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Dormir mais horas do que o recomendado é tão ruim quanto a falta de sono

Foto: Pixabay

Através de milhões de anos de evolução, a vida foi profundamente sincronizada com o ciclo dia-noite. Os chamados ritmos circadianos são evidentes em quase todas as formas de vida e estão firmemente impressos em nossa maquinaria biológica.

O sono regular e suficiente ajuda a manter muitos aspectos da saúde física e mental, mas inúmeras circunstâncias da vida diária, como maternidade e paternidade, profissões exigentes, estudo, doença ou estilo de vida, muitas vezes impedem as pessoas de dormir toda a noite.

Nem demais, nem de menos

A quantidade recomendada de sono é entre 7 e 8 horas por noite e foi demonstrado que dormir menos que esse tempo tem sido associado a um baixo desempenho cognitivo.

No entanto, em contraste com o que muitos podem supor, um estudo realizado por pesquisadores da Western University em Ontário, no Canadá, encontrou as mesmas deficiências em pessoas que dormem mais do que o recomendado.

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Foto: Reprodução/Daily Mail

A pesquisa, que incluiu a participação de 10.000 participantes, foi baseada em dados autorreferidos correspondentes a uma extensa pesquisa, na qual os sujeitos indicaram seus padrões de sono e forneceram informações sobre quais medicamentos estavam tomando, quantos anos tinham, localização geográfica, que tipo de educação recebiam, entre muitos outros dados.

A análise dos dados coletados revelou que quase metade da amostra total relatou que normalmente dormia menos de 6,3 horas por noite, aproximadamente uma hora a menos do que a quantidade recomendada.

Além disso, os pesquisadores descobriram que o sono afetou todos os adultos igualmente. A quantidade de sono associada ao comportamento cognitivo altamente funcional foi a mesma para todos (de 7 a 8 horas), independentemente da idade.

Habilidades comprometidas

Os autores mostraram que a deterioração cognitiva associada a dormir pouco ou dormir demais não dependia da idade dos participantes. Outra revelação do estudo foi que a maioria dos participantes que dormiram quatro horas ou menos, apresentou um desempenho cognitivo correspondente ao de uma pessoa oito anos mais velha.

O raciocínio e as habilidades verbais dos participantes foram duas das ações mais fortemente afetadas pelo sono, enquanto o desempenho da memória de curto prazo não foi significativamente afetado.

O pesquisador Conor Wild, afiliado ao Instituto Cérebro e Mente da Western University e co-autor do estudo, disse:

“Descobrimos que a quantidade ideal de sono para o cérebro funcionar da melhor maneira possível é de 7 a 8 horas por noite. Também descobrimos que as pessoas que dormiam mais do que essa quantidade tinham o mesmo declínio cognitivo observado em pessoas que dormiam muito pouco”.

Essas descobertas têm implicações significativas no mundo real, uma vez que muitas pessoas, incluindo aquelas em posições de responsabilidade, trabalham com muito pouco sono e, portanto, podem sofrer problemas de raciocínio, resolução de problemas e habilidades de comunicação que comprometem sua capacidade, reduzindo seu desempenho.

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