Dicas

Como fazer chupeta na bateria do carro?

Com certeza já aconteceu com você ou com algum conhecido: ao tentar ligar o carro de manhã, você descobre que a bateria está descarregada.

Ou, pior ainda, a bateria descarregou do nada e o carro parou no meio da rua.

Apesar de ser uma situação desagradável, existe um truque que pode resolver rapidamente o problema: a “chupeta”.

Mas você sabe qual é a forma correta de fazer a chupeta? O fio vermelho e o preto são diferentes? E por que a bateria pode ter descarregado?

Se você não tem certeza de como responder a todas essas perguntas, continue com a leitura, pois esse artigo vai tirar suas dúvidas sobre o tema.

Como a bateria pode descarregar?

A chupeta serve para carregar uma bateria que se esgotou.

Isso acontece, por exemplo, quando algum aparelho elétrico do carro, como um farol, lâmpada ou o rádio, fica ligado por muito tempo, com o veículo desligado.

Se você esquece uma lâmpada ligada antes de ir dormir, por exemplo, é quase certo que no período da manhã a bateria estará esgotada.

Um caso mais grave é o de panes elétricas. Elas podem acontecer enquanto você dirige, e por isso são mais perigosas.

Várias podem ser as causas dessas panes, como maus contatos, sistemas de alarme mal instalados e problemas no módulo de injeção.

Essa é uma das razões, portanto, para fazer revisões periódicas no seu carro.

Além desses problemas, pode haver algo acontecendo com o alternador, que é responsável por repor a energia que a bateria gasta com o sistema elétrico do carro.

Se o alternador estiver com algum defeito, a bateria irá apenas perder energia, e, se a situação persistir, o esgotamento também será uma consequência.

Por fim, pode também haver um problema na própria bateria, que pode ir desde um defeito de fábrica até conservação ruim.

Isso pode fazer com que a bateria perca a carga rápido demais ou que não carregue, por exemplo. Infelizmente, nesses casos, pode ser que a chupeta não seja de nenhuma ajuda.

Como fazer a chupeta

O primeiro passo é, obviamente, ter outro carro com a bateria boa. Você precisará também de dois cabos com pontas jacaré, que muitos motoristas levam no carro por precaução.

Aproxime os carros de forma que os cabos consigam ligar, sem problemas, as duas baterias. Mas, antes de conectar as baterias, certifique-se de que os carros estejam desligados, assim como qualquer outro equipamento elétrico dos veículos.

Ligue o cabo preto ao polo negativo de cada bateria, que é o que tem o sinal de menos (-). Em seguida, ligue o cabo vermelho aos polos positivos, que têm o sinal de mais (+).

Dê a partida no carro “bom” e espere 5 minutos.

Dê, então, a partida no carro sem bateria, e, assim que ele funcionar, desligue um cabo de cada vez, com cuidado para que eles não se toquem.

Deixe seu carro funcionando por pelo menos uns 15 minutos.

O alternador fará o trabalho de carregar sua bateria e, ao fim desse tempo, ela deve estar boa o suficiente para você andar sem problemas.

Se por acaso a chupeta não funcionar, há algum problema maior no seu carro.

Esse problema pode estar no alternador, na bateria ou em alguma outra parte do veículo, e o melhor a fazer é levar seu carro a um especialista.

Prevenção para a falta de bateria

Essa situação é bem desconfortável, seja para a pessoa que teve a bateria descarregada como para quem teve que ajudá-la.

Para evitar que isso aconteça, é bom tomar alguns cuidados com sua bateria:

  • Não deixe nada ligado no carro ao sair do veículo. Mesmo que você não vá necessariamente guardar o carro, sempre se certifique de que desligou tudo. Uma tarde que você passa na casa de um amigo, por exemplo, pode ser suficiente para a bateria descarregar, se algum equipamento elétrico estiver ligado.
  • Desconecte os terminais da bateria se for ficar muito tempo sem utilizar o carro. Ainda que tudo esteja desligado no veículo, pode ser que algum aparelho apresente uma pequena fuga de corrente. Em longo prazo, essa fuga pode acabar por descarregar totalmente a bateria, e, portanto, é bom se prevenir.
  • Mantenha os contatos da bateria sempre limpos. Contatos sujos ou corroídos podem prejudicar o desemprenho da bateria, fazendo com que ela descarregue mais rápido. Com isso, eles podem diminuir a vida útil da bateria.

