fazê-lo ganhar tempo o bastante para que eles expirem. Assim, mesmo que você acabe recebendo os pontos pela infração, como eles só serão aplicados após a decisão do juiz, há uma chance de outros pontos não serem contabilizados e você não alcançar os 20 pontos!

Mas, mesmo em último caso, quando você perde e tem os pontos contabilizados, ou mesmo ao cometer uma infração que determine a suspensão da CNH, você também pode se defender. Você receberá a notificação e os mesmos passos de defesa anteriores podem ser repetidos. Mas lembre-se de que você tem um prazo para recorrer, mencionado na notificação.

Conclusão

A medida de recolhimento da CNH serve para que tenhamos um trânsito melhor e mais seguro. Ao acumular 20 pontos, o motorista tem sua carteira suspensa e deve, além de cumprir com o prazo de suspensão, realizar um curso de reciclagem.

Mas pode ser que uma infração seja dada por engano, ou que um motorista acredite que não deveria tê-la recebido. É sempre garantido o direito de defesa, e o motorista pode conseguir ter a acusação retirada ou mesmo ganhar tempo para que os pontos na carteira expirem. De qualquer forma, ao recorrer, o motorista tem chances de não perder o direito de dirigir.

Se você recebeu alguma multa ou tem alguma dúvida sobre este ou outro assunto, fale comigo! Eu estarei disposto a ouvi-lo!

Se você gostou do artigo, compartilhe! Até a próxima e cuidado com os pontos na CNH!

O Doutor Multas não presta qualquer serviço restritivo de advogado ou outro tipo de serviço jurídico, atuando apenas na esfera administrativa.

Nosso e-mail: doutormultas@doutormultas.com.br

Telefone: 0800 6021 543

Read More...

Carros, Dicas

Como dar entrada no seguro DPVAT?

O Seguro DPVAT é aquele contra Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre. Todos os anos, junto ao IPVA ou ao licenciamento anual, os proprietários de veículos pagam uma taxa referente a esse seguro.

Ainda assim, mesmo que conheçam essa sigla, nem todos sabem como o DPVAT funciona na prática ou como dar a entrada para conseguir a indenização.

Neste texto, falaremos um pouco mais do DPVAT e explicaremos como dar a entrada no seguro, tendo em mãos a lista de documentos necessários e prestando atenção em alguns detalhes que podem facilitar o processo. Confira!

O que é o Seguro DPVAT e o que ele cobre?

Como já dissemos, a sigla DPVAT significa Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (DPVAT). Esse seguro é obrigatório no Brasil e estar com o pagamento em dia é uma das obrigações de todo proprietário de veículo. Ele existe desde 1974, quando entrou em vigor a Lei 6.194/74.

Os veículos que demandam pagamento do DPVAT são: carros particulares, taxis, carros de aluguel, ônibus, micro-ônibus, ciclomotores de até 50 cilindradas ou 4 quilowatts, motocicletas, motonetas, caminhões, reboques e tratores.

O DPVAT existe para indenizar vítimas de acidentes no trânsito, em casos de morte ou invalidez permanente. Além da indenização, o seguro também tem cobertura para auxiliar no pagamento de despesas médicas ou hospitalares necessárias ao tratamento pós-acidente.

Na prática, o DPVAT funciona da seguinte maneira: em casos de morte por acidente de trânsito, o valor da indenização é repassado aos familiares da vítima. Já em situações em que houve sequelas permanentes, é a própria vítima quem recebe a indenização.

O valor repassado para a vítima de acidente de trânsito é correspondente a cada contexto. Quando há invalidez permanente, esse valor depende da gravidade das sequelas sofridas, sendo que o valor máximo pago pelo seguro é de R$ 13.500,00. Para despesas médicas ou hospitalares decorrentes do acidente, o seguro cobre um valor máximo de R$ 2,7 mil por vítima, que são utilizados para ajudar a saldar gastos com clínicas, hospitais ou outras unidades de saúde (desde que sejam credenciados ao SUS).

Quando há óbito, o valor da indenização é de R$ 13.500,00, que, como já dissemos, é repassado aos familiares da vítima.

