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Dólar atinge maior alta da história: como fica a sua vida?

dólar

O preço do dólar disparou e bateu novo recorde histórico, fechando a R$ 4,19 nessa quinta-feira (13), o maior valor de fechamento já registrado desde a criação do Plano Real. Na máxima do dia, a moeda chegou a bater o R$ 4,20. Já o dólar turismo fechou negociado a R$ 4,36 sem considerar a cobrança do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

“O cenário é preocupante e qualquer previsão a ser feita para as próximas semanas, até o período das eleições, será uma mera especulação”, ressalta Reinaldo Domingos, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros.

Além disso, fatores do ambiente internacional, que seguem instáveis, também acabam refletindo no valor do dólar. Essa situação tem impactos diretos em nossas vidas, na nossa rotina, sejam positivos (investimentos) ou negativos (importações/viagens). Mas como agir diante de todas essas incertezas?

Começando com a parte positiva, que é para quem aplica o seu dinheiro e está conseguindo aumentar seus rendimentos por conta desse alto valor da moeda americana. “Essas são pessoas que compram o dólar propriamente dito ou que investem em fundos que são atrelados a ele. Para as empresas nacionais, a notícia também pode ser interessante, pois ganha vantagem em relação aos produtos importados, uma vez que o preço estará bem mais competitivo”, diz Reinaldo.

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Foto: Carlos Severo

Do lado negativo, com as férias do final de ano chegando, quem estava pensando em viajar para fora do país e precisaria trocar o real pelo dólar terá que repensar os gastos. “Esse valor pode aumentar bastante, pois entram na conta a passagem aérea, passeios, IOF do cartão de crédito, etc”, diz o educador financeiro.

Portanto, é preciso refazer as contas e ter cautela, caso contrário, as coisas podem sair do controle. Àqueles que ainda não tinham se programado para uma viagem internacional, não é que devam desistir, muito pelo contrário, mas talvez adiá-la para se planejar melhor e não correr o risco de se endividar seriamente.

O dia-a-dia da população em geral, aqui no Brasil mesmo, também é afetado, já que, somada à inflação, os preços de produtos e serviços sofrem alteração, refletindo diretamente no bolso dos consumidores e diminuindo o poder de compra. Alimentos que têm cotação no mercado internacional como a soja, o café e principalmente o trigo, que é usado na produção de pães, bolos, macarrão, entre muitos outros, também aumenta de preço e o impacto é sentido direto nas prateleiras dos supermercados brasileiros.

Sendo assim, a orientação é sempre fazer uma boa pesquisa de preços, cortar compras em quantidades desnecessárias e principalmente ter um cuidado extra com as guloseimas, que quase sempre são responsáveis pelos altos gastos no supermercado.

A situação pede cautela, mas esse pode ser o momento de mudar de vez o comportamento em relação ao uso e à administração dos recursos, se educando financeiramente e estando preparado para momentos de crise como a atual.

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