Com essas dicas, você pode se prevenir contra o descarregamento da bateria e ainda conservar a vida útil dessa e de outras peças do seu carro por um tempo maior.

No pior dos casos, se isso ainda acontecer, você já sabe como fazer uma chupeta e “ressuscitar” sua bateria.

Caso você tenha alguma questão a fazer, ou algo a acrescentar, deixe seu comentário abaixo. Será um prazer reponde-lo.

Além disso, se estiver precisando de alguma ajuda com recursos para multas de trânsito, entre em contado com a empresa. Sua primeira consulta é gratuita!

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Destaques, Dicas

Aplicativo para não ser pego na Lei Seca é lançado

Dirigir sob influência de bebida alcoólica é, além de muito perigoso, proibido por Lei. A combinação álcool e direção traz, como consequência, uma série de danos que colocam em risco a vida do condutor e das demais pessoas que podem acabar se envolvendo, ainda que sem culpa, em acidentes, em decorrência disso.

Podemos destacar, entre os danos mais comuns, a perda de reflexo (que acarreta em tempo de reação mais lento, frente a condições que exijam maior destreza do motorista); visão embaçada ou distorcida; sonolência; agressividade; e excesso de autoconfiança.

Com as consequências abordadas acima, já se pode ter uma ideia da gravidade dos acidentes que o condutor alcoolizado pode causar. Por conta disso, tornou-se necessária a implementação de uma Lei que coibisse motoristas de praticarem essa atitude: a Lei Seca.

Com o advento da Lei, o número de acidentes de trânsito causados por bebida alcoólica diminuiu consideravelmente.

Aplicativo para não ser pego na Lei Seca é lançado

Conforme os resultados de uma pesquisa realizada pelo Centro de Pesquisa e Economia do Seguro, órgão da Escola Nacional de Seguros, em 10 anos de vigor da Lei Seca, já foram evitadas mais de 40 mil mortes por acidente, bem como a invalidez permanente de mais de 235 mil pessoas.

Grande parte da população está ciente das consequências da combinação álcool e direção e, mais do que isso, da dor de cabeça que uma Blitz da Lei Seca pode causar. Porém, é importante salientar que, passado algum tempo após a ingestão de bebida alcoólica, o motorista pode conduzir seu veículo em segurança e dentro da legalidade.

Mas, com relação a isso, você sabe qual o período de tempo é necessário esperar para assumir o volante? Foi pensando em esclarecer essa dúvida e auxiliar os condutores a dirigir com segurança que a Doutor Multas desenvolveu um aplicativo para celulares denominado Motorista Consciente.

Antes de explicar mais sobre como funciona essa ferramenta, irei abordar aspectos importantes sobre a Lei Seca, previstos no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Lei Seca – entenda as penalidades sofridas

A Lei Seca entrou em vigor no ano de 2008, alterando dispositivos da Lei nº 9.503/97. A alteração tornou mais rígida a tolerância de álcool no sangue de quem for pego dirigindo nessas condições. Isso porque, em 1997, a legislação ainda permitia que o sujeito trafegasse com até 6 decigramas de álcool por litro de sangue – o equivalente a tolerar a ingestão de dois copos de cerveja, por exemplo.

Hoje, qualquer quantidade de álcool é barrada pelo teste do bafômetro, e o condutor autuado precisa responder, legalmente, por essa atitude.

Quanto a isso, o art. 165 do CTB aborda que o motorista que for autuado sob efeito de bebidas alcoólicas estrará cometendo uma infração de natureza gravíssima, cuja penalidade resulta em multa com fator multiplicador 10, totalizando o montante de R$ 2.934,70.

Além da quantia paga em dinheiro, a penalidade ainda conta com a suspensão do direito de dirigir por 12 (doze) meses, bem como a retenção do veículo, como medida administrativa.