Todos os aspectos relacionados ao DPVAT foram estabelecidos pela Lei 6.194/74. Vejamos o que ela diz especificamente sobre os pagamentos das indenizações:

“Art. 5º. O pagamento da indenização será efetuado mediante simples prova do acidente e do dano decorrente, independentemente da existência de culpa, haja ou não resseguro, abolida qualquer franquia de responsabilidade do segurado.

  • 1º A indenização referida neste artigo será paga com base no valor vigente na época da ocorrência do sinistro, em cheque nominal aos beneficiários, descontável no dia e na praça da sucursal que fizer a liquidação, no prazo de 30 (trinta) dias da entrega dos seguintes documentos:
  1. a) certidão de óbito, registro da ocorrência no órgão policial competente e a prova de qualidade de beneficiários no caso de morte;
  2. b) Prova das despesas efetuadas pela vítima com o seu atendimento por hospital, ambulatório ou médico assistente e registro da ocorrência no órgão policial competente – no caso de danos pessoais.”

Quem tem direito ao seguro DPVAT?

Todas as vítimas de acidente com carro ou moto que sofreram uma sequela permanente têm direito a receber o DPVAT. É importante lembrar que esse seguro não é restrito aos condutores, ou seja, os passageiros que sofreram um acidente e, devido a ele, ficaram com alguma sequela permanente, também podem acionar o seguro.

Outro item que vale a pena ressaltar é que, para receber o DPVAT, não é levado em consideração quem foi o culpado pelo acidente. Se há vítimas com sequelas permanentes, podem receber o seguro. Quando há óbito, os familiares têm direito à indenização.

Os ciclistas e os pedestres, mesmo que não paguem o DPVAT, também podem dar entrada no seguro.

Como dar entrada no seguro DPVAT?

Antes de falarmos sobre o passo a passo para acionar o DPVAT, é fundamental destacar que existe um prazo para dar entrada nesse seguro. Hoje, o prazo é de até três anos, que começam a ser contados a partir da data do sinistro. Ou seja: se você, algum familiar ou conhecido sofreu algum acidente em menos de três anos e, devido a ele, surgiu uma ou mais sequelas permanentes, significa que ainda é possível acionar o seguro.

Como fazer isso?

Desde 2016, a administração do DPVAT ficou a cargo da Seguradora Líder. É essa seguradora a responsável por receber a documentação e analisar cada caso antes de concretizar a liberação da indenização.

Sendo assim, o passo a passo para dar entrada no seguro é:

  1. entre no site da Seguradora Líder e selecione a aba “Seguro DPVAT”;
  2. em seguida, selecione “Como pedir indenização” e vão aparecer três opções para solicitar o pagamento do seguro,
  3. selecione a opção desejada de acordo com o seu caso. Em seguida, aparecerá a lista completa de documentos necessários e os próximos passos para dar entrada no seu seguro;
  4. Junte a documentação e dê entrada junto à Seguradora Líder. Você pode acompanhar o andamento do processo no site da seguradora. Após a revisão dos documentos e a aprovação das indenizações, o valor correspondente deverá ser repassado para você em até 30 dias.

Qual é a lista de documentos solicitados pela Seguradora?

  1. Documento pessoal com foto.
  2. Boletim de ocorrência original.
  3. Documentos do seu atendimento médico hospitalar.
  4. Ficha do SAMU ou do corpo de bombeiros, caso não tenha o Boletim de Ocorrência da Polícia Militar.
  5. Comprovante de residência.
  6. Autorização de Pagamento (que você consegue no site da Seguradora).

Essa informação está disponível no próprio site da Seguradora Líder.

Dar entrada no seguro DPVAT é um direito. E, como se pode ver, o processo não é complexo. Ainda assim, vale a pena contar com a orientação de especialistas ao longo de todos os passos burocráticos para acionar o DPVAT. Por isso, se você precisa dar entrada no seguro, entre em contato com a nossa equipe!

 

Read More...

Carros, Dicas

Compensa instalar o sistema de GNV no seu carro?

