Falcão e o Soldado Invernal: Resenha do último episódio – [Com spoilers]

Falcão e o Soldado Invernal: Resenha do último episódio – [Com spoilers]
Falcão e o Soldado Invernal episódio 06

Mais uma semana se passou e temos o novo episódio de Falcão e o Soldado Invernal, o sexto e último episódio da série, ao mesmo tempo que chega ao Disney+ com a ansiedade de quem quer ver logo como a história termina. Já vai deixando aquela nostalgia de pensar como foi acompanhar durante as últimas seis semanas essa jornada de Sam Wilson (Anthony Mackie) e Bucky Barnes (Sebastian Stan), que vai deixar saudades.

Sem mais delongas, o episódio já começa deixando claro a urgência da ação. Com o atentado em Nova York a reunião do Conselho de Repatriação Global (CRG), onde seria votado o Ato de Remendo, que obrigaria todos que foram aceitos durante o Estalado do Thanos a retornarem a seus países de origem, ou viverem nos assentamentos de refugiados.

E assim começamos, com o prédio da ONU em que ocorreria o evento isolado, e o as agentes se preparando para entrar. Mas não qualquer agente, enquanto Sam se preparava para literalmente “ir voando” para o local do resgate, Bucky ou Sargento Barnes como foi desconhecido por um dos soldados da equipe que isolava o prédio, já passava o resumo do cenário para Sam e claro, os espectadores se situarem.

Para a surpresa de todos um reforço “se apresenta“, Sheron Carter (Emily VanCamp), usando uma máscara no melhor estilo Viúva Negra, se revela dando a entender que veio para ajudar. Após confirmar que “a banda estava reunida“, nas palavras de Sam, eles vão entrando, enquanto os Apátridas começam a atacar os membros da alta cúpula do CRG.

Primeira Imagem de Sam com o novo uniforme

Sam, entra em ação, já deixando claro a que veio, com o seu mais novo uniforme (presente de Wakanda), o herói deixa claro quando perguntado: “Eu sou o Capitão América!” (Como esperamos para finalmente ouvir isso).

Enquanto a evacuação dos membros do conselho faz parte do plano dos Apátridas e evitar que ela aconteça se torna a missão prioritária para os heróis. George Batroc (Georges St. Pierre) chega com os pés no peito do Capitão América (Sam), a luta dos dois é equilibrada, enquanto o vilão quer vingança pelo “prejuízo” criado pelo Falcão (que impede suas ações no início do primeiro episódio), já o Capitão está preocupado em salvar a todos.

Assim enquanto luta acontece na parte de cima do prédio, Bucky e Sheron vão se dividir para impedir os planos da Karli Morguenthau (Erin Kellyman). Mas a líder dos Apátridas tem um plano de ação: distrair Barnes, enquanto seus comandados preparam os caminhões blindados e o helicóptero de fuga/sequestro dos reféns.

Sheron, relembra mais o que vimos como espiã, matando um dos Apátridas de forma furtiva com um dispositivo que detona um gás tóxico, ácido e letal (não é uma cena bonita de ser vista). E assim eles dividem objetivos, Sam, vai em busca do helicóptero com os reféns, para isso nada como “sair à francesa” contra o Batroc, derrubando o vilão, mostrando suas habilidades com o escudo, antes de sair do combate para salvar os reféns.

Aqui fica claro o quanto Sam é um Capitão América diferente, não é sobre ele, ou se envolver com o Batroc em uma luta além do necessário. E sim sobre salvar vidas e montar a estratégia mais inteligente. Embora para o mercenário seja uma revanche, o herói não liga para perder ou ganhar o duelo, o foco de sua estratégia continua sendo os reféns.

Já do lado Apátrida da coisa, Karli está determinada a seguir com o plano e até matar quantos forem necessários, mesmo que isso a mate, em nome da sua causa. Já os demais membros do grupo, nem tanto. O que fica claro quando ela tenta confirmar se todos concordam com seus métodos, usando a saudação do grupo: Um mundo, um… (vácuo) até que “forçados”, eles concordam… Um mundo, Um Povo”.

Mas voltando aos heróis, Sam protagoniza uma cena memorável de perseguição nas alturas, contra o helicóptero pilotado por um dos Apátridas. Com até mesmo, o membro do grupo terrorista, lançando suas hélices contra a de outro helicóptero, ao qual o Capitão e o drone Asa Vermelha (novinho e made in Wakanda), precisam salvar os pilotos.

Aliás a nova versão do seu “pássaro de estimação” está ainda mais forte, salvando e carregando até a ponte um dos pilotos, enquanto o herói salva o outro, não só da queda, como dos destroços do helicóptero em si, mostrando uma das vantagens do novo uniforme, um baita escudo/casulo feito com as asas e o escudo (quase um bunker).