Por isso, para não ser pego na Lei Seca, mesmo bebendo dois copos de cerveja, e sofrer essas duras penalidades, é muito importante você saber quanto tempo deve esperar entre a ingestão da bebida até assumir o volante do veículo, em total segurança.

E a solução acaba de ser lançada!

Como funciona o Motorista Consciente?

Antes de explicar como funciona o aplicativo, é importante deixar claro que cada organismo tem seu próprio tempo de funcionamento e de reação metabólica. Assim, algumas pessoas absorvem e eliminam o álcool do corpo mais rápido, em detrimento de outras. Por isso, tenha em mente que a ferramenta apresentada lança uma média de tempo, de forma generalizada.

O cálculo feito segue uma espécie de padrão que deve funcionar para a maioria das pessoas que se enquadra nos pré-requisitos selecionados (peso, altura, sexo…). Agora, vamos entender o processamento do aplicativo.

O Motorista Consciente é uma ferramenta compatível com o sistema Android de celulares. Trata-se de um aplicativo gratuito e de fácil manuseio. Sua principal finalidade, como já dito, é calcular quanto tempo o motorista deverá esperar para poder dirigir após a ingestão de bebidas alcoólicas.

Esse tempo é extremamente necessário para que o condutor não seja autuado em uma blitz da Lei Seca.

Isso porque o motorista pode julgar já haver passado o efeito da bebida, em determinado tempo, mas, ainda assim, pode ter, presente em seu organismo, uma quantidade suficiente de álcool para ser enquadrado nas penalidades da Lei.

Assim, realizar o cálculo de tempo, no aplicativo, é bem simples: o condutor precisa apenas selecionar algumas opções de resposta referentes ao seu biótipo (peso, altura, sexo, bebida ingerida e horário em que bebeu).

É com base nessas respostas que o aplicativo irá realizar o cálculo aproximado do horário considerado seguro para o motorista voltar a dirigir.

Viu como é simples?

Além de simples, é muito útil, pois, assim, você pode beber e ter a garantia de pegar a estrada somente quando for seguro e dentro da legalidade.

No entanto, esteja atento! Esse aplicativo não servirá como prova de que você não está alcoolizado caso seja barrado em uma blitz, assim como não irá substituir nenhum exame clínico que comprove a presença de álcool no seu organismo.

Para esclarecer possíveis dúvidas, deixe seu comentário abaixo. Será um prazer respondê-lo.

Caso você esteja passando por algum problema relacionado a multas de trânsito, entre em contato com a Doutor Multas para que possamos buscar uma solução.

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Dicas

Multa Autossuspensiva: uma única infração pode tirar a sua CNH

As multas autossuspensivas são muito mais comuns do que as pessoas costumam imaginar. Muitas vezes, o condutor nem sequer sabe o que é uma multa autossuspensiva, tampouco quais são as multas que possuem esta característica.

Na verdade, elas tratam de infrações que, de tão graves, deixam o condutor sujeito à suspensão do direito de dirigir ao cometê-las.

Para tornar mais claro o seu entendimento acerca deste tipo penalidade, decidi escrever este artigo apresentando todos os tipos de multas autossuspensivas e informações importantes para você que quer evitar esta punição que dá tanta dor de cabeça aos condutores.

Começarei falando de seu significado. Continue acompanhando!

O que é suspensão da CNH?

Conhecida também como suspensão do direito de dirigir, a suspensão de CNH se trata de uma penalidade em que o condutor é impedido, por um determinado período, de guiar seu veículo.

Estão previstos, no Art. 261 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), os casos em que a penalidade deve ser aplicada pelas autoridades de trânsito aos condutores infratores, que são: atingir 20 pontos na CNH ou transgredir as normas estabelecidas nos demais artigos que tratam especificamente das infrações que causam a suspensão, em outras palavras, o cometimento de infrações autossuspensivas.

É importante lembrar que a aplicação das penalidades previstas no CTB não retira as punições originárias de ilícitos penais decorrentes de crimes de trânsito, conforme parágrafo 1º do artigo, e que a imposição da penalidade deve ser comunicada aos órgãos ou entidades de trânsito responsáveis pelo licenciamento do veículo e habilitação do condutor, conforme o parágrafo 3º, também do artigo 256.