Com o constante aumento dos preços da gasolina e do etanol, cada vez mais os motoristas estão optando pela compra de carros mais econômicos, isto é, que rodam mais quilômetros com menos combustível. Porém, para trocar de carro, o condutor terá que desembolsar uma grande quantia, isso sem falar na demora do processo de vender o automóvel antigo e adquirir um novo.

Todavia, existe uma outra opção que você pode tomar para economizar mais com combustível: a instalação do kit de Gás Natural Veicular (GNV). Essa medida é bem mais em conta do que adquirir um carro novo e pode ser feita no seu atual veículo.

Para ajudá-lo a escolher a melhor alternativa, fiz uma lista em que explico as vantagens e as desvantagens da instalação do GNV no seu veículo. Além disso, também vou falar a respeito das leis e das normas referentes ao uso desse combustível.

Custo-benefício

Um dos principais motivos que leva os condutores a instalarem o kit de Gás Natural Veicular é o custo-benefício apresentado pelo combustível. O GNV consegue fazer com que você economize cerca de 30% com combustível se comparado à gasolina.

Esse número sobe se for comparado ao álcool, podendo chegar em até 58% de economia. Ou seja, é um combustível mais em conta que os demais.

Entretanto, é importante deixar claro que esses números variam de acordo com o modo que o condutor dirige.

Os valores estipulados por quem vende o Gás Natural são mais baratos do que os do etanol e da gasolina. Além disso, o combustível solta menos gases poluentes e tem um rendimento maior comparado aos outros, sendo seu preço médio por quilômetro rodado  R$0,13.

O GNV é a opção mais pura de combustível quando comparado à gasolina e ao álcool, pois é um gás natural, o que traz mais segurança para o motorista em relação ao que está sendo colocado no seu carro.

Um fato interessante relativo ao GNV é que existem alguns estados brasileiros, como o Rio de Janeiro e o Paraná, que oferecem um desconto no IPVA pago por condutores que possuem carros movidos a esse tipo de combustível.

Quanto custa e onde consigo instalar o equipamento?

Em média, os kits de GNV junto com a instalação possuem um preço aproximado de R$4.500, mas os valores podem mudar de acordo com o tipo de kit que você for usar.

Para poder instalar esse sistema em seu carro, você precisa encontrar uma oficina mecânica que tenha autorização do Instituto Nacional de Normalização, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) para fazer esse tipo de alteração. O artigo 2º da Resolução 280 do Contran prevê essa norma:

Art. 2º Os fabricantes e importadores de veículos automotores com sistema de alimentação de combustível para uso do GNV, ao obterem do DENATRAN o código de marca-modelo-versão, devem fornecer ao INMETRO as especificações técnicas referentes ao sistema GNV instalado no veículo. Parágrafo único. É obrigatória a realização de inspeção dos veículos a cada 12 (doze) meses, contados a partir da data do primeiro registro e licenciamento do veículo.”

A instalação do equipamento pode demorar aproximadamente dois dias para ser concluída.

Prós e contras do GNV

Como podemos ver, o GNV traz vários benefícios ao condutor que optar por ele, como o aumento do rendimento do carro, economia e dificuldade de adulteração do combustível. No entanto, o GNV também possui suas desvantagens.

Inicialmente, o motorista precisa pedir uma nova documentação para seu carro, informando a alteração feita no veículo, ou seja, terá que pagar para obter a nova documentação do carro com o novo informe sobre o tipo de combustível usado.

O GNV é mais difícil de ser encontrado em cidades pequenas por causa da forma como é transportado. O combustível chega por meio de tubulações aos postos, que é um meio mais rápido, porém raro em cidades mais afastadas dos grandes centros.

Os carros novos que recebem o equipamento de Gás Natural Veicular perdem a garantia de fábrica, sem contar no espaço reduzido dentro do seu porta-malas por conta do cilindro de combustível.

Mas a maior desvantagem do GNV é o aumento dos custos da manutenção do seu veículo. O combustível promove um maior desgaste do sistema de ignição do carro, o que aumenta os gastos com mecânicos.

O que é preciso saber antes de instalar o equipamento?

