Trailer de Buzz Lightyear criou um paradoxo que está deixando os fãs da Pixar ‘malucos’

Trailer de Buzz Lightyear criou um paradoxo que está deixando os fãs da Pixar ‘malucos’

Eu vi o trailer de Buzz Lightyear e devo confessar que minha reação foi exatamente a de muitos fãs. O trailer do novo filme da Pixar criou um paradoxo de tempo que está fazendo muitos “quebrarem a cabeça” tentando descobrir como tudo se encaixa no universo da empresa.

Provavelmente isso não teria acontecido se o filme fosse da Sony Pictures, que tem o costume de lançar coisas sem pé nem cabeça. Mas esssa é uma produção da Pixar, um estúdio que não só conseguiu conquistar o carinho do público, mas também conseguiu se dar uma espécie de hype lendário. Lembre-se que é a empresa pioneira em nos manipular com a música, histórias com tons de drama e ligações entre as tramas.

A quantidade de easter eggs e referências cruzadas que a Pixar esconde em seus filmes é tão grande que há quem especule até mesmo com a ideia de que todos os seus filmes, de Nemo a Toy Story, Wall-e ou Os Incríveis, realmente aconteçam no mesmo universo. Isto é conhecido como A teoria Pixar.

Em suma, se existe um estúdio de animação que se presta a todo tipo de especulação maluca, esse estúdio é a Pixar. Tudo isso nos leva ao momento atual para Lightyear, um filme que conta a origem do querido personagem. A produção simplesmente não diz exatamente a origem do Buzz Lightyear, o brinquedo falante de Andy. Conta a história de Buzz Lightyear, o verdadeiro piloto espacial em quem o brinquedo de Andy é baseado.

Chris Evans, que dubla o feroz piloto espacial do filme, já nos avisou no Twitter meses atrás, mas não prestamos atenção nisso. Até o diretor da Lightyear, Angus MacLane, insistiu nesse detalhe durante uma entrevista no Entertaiment Weekly em que dizia: “O filme não acaba e você vê o Andy comendo pipoca. Este filme é independente. É o filme Buzz Lightyear, o piloto espacial, não o brinquedo.”

Ok, Angus. Eu acredito em você, mas vamos fazer um pouco de tempo, está bem? A Pixar não detalha com precisão em que ano Toy Story acontece, mas podemos datar a ação em torno do mesmo ano em que foi lançado: 1995. Nele, um menino chamado Andy recebe de presente um boneco do tipo patrulheiro espacial chamado Buzz Lightyear. Sabemos pela série Buzz Lightyear do Star Command que Buzz é um verdadeiro piloto espacial que vive suas aventuras no futuro.

Em outras palavras, Lightyear é a história de como um piloto espacial do futuro se tornou uma lenda a ponto de inspirar uma série de televisão e um brinquedo … no passado. Como isso é possível?

Acontece que o subúrbio tranquilo em que Andy vive é na verdade uma estação espacial em um futuro distante e não tínhamos percebido isso? Buzz Lightyear (a pessoa) volta no tempo e acaba inspirando o brinquedo por acidente? Claro, o trailer de Lightyear tem um estilo solene que lembra muito filmes como Interestelar. A ideia do piloto viajando ao passado através de um buraco negro não deveria ser descartada tão facilmente. Acontece que a linha do tempo da Pixar começa no futuro, mas algum tipo de apocalipse acontece que deixa a Terra no passado e retorna ao futuro novamente no Wall-e?

Eu sei. A Marvel marcou tanto nossa ideia do que é o cinema que agora vemos universos cinematográficos em toda parte e sentimos uma espécie de vazio existencial quando um filme não está conectado a nada. Pode ser, mas é que gosto mais dessa ideia do que daquela que a Pixar decidiu fazer Lightyear só porque pode e porque na realidade não há razão para esse filme existir, exceto a ganância de algum executivo que quer vender mais action figures de um herói que ainda não nasceu.

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Rafael Nicácio

Rafael Nicácio

Co-fundador e redator do Dinastia, é um dos responsáveis pela administração do site. Conta com a experiência de ter atuado nas assessorias de comunicação do Governo do Estado do Rio Grande do Norte e da Universidade Federal do RN. Trabalha com administração e redação em sites desde 2013 e, atualmente, também administra a página oportaln10.com.br.

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