Ah! Além da multa autossuspensiva, existe outra maneira de ter a CNH suspensa: via a suspensão por pontos na carteira de habilitação.

No Art. 259 do Código de Trânsito Brasileiro, temos previstas as punições para cada tipo de categoria de infração.

  • Gravíssima – sete pontos
  • Grave – cinco pontos
  • Média – quatro pontos
  • Leve – três pontos

A suspensão por pontos é encontrada no Art. 261 do CTB, o qual deixa claro que o condutor não pode atingir o limite de 20 pontos na CNH. Se isso ocorrer, estará sujeito à suspensão por pontos na habilitação.

Os pontos são prescritos 12 meses depois da autuação, isto é, eles são retirados.

O que é uma Multa autossuspensiva?

Quando falamos sobre multas autossuspensivas, estamos falando de uma punição para certas infrações gravíssimas. Dentre as infrações consideradas gravíssimas pelo CTB, algumas são autossuspensivas, ou seja, são infrações que, por si só, sujeitam o condutor à suspensão.

É importante salientar que a suspensão não acontece imediatamente após o cometimento deste tipo de infração. Primeiramente, é aberto um processo administrativo contra o condutor, que tem o direito garantido pela constituição de recorrer da multa.

Diferentemente da suspensão por pontos, na qual o motorista realiza mais de uma infração e atinge o limite estabelecido por lei e, só então, tem sua CNH suspensa, a autossuspensão acontece no ato de uma só infração, que é considerada como uma ameaça tanto para o infrator quanto para os outros condutores e pedestres.

Quais são as multas autossuspensivas (atualização do CTB – 2018)

As infrações que geram autossuspensão da CNH são:

  • dirigir alcoolizado (art. 165);
  • negar-se a fazer o teste do bafômetro (art. 165-A);
  • ameaçar a segurança de outros condutores e também de pedestres (art. 170);
  • realizar corridas (art. 173);
  • promover as competições conhecidas como “racha” (art. 174);
  • fazer manobras perigosas (art. 175);
  • ao se envolver em um acidente de trânsito, não prestar socorro (art. 176,I);
  • ao se envolver em um acidente de trânsito, não tomar medidas de segurança no local (art. 176, II);
  • ao se envolver em um acidente de trânsito, dificultar o trabalho da perícia (art. 176, III);
  • ao se envolver em um acidente de trânsito, se negar a mover o veículo do local (art. 176, IV);
  • ao se envolver em um acidente de trânsito, não fornecer as devidas informações para o Boletim de Ocorrência (art. 176, V);
  • forçar passagem entre veículos (art. 191);
  • quando não autorizado, cruzar bloqueio viário policial (art. 210);
  • circular acima de 50% da velocidade máxima permitida (art. 218, III);
  • conduzir motocicleta, motoneta ou ciclomotor sem usar capacete com viseira ou óculos e vestuário de acordo com o CONTRAN (art. 244, I);
  • conduzir motocicleta, motoneta ou ciclomotor transportando passageiro sem capacete ou fora do assento correto (art. 244, II);
  • conduzir motocicleta, motoneta ou ciclomotor fazendo malabarismo ou empinando (art. 244, III);
  • conduzir motocicleta, motoneta ou ciclomotor com faróis apagados (art. 244, IV);
  • conduzir motocicleta, motoneta ou ciclomotor transportando criança menor de 07 anos (art. 244, V);
  • usar o veículo para interromper a circulação da via sem autorização (art. 253);
  • organizar interrupção de circulação de via sem autorização (art. 253, §1º).

São, ao todo, 21 infrações que têm como penalidade a suspensão imediata. Isto acontece pela natureza gravíssima destas infrações, ou seja, o maior risco que traz ao trânsito.

Como falei antes, mesmo que você tenha sido autuado por infração autossuspensiva, não significa que você não possa recorrer da multa e tentar anulá-la.

O melhor a fazer nestas situações é manter a calma e analisar o documento de autuação, pois podem existir erros tanto dos equipamentos quanto dos próprios agentes de trânsito.