Enquanto isso, Karli e seu comandados interceptam os veículos com os membros do CRG. Mas Barnes chega a tempo de tentar impedir. Para ganhar tempo, a Apátrida, manda incendiar um dos veículos, para fugir com os reféns do outro. Sem dúvida do que fazer, Bucky tenta usar toda a força do seu braço cibernético para abrir a parte de trás do veículo em chamas e salvar as pessoas dentro dele.

Já o bando terrorista tem a fuga interrompida pela chegada de John Walker (Wyatt Russell), com o seu uniforme de “Capitão América” e o seu novo escudo artesanal. Ele está pronto para ter sua revanche contra a líder do grupo, por ter matado seu parceiro Lemar Hoskins, o Estrela Negra, o que para Karli foi apenas um dano colateral.

No confronto, vimos aquela belíssima bicuda que já tinha aparecido em um Sneak Peek, e o confronto continua. Contra quatro Apátridas, com o mesmo Soro do Super Sodado, John não dá nem para o começo e até poderia ter sido morto, se não fosse a chegada de Bucky ao confronto. O ex-Soldado Invernal, não só tinha salvo as pessoas do caminhão em chamas, como agora se unia a ele, equilibrando um pouco mais o embate.

Sam, que continua em perseguição ao helicóptero com reféns, consegue criar um plano e salvar a todos, atacando apenas o piloto e substituindo ele, por uma das reféns que sabia pilotar o veículo aéreo. Um ponto que vale destacar aqui, é a preocupação do Capitão em conduzi-lo até uma altura na qual a queda na água não o matasse, antes de solta-lo.

De volta a ação, Karli, ao ver o seu plano sendo arruinado, entra dentro de um dos veículos com reféns e acelera rumo ao foço de uma construção. Antes do caminhão cair, ela salta deixando os reféns indo para o que parece ser a morte certa. Lá embaixo, Bucky vê o caminhão brindado, com o terceiro grupo de reféns, quase caindo, preso apenas por algumas vigas de aço, prestes a não aguentar.

Do lado de cima, Walker tem um dilema; perseguir a líder Apátrida e sua vingança, ou salvar os reféns. No calor da batalha, ele acaba honrando as palavras de Lemar, que dizia que “John, sempre tomava a decisão certa“. Assim, Walker tenta usar toda a força do soro que corre em suas veias, para impedir o caminhão de cair, o que quase consegue fazer, mas é atacado por Karli e outra Apátrida.

Quando parece que não há mais salvação para os reféns, o Capitão América (Sam) chega para salvar o dia… digo, a noite. Segurando o caminhão mesmo sem o super soro, ele é um grande herói, e seu novo traje wakandano está pronto para isso, com pequenos drones propulsores (semelhantes a alguns já usado por Tony Stark no MCU) que o ajudam a recolocar o caminhão com os reféns em segurança.

O confronto parece que finalmente será equilibrado, mas Batroc surge criando uma cortina de fumaça, para possibilitar a fuga dos Apátridas. Em meio à confusão, Sheron e Batroc (que trabalhava para a ex-agente), encurralam Karli. E sim, qualquer dúvida, se ainda existia, foi sanada, temos a revelação de que Carter é o Mercador do Poder.

E ela quer seus super soldados de volta, em uma tentativa de chantagem, o mercenário tenta quadruplicar seu ganho ameaçando matar Karli e contar para todos quem Sheron realmente é. Ledo engano, a Mercadora do Poder, executa o francês, antes dele ter chance de reagir, mas não sem que a líder Apátrida atirasse nela.

No chão, Sheron seria morta, se o Capitão não chegasse exatamente nesta hora. Mas Sam não vai lutar contra Karli. Embora esse pudesse ser um caminho, ele prefere convencer a líder Apátrida de que ainda há esperanças, e que a violência não é a forma correta de resolver o dilema dos refugiados.

Isso só irrita ainda mais Karli, que parte para cima cega de raiva. E ao invés de revidar ou lutar, Sam, apenas se defende, enquanto tenta resolver conversando. Sua convicção é ainda maior que o ódio da vilã, para provar isso ele está pronto, até mesmo para dar sua própria vida. Mas Sheron não pensa duas vezes, a chance de sair como heroína e não ter sua identidade revelada é boa demais para perder. Então ela atira em Karli, que cai mortalmente ferida.

Em seguida vemos uma das cenas mais emblemáticas de toda a série “como um anjo“, Sam desce voando do prédio no qual o combate aconteceu, segurando em seus braços a Apátrida morta, para leva-la aos paramédicos. A cena é visualmente impactante, mas ainda não é tudo já que seu discurso, quando confronta os membros do CRG, é ainda mais marcante.

