Dinastia Literária: 04 Livros de Ficção para ler durante sua viagem para Endor

Dinastia Literária: 04 Livros de Ficção para ler durante sua viagem para Endor

Raios laser, monstros assustadores, viagens interdimensionais, seres vindos de outro lugar no Cosmos… Tantas coisas incríveis que somos capazes de imaginar, e de assim transpor para páginas e mais páginas de textos incríveis. Contar histórias é uma arte milenar, e certamente alguns de nós se destacam nos meandros da imaginação. Por isso, o Dinastia Literária dessa semana oferece uma amostra do que temos de melhor na literatura de ficção científica. Então se prepare, pois os marcianos são implacáveis, mas nós jamais nos renderemos!

A GUERRA DOS MUNDOS (H. G. WELLS)

A Guerra dos Mundos (1898)

Um marco na história das invasões alienígenas, o livro narra a invasão dos marcianos à Terra e de como isso afeta a sociedade. Nos é apresentada a confusão, o choque, o horror, a perda da esperança e a destruição de um mundo conhecido por criaturas que até então mal existiam no imaginário dos mais comuns humanos.

Deixando claro em sua escrita e aprofundamento dos personagens e história o motivo de estar entre os clássicos da ficção científica, Wells entrega algo conciso do inicio ao fim, material de tamanha solidez e importância que rapidamente se tornou referência nas mais variadas mídias. Com adaptações para o cinema (incluindo uma feita por Steven Spielberg) e para a TV em uma série, essa história segue influenciando os mais diversos trabalhos sobre alienígenas nas mais diversas áreas.

Fun fact: sabe os surtos coletivos que acontecem uma vez ou outra por causa de uma fake news ou informação mal interpretada? Com certeza você conhece, mas Guerra dos Mundos trouxe histeria coletiva muito antes da internet!

Um programa de rádio fez uma adaptação do livro e o leu em uma narrativa cheia de efeitos sonoros em uma época em que as famílias se reuniam em torno daquele objeto tão famoso para ouvir seus programas preferidos. Nesse dia, várias pessoas acabaram “caindo” nesse programa e pegaram o bonde andando, sem saberem que se tratava de uma ficção e, por soar tão verídico, o pânico se instaurou em pouco tempo. Pessoas cometeram suicídio, outras fizeram loucuras e famílias inteiras fugiram para se esconder nas montanhas. Esse fato é hoje tratado como  “o programa que mais marcou a história da mídia no século 20”.

O HOMEM QUE CAIU NA TERRA (WALTER TEVIS)

O Homem Que Caiu Na terra (1963)

Não há como não vincular essa história ao filme e a interpretação única de David Bowie que, por sua vez, nos lembra da música: “there’s a starman waiting in the sky, he’d like to come and meet us but he thinks he’d blow our minds…

Focando na história, Walter nos apresenta um livro sobre alienígena diferente. Tenso, denso, agridoce e filosófico. Não há batalhas catastróficas, mas há a sombra de uma guerra que destruiria tudo e então é levantada a discussão sobre as consequências dos atos dos seres humanos sob um planeta tão rico quanto a Terra.

Um alienígena veio de Anthea para a Terra em uma missão desesperada para salvar os poucos habitantes que ficaram em seu planeta. Para isso, precisa construir aqui uma nave que possa trazer sua espécie que ainda vive lá. Com conhecimento e inteligência muito superior aos humanos, ele logo se torna um empresário bem-sucedido e descobre a solidão, o desespero e os vícios que assolam a espécie humana.

Em 1976 um dos maiores filmes de ficção científica de todos os tempos era lançado e meus pais nem planejavam me ter. Como ator principal ele trazia o incomparável David Bowie que, parecendo encarnar a si mesmo, interpretava um alienígena que tem um objetivo claro e precisa se tornar rico vendendo a própria tecnologia aos humanos para alcançar o êxito de sua missão. Mas o filme vai mais a fundo, explorando a própria humanidade e quanto ela destrói seu próprio mundo enquanto diz protegê-lo. As camadas são abordadas de forma poética e não haveria alguém melhor para interpretar esse personagem além de Bowie.

Ele não é um filme de ficção repleto de ação, é muito mais contemplativo e filosófico, trabalhado nos detalhes e, concomitantemente ao livro, torna-se material obrigatório para os amantes do gênero.