O que achou deste artigo? Ainda tem alguma dúvida sobre multas autossuspensivas?

Deixe um comentário aqui! Eu ficarei muito feliz em saber a sua opinião.

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Carros, Dicas

Conheça os direitos básicos que os motoristas têm nas estradas

Todo o condutor precisa ter plena ciência de que, ao guiar um veículo, ele possui deveres estabelecidos pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB), a serem compridos enquanto ele está conduzindo.

Essas medidas foram tomadas para manter o trânsito seguro, tanto para o pedestre quanto para o motorista.

Resumidamente, o motorista possui três deveres a cumprir: dirigir sem oferecer riscos aos pedestres, a ele mesmo e preservar o meio ambiente.

Todavia, o que a muitos não têm conhecimento, é que eles também possuem direitos;  e conhecer os seus direitos é sempre importante, principalmente quando estamos dirigindo pelas estradas do nosso país.

Saber os direitos básicos que possuímos é uma das melhores formas de evitar futuros transtornos que podem acontecer, principalmente quando vamos pegar estrada.

Isso, além de te ajudar a ser um melhor motorista, faz com que a  viagem seja mais segura.

Quais são os meus direitos básicos?

Ter o pleno conhecimento dos direitos básicos que o motorista tem, na estrada, é essencial.

Com isso, você se torna um motorista mais consciente e preparado para resolver possíveis problemas que possa aparecer, literalmente, em seu caminho.

Por falar em direito do motorista, é muito importante que ele esteja a par das obrigações que o governo tem, em relação à manutenção, prevenção e cuidados com as estradas.

Isso evita com ele que arque por consequências que, muitas vezes, não são problema somente seu.

Porém, apenas conhecer seus direitos, mas não saber usá-los em prol de si, não é suficiente.

Por isso, para ajuda-lo, listei quatro direitos básicos que você pode utilizar a seu favor em situações desagradáveis.

Dirigir em rodovias decentes

Essa é uma reclamação quase que unânime entre todo mundo que passa por uma estrada no Brasil, desde os passageiros até os motoristas.

Você sabia, no entanto, que essa reclamação é pertinente? Isso porque todo o motorista no país tem o direito de dirigir em uma estrada em boas condições.

A boa condição das estradas é um dos direitos essenciais para o motorista, pois, caso contrário, o condutor pode acabar sofrendo graves acidentes por conta da má manutenção da rodovia.

O governo, estadual ou federal, por meio das concessionárias, tem o dever de deixar as vias nas melhores condições possíveis, ou seja, sem buracos ou ondulações.

Quanto a isso, o Código de Defesa do Consumidor (CDC) possui um artigo onde ele prevê a obrigatoriedade dos órgãos públicos de oferecerem esses serviços. O art. 22 do CDC explica:

“Art. 22. Os órgãos públicos, por si ou suas empresas, concessionárias, permissionárias ou sob qualquer outra forma de empreendimento, são obrigados a fornecer serviços adequados, eficientes, seguros e, quanto aos essenciais, contínuos.

Parágrafo único. Nos casos de descumprimento, total ou parcial, das obrigações referidas neste artigo, serão as pessoas jurídicas compelidas a cumpri-las e a reparar os danos causados, na forma prevista neste código.”

Em casos de acidentes, o atendimento deve ser rápido

Um rápido atendimento, em caso de acidentes nas rodovias do país, também é um dos direitos que os motoristas possuem, abrangendo também a área dos primeiros socorros.

O imediatismo do socorro às vítimas é algo que, obrigatoriamente, deve ser disponibilizado pela concessionária que administra a via.

Além de prestar o socorro, também é um dever da administradora levar todos os envolvidos no acidente para o hospital e disponibilizar toda ajuda mecânica necessária para remover o veículo da via e, se for preciso, disponibilizar um telefone para emergências.

No Código de Trânsito Brasileiro, o artigo 301 prevê algo de suma importância:

“Art. 301: Ao condutor de veículo, nos casos de acidentes de trânsito de que resulte vítima, não se imporá a prisão em flagrante, nem se exigirá fiança, se prestar pronto e integral socorro àquela.”