Antes de procurar a oficina mais próxima que ofereça o serviço de instalação do kit de GNV, é necessário saber de algumas coisas em relação à utilização desse combustível. Para instalar o componente no seu carro, o motor precisa possuir mais de 1000 cilindradas.

O artigo 104 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) diz que todos os veículos em circulação no país, inclusive os que rodam com GNV, precisam ter as condições de segurança, controle de emissão de gases e de ruído avaliadas:

“Art. 104 – Os veículos em circulação terão suas condições de segurança, de controle de emissão de gases poluentes e de ruído avaliadas mediante inspeção, que será obrigatória, na forma e periodicidade estabelecidas pelo CONTRAN para os itens de segurança e pelo CONAMA para emissão de gases poluentes e ruído.”

A avaliação é de acordo com as normas estabelecidas pelo CONTRAN (Conselho Nacional de Trânsito) e pelo CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente), que emite o CAGN, espécie de certificado que permite o uso do gás.

Para os veículos movidos a GNV, a Resolução nº 280 do Contran serve de base em relação à inspeção anual feita nos veículos. Nela, é dito que esses carros devem possuir componentes com o selo de inspeção do Inmetro e também o Certificado de Segurança Veicular.

Além disso, o artigo 3º da Resolução prevê:

Art. 3º A partir do segundo licenciamento, os veículos automotores com sistema de alimentação de combustível para o uso do GNV, devem comprovar a realização da inspeção periódica de que trata o artigo anterior através da obtenção de Certificado de Segurança Veicular – CSV, emitido eletronicamente por Instituição Técnica Licenciada pelo DENATRAN.”

Ou seja, é necessário comprovar que o veículo foi inspecionado e que obteve Certificado de Segurança Veicular.

Contato

Nosso e-mail: doutormultas@doutormultas.com.br

Telefone: 0800 6021 543

O Doutor Multas não presta qualquer serviço restritivo de advogado ou outro tipo de serviço jurídico, atuando apenas na esfera administrativa.

Read More...

Destaques, Dicas

Conheça as vantagens de instalar o Gás Natural Veicular (GNV)

A gasolina e o etanol são os combustíveis automotivos mais conhecidos e utilizados em todo o Brasil. Porém, devido aos preços de ambos, que não param de subir e, cada vez mais, pesam nos bolsos dos motoristas, novas alternativas tem surgido.

Uma das mais comentadas e utilizadas nos últimos tempos é o Gás Natural Veicular (GNV), que é instalado no carro por meio de um kit e que pode trazer uma economia muito maior se comparado aos demais combustíveis.

Para se ter uma ideia maior da situação complicada pela qual passa o Brasil quando o assunto é combustíveis automotivos, em 2015, o preço do litro da gasolina flutuava entre R$3,00 e R$3,40 (quando os valores disparavam). Agora, em 2018, o preço do mesmo litro do combustível custa cerca de R$4,49.

Ou seja, praticamente R$1 de diferença a mais. Isto gera um valor muito salgado quando o proprietário enche o tanque do seu veículo. Por isso, o GNV tem recebido tanto destaque, pois, além de seu rendimento maior, é mais barato e não assusta tanto os donos de automóveis.

Definição, economia e preço

gás natural veicular GNV

Imagem: Divulgação

Afinal de contas, então, qual é a definição de GNV? Bem, o GNV, portanto, é um combustível automotivo não líquido que pode ser utilizado no carro por meio da instalação de um kit específico que permita que o carro seja abastecido dessa forma.

Um dos maiores benefícios do gás, nesse cenário, é a sua alta economia. Segundo a Associação Brasileira das Empresas de Gás Canalizado (Abegás), o GNV apresenta uma economia de 43% a 68% quando comparado à gasolina e de 44% a 66% em comparação ao etanol. E isso vale tanto para carros, como um Fiat Siena novo, como para motos. Por exemplo, com R$30 de GNV, você pode andar por volta de 177km enquanto que, com o mesmo valor, pode fazer apenas 84km com gasolina e 77km com etanol. Uma diferença considerável, não é mesmo?