O HOMEM DO CASTELO ALTO (PHILIP K. DICK)

O Homem do Castelo Alto (1962)

O célebre autor norte-americano de ficção Philip K. Dick, em The Man in the High Castle (título original), nos brinda com uma de suas melhores histórias distópicas, cujas possibilidades de inferência extrapolativa, em algum momento histórico, mais se aproximaram da nossa realidade.

Imagine você um mundo onde, em 1945, o Eixo venceu a Guerra! Imagine que, tal qual Berlim foi dividida pelos Aliados, nessa nova perspectiva os EUA foram divididos entre Alemanha e Japão. Imagine viver sob o jugo do fascismo, da ideologia totalitarista que controla absolutamente todos os aspectos de sua vida. Dentro dessa ideia se desenvolve a trama protagonizada por Juliana Frink, Nobosuke Tagomi, Hawthorne Abendsen, e mais uma gama de complexos personagens com as mais diversas motivações.

Os Estados Unidos da América agora são uma pálida versão de outrora. Subjugada no maior embate da história humana, a antes poderosa nação sucumbiu ao poderio do Terceiro Reich e seus aliados. A Alemanha continuou a avançar tecnologicamente e já vislumbra um poder capaz de lhe conferir o controle global, e assim esse mundo testemunha sua própria versão da Guerra Fria, aqui protagonizada pela nação nipônica e o império nazista. Nesse meio-tempo, surge um livro intitulado The Grasshopper Lies Heavy, que narra uma realidade “ficcional” onde os Aliados venceram, o mundo é livre e as pessoas tem uma vida fundamentada na democracia. Juliana, jovem professora de artes marciais, ao se deparar com esses escritos, parte em uma jornada para se tornar peça fundamental na mudança do statos quo, ansiando pelo gosto da liberdade que aquelas páginas lhe deram em amostra.

Sucesso absoluto de crítica e público, e considerado por muitos o melhor livro de Dick, O Homem no Castelo Alto é um marco da literatura de ficção, e mesmo não sendo o primeiro do gênero definitivamente ajudou a nortear o que viria depois. Em 2015 estreou pelo serviço de streaming Amazon Prime Video uma série de mesmo nome, adaptada com algumas pequenas mudanças, tendo seu episódio piloto atingido enorme sucesso de público e crítica, o que rendeu ao show 4 temporadas e diversos prêmios em várias categorias de programas para a televisão. A grandiosidade de O Homem no Casto Alto é fato inegável, e a obrigatoriedade de sua leitura pra os amantes da ficção é mais que justificada.

JURASSIC PARK (MICHAEL CRICHTON)

Jurassic Park (1990)

É praticamente impossível ser parte da raça humana, com acesso a qualquer tipo de mídia, e jamais ter ouvido falar do filme Jurassic Park, e de sua extensa franquia que se expandiu continuamente em diferentes formatos ao longo dos últimos 27 anos!!

Contudo, antes do clássico inquestionável oferecido por Steven Spielberg existe o livro, fruto da mente absurdamente criativa de Michael Crichton, autor, roteirista, diretor e produtor de cinema e televisão.

A estudante Ellie Sattler, o matemático Ian Malcom, o palentólogo Allan Grant e os pequenos Tim e Lex estão prestes a conhecer o Parque dos Dinossauros. O maior parque de diversões do mundo, localizado em uma ilha paradisíaca do Caribe, produto do trabalho e investimento de John Hammond, um milionário visionário, e avô das crianças. Lá todas as pessoas terão a oportunidade de presenciar o maior feito da Ciência: dinossauros vivos!

Entretanto, o que parecia ser um tranquilo passeio de apresentação se torna um pesadelo inimaginável. Uma falha técnica dos sistemas de segurança causada por sabotagem faz com que os animais sejam libertados por toda a área da ilha. Sem cercas ou limites, eles agora andam livremente, movidos pelo instinto e tentando entender como funciona esse novo mundo onde habitam. Os convidados então se veem correndo por suas vidas. Toda a tensão e angústia são catalisadores do medo de algo que, até então, apenas permeava nosso imaginário. Nessa aventura, algumas coisas não são o que parecem, e as pessoas talvez sejam mais monstruosas que os répteis que uma vez governaram o planeta.

Jurassic Park em vários momentos tem um ritmo de thriller, que prende o leitor e o joga dentro de toda a agonia e terror de enfrentar máquinas de matar com milhões de anos. Em vários pontos o livro diverge dos filmes, e por isso para os fãs da película é uma leitura obrigatória, quase que complementar. Já