Sam carregando o copo de Karli para os paramédicos

Ele esclarece o que o levou a assumir o manto, um negro, usando o mesmo uniforme com listras brancas, vermelhas e azuis, que historicamente o renegaram e a tantos outros homens negros. Além disso, seu discurso sobre a importância de união em meio a dificuldade, imposta pelo poder do estalado do Thanos, deveria prevalecer mesmo após ele.

Não é sobre a ausência de nações, mas sobre a união dos seus povos, todos em um só, não apenas diante de um alienígena, como o Titã Louco, ou um Deus descontrolado. Mas todos juntos contra qualquer desafio, a humanidade trabalhando em conjunto para o benefício de todos.

Esse é o Capitão América que Sam Wilson é, esse é o líder e super-herói que o novo mundo precisa. Não é sobre “Um mundo, Um povo“, de forma impositiva, e sim colaborativa, melhor e mais forte juntos.

Sendo transmitido para o mundo todo, o desafio aos chefões do CRG, faz até mesmo John reconhecer o quão digno é o Capitão América. E agora é hora da série esclarecer o impacto disso. O que fez com Sam indo buscar Isaiah Bradley (Carl Lumbly), para mostrar que agora a história dele e dos outros 300 homens, que foram usados nas tentativas de recriar o soro, não só são públicas, como serão contadas na exposição do Capitão América, com uma estátua em homenagem ao velho soldado.

Estátua de Isaiah na exposição do Capitão América

Os Apátridas restantes com o soro são mortos em um atentado promovido por Helmut Zemo (Daniel Brühl) e realizado por seu mordomo, visto antes no episódio 03. Notícia que chega a Zemo, mesmo preso na Balsa.

Bucky finalmente resolve contar ao senhor Yori Nakasima (Ken Takemoto) sobre ter assassinado o filho dele quando era o Soldado Invernal. O que apensar da profunda tristeza que isso causa, é capaz de também libertar ambos de parte da dor que carregavam.

O CRG mudou de ideia sobre reestabelecer fronteiras e realojar os refugiados, e ao que parecer buscará uma solução melhor para todos.

Walker também teve seu “final feliz” com Valentina Allegra de Fontaine (Julia Louis-Dreyfus) promovendo ele, a Agente Americano, com direito a um novo uniforme super fiel ao seu visual nas HQs, o que ela descreve como algo que Walker deve usar quando “As coisas ficarem esquisitas“.

Agente Americano

Antes de acabar, ainda conseguimos ver como os parceiros de Steve Rogers, se tornaram amigos (mesmo que eles não explicitem isso). E claro, o nome da série mudando para Capitão América e o Soldado Invernal.

Se você pensa que esse episódio acabaria sem uma cena pós-crédito… espera, é a Marvel, ninguém mais pensa nisso, já até esperamos e aqui vemos a Sheron sendo perdoada, reintegrada ao cargo e já trabalhando em vender informações, protótipos de armas e outros ativos, ocultamente como Marcadora do Poder.

A série Falcão e o Soldado Invernal, ou agora Capitão América e o Soldado Invernal, não irá voltar na semana que vem. Mas além de sabermos que teremos um episódio novo de “Avante” com as cenas dos bastidores da série, tivemos a notícia da confirmação do filme Capitão América 4, com Sam Wilson, mostrando mais sobre como carregará o manto do Sentinela da Liberdade.

Mas e você, o que achou deste episódio e de toda a série? O Dinastia N quer saber como você se sentiu, vendo o Sam finalmente assumir o seu posto como Capitão América. Compartilha esse texto com seus amigos, para que mais pessoas possam saber como foi o último episódio, desta série que marcou o retorno do Capitão América ao MCU.

Quer receber as principais notícias do Dinastia Nerd no seu WhatsApp? Clique aqui e entre no nosso grupo oficial. Para receber no Telegram, clique aqui

Hiago Luis

Hiago Luis

Co-fundador e redator do Dinastia Nerd, é um dos responsáveis pela administração do site. Leitor de HQs, gamer, amante de cinema, séries e documentários. Que posso dizer? Mais do que apenas ler sobre histórias, sempre quis escrever as minhas próprias. Jornalista de formação e coração, busco acima de tudo contar histórias e fazer isso aumenta meu Ki, alinha meu chakra, desperta meu sétimo sentido. CDF? Nerd? Geek? Viciado em games? Sim e com muito orgulho! E enquanto existir um leitor que precise ser informado, irei em busca da notícia, pois o Batman é o que Gotham precisar!

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.