Conforme o artigo citado, o condutor que se envolver em um acidente no trânsito e prestar socorro, imediatamente, à pessoa acidentada, não será levado à prisão ou pagar alguma fiança, pois ela não será arbitrada ao motorista que socorreu a vítima.

Guarde os comprovantes de pagamento do pedágio

Sabe aqueles papeis que são dados após o pagamento do pedágio que em algumas ocasiões não damos a importância? Guarde-os!

Esses papeis comprovam que você efetuou o pagamento do pedágio. E, para quem não sabe, o pedágio é o imposto pago por quem utiliza a via para poder mantê-la em bons estados.

Se você guardar o comprovante do pagamento, terá um documento que prova que você contribuiu para manter a rodovia em boas condições, ou seja, você tem o direito de reclamar das condições da via.

Direito de ter uma sinalização adequada

Ter uma rodovia com placas e sinalizações que oferecem condições de plena compreensão, também é um direito que o condutor.

A concessionária da via deve manter todas as placas e pinturas em bom estado para instruir o condutor durante o caminho.

Caso aconteça algum transtorno, ou até mesmo problemas maiores, como uma colisão, que tenha sido causada por conta da má sinalização – ou da falta dela – , o condutor envolvido no caso pode solicitar uma indenização do governo.

Contato

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Dicas

Pontos na carteira: como funcionam?

Sabemos que estamos sujeitos a receber pontos na carteira quando cometemos infrações de trânsito. Para diminuir o número de infrações, ao acumular certo número de pontos, a CNH é suspensa. Isso faz com que os condutores dirijam com mais cuidado, pensando não apenas no perigo da infração em si, mas também no prejuízo financeiro.

Mas você sabe quantos pontos vale cada infração? E você sabe que eles têm duração, ou seja, não ficam na carteira para sempre? Vou explicar tudo neste artigo. Continue lendo para descobrir!

Pontuação na carteira

Segundo o CTB, cada infração tem uma gravidade diferente, o que modifica o valor da multa aplicada e os pontos na carteira. Confira o artigo 259, que define o número de pontos de acordo com a gravidade da multa.

“Art. 259. A cada infração cometida são computados os seguintes números de pontos:

I – gravíssima – sete pontos;

II – grave – cinco pontos;

III – média – quatro pontos;

IV – leve – três pontos.”

O artigo 258 define o valor de cada multa de acordo com a gravidade. É bom lembrar que certas infrações aplicam uma multiplicidade ao valor da multa, aumentando ainda mais o seu valor, como diz o segundo parágrafo. Vamos dar uma olhada no artigo 258:

“Art 258. As infrações punidas com multa classificam-se, de acordo com sua gravidade, em quatro categorias:

I – infração de natureza gravíssima, punida com multa no valor de R$ 293,47 (duzentos e noventa e três reais e quarenta e sete centavos);

II – infração de natureza grave, punida com multa no valor de R$ 195,23 (cento e noventa e cinco reais e vinte e três centavos);

III – infração de natureza média, punida com multa no valor de R$ 130,16 (cento e trinta reais e dezesseis centavos);

IV – infração de natureza leve, punida com multa no valor de R$ 88,38 (oitenta e oito reais e trinta e oito centavos).

  • Quando se tratar de multa agravada, o fator multiplicador ou índice adicional específico é o previsto neste Código. ”

Quando o número de pontos na CNH for 20 ou mais, o motorista é penalizado com a suspensão de sua CNH por um período de 6 meses a 1 ano, ou 8 meses a 2 anos, caso o condutor reincida na conduta dentro do período de 12 meses, o que gera a cassação da carteira. Conforme prevê a Resolução 723 do Contran, o condutor que tiver a sua carteira suspensa ou cassada deverá realizar um curso de reciclagem.

Dirigir sob efeito de bebida alcoólica, por exemplo, é uma infração gravíssima. Mas, além disso, a multa aplicada é multiplicada por 10, ou seja, diferentemente de uma infração gravíssima “normal”, a multa é de R$ 2934,70! Mais ainda, a infração também tem, como penalidade, a suspensão da CNH, independentemente do número de pontos.

“Art. 261. (…)

A penalidade de suspensão do direito de dirigir será imposta nos seguintes casos:

I – sempre que o infrator atingir a contagem de 20 (vinte) pontos, no período de 12 (doze) meses, conforme a pontuação prevista no art. 259; ”

Como evitar ter a CNH suspensa?

Antes de mais nada, o melhor a fazer para evitar a suspensão da CNH é não cometer infrações. Além do prejuízo financeiro devido às multas, as infrações, independentemente da gravidade, são potencialmente perigosas.

Mas é claro que é muito difícil não cometer nenhuma infração ao longo da vida, ainda que leve. Por um motivo de distração, por estar passando por um momento difícil, ou mesmo em caso de emergências, pode ser que um motorista acabe cometendo alguma infração até mesmo sem perceber.

Validade dos pontos na carteira

O artigo 261 do CTB determina que a contagem de 20 pontos vale apenas para os últimos 12 meses. Ou seja, os pontos na carteira só valem por um ano! Isso quer dizer, por exemplo, que os pontos por uma infração cometida em 21/05/2018 não poderão mais ser contabilizados a partir de 22/05/2019. Confira abaixo.

Recorrendo

Outro meio de evitar a suspensão da CNH é recorrendo das infrações. O Artigo 265 fala que o condutor tem direito à defesa e que as penalidades só podem ser aplicadas após decisão em processo administrativo, ou seja, ao fim do processo. Se o motorista recorrer e a acusação for retirada, ele não receberá os pontos correspondentes a ela.

“Art. 265. As penalidades de suspensão do direito de dirigir e de cassação do documento de habilitação serão aplicadas por decisão fundamentada da autoridade de trânsito competente, em processo administrativo, assegurado ao infrator amplo direito de defesa. “

Como recorrer?

Se você cometeu alguma infração recentemente e os pontos da sua CNH passaram de 20, não se desespere. Em primeiro lugar, como já foi dito, o recolhimento da CNH não é automático. Como já vimos no artigo 265, há o direito a defesa, e é possível apresentá-lo em pelo menos 3 etapas.

A primeira delas é a defesa prévia, na qual são apontados erros formais e procedimentais da autuação. Além dela, caso sua causa não seja aceita, você pode recorrer junto à JARI e, em último caso, junto ao Cetran (ou órgão equivalente em sua região). Neste caso, serão levados em conta outros argumentos, relativos ao seu lado da história.

Uma vantagem é que, se você tiver pontos prestes a expirar, o processo pode fazê-lo ganhar tempo o bastante para que eles expirem. Assim, mesmo que você acabe recebendo os pontos pela infração, como eles só serão aplicados após a decisão do juiz, há uma chance de outros pontos não serem contabilizados e você não alcançar os 20 pontos!

Mas, mesmo em último caso, quando você perde e tem os pontos contabilizados, ou mesmo ao cometer uma infração que determine a suspensão da CNH, você também pode se defender. Você receberá a notificação e os mesmos passos de defesa anteriores podem ser repetidos. Mas lembre-se de que você tem um prazo para recorrer, mencionado na notificação.

Conclusão

A medida de recolhimento da CNH serve para que tenhamos um trânsito melhor e mais seguro. Ao acumular 20 pontos, o motorista tem sua carteira suspensa e deve, além de cumprir com o prazo de suspensão, realizar um curso de reciclagem.

Mas pode ser que uma infração seja dada por engano, ou que um motorista acredite que não deveria tê-la recebido. É sempre garantido o direito de defesa, e o motorista pode conseguir ter a acusação retirada ou mesmo ganhar tempo para que os pontos na carteira expirem. De qualquer forma, ao recorrer, o motorista tem chances de não perder o direito de dirigir.

Se você recebeu alguma multa ou tem alguma dúvida sobre este ou outro assunto, fale comigo! Eu estarei disposto a ouvi-lo!

Se você gostou do artigo, compartilhe! Até a próxima e cuidado com os pontos na CNH!

O Doutor Multas não presta qualquer serviço restritivo de advogado ou outro tipo de serviço jurídico, atuando apenas na esfera administrativa.

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