E esses são apenas alguns dos números que demonstram como o GNV pode ser extremamente efetivo e bom para quem o adota. De acordo com uma pesquisa realizada pela Comgás, carros movidos a GNV apresentam uma média de 22 centavos por quilômetro rodado contra 53 centavos do etanol e 56 centavos da gasolina. Uma economia de 34 centavos a cada quilômetro percorrido.

Contudo, um dos obstáculos que fazem muitos desistir de instalar o kit de abastecimento a gás é o seu preço. O kit geração 5, por exemplo, que é um dos mais modernos, custa cerca de R$4.000. Porém, essa economia no dia a dia pode compensar o preço não tão baixo. Especialmente para quem utiliza muito o carro.

 Para motoristas que andam altas quilometragens, como taxistas e outros motoristas profissionais, por exemplo, o investimento pode se pagar em questão de apenas 4 meses (considerando uma rodagem de 8mil km por mês). Por outro lado, para proprietários de automóveis que circulam por volta de mil quilômetros por mês (carros particulares, geralmente), o retorno é previsto para 30 meses (dois anos e meio). Cabe a você, nessa situação, sentar, pensar e avaliar se o GNV pode ser, ou não, útil para você.

O que mais preciso saber sobre o GNV?

Instalação

Não são todas as oficinas ou centros automotivos que oferecem o serviço de instalação do kit gás. Se você o adquiriu, busque uma oficina homologada pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). A lista de locais habilitados a realizar a instalação pode ser encontrada no site do próprio Inmetro. Assim, você tem certeza de que nada sairá errado e a instalação será feita de acordo com os padrões estipulados.

Espaço

Quem adquiri o kit gás deve estar preparado para ceder um bom espaço do porta-malas para os cilindros e a aparelhagem que abrigarão o GNV. Para um Onix, por exemplo, que não possui um porta-malas tão grande, o posicionamento dos itens pode ocupar toda a área. Avalie se você precisará dela com frequência ou não.

Motor

Assim como os outros combustíveis, o GNV também afeta diretamente o funcionamento do motor. No caso do gás, acontece uma leve perda de potência, principalmente no arranque. Todavia, com os avanços tecnológicos do kit gás Geração 5, essa perda diminuiu em 10% se o compararmos ao kit gás Geração 3.

Poluição

Você sabia que o GNV é um dos combustíveis menos poluentes do mundo? Em comparação aos combustíveis líquidos, o gás natural registra, em média, 20% menos emissão de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera. Isso porque, diferentemente dos combustíveis líquido, o combustível gasoso queima mais. Sua combustão ocorre com excesso de ar, o que libera mais água do que gás carbônico. Também por isso, a chance de acidentes com explosões e incêndios diminui muito, já que o gás é menos inflamável do que a gasolina ou o etanol.

Pontos de abastecimento

Nem todos os postos possuem estrutura para abastecerem com o GNV. Antes de instalar o kit gás, analise se existem postos na sua cidade que possam suprir sua necessidade. Caso o motorista queira ou precise voltar a utilizar gasolina ou etanol, pode abastecer normalmente e, mais tarde, voltar ao GNV. Lembrando que carros com o kit gás precisam passar uma vistoria todo ano, que custa por volta de R$120. Ela é realizada para avaliar a segurança do equipamento e o nível de emissões causa por ele.

Garantia

Veículos que apresentam o GNV perdem a garantia oferecida pelo fabricante, mesmo com a certificação do Inmetro. Se você comprou um Fiat Uno, por exemplo, e realizou a colocação do kit, provavelmente perdeu as garantias da montadora, que é a Fiat. Há locais que já oferecem a instalação do kit como um opcional, mas são exceções. Por isso, avalie bem antes de tomar a decisão.

Devo ou não aderir ao GNV?

Antes de decidir, é importante que considere todas as nossas observações e coloque na ponta do lápis quais serão os seus gastos. Se você perceber que terá economia e que é vantajoso para o seu automóvel, vá em frente, mas não tome decisões precipitadas.

Você já conhecia sobre o GNV? Gostou das dicas e observações? Então, compartilhe este texto para que mais pessoas conhecer essa nova forma de combustível que ainda irá dar muito o que falar!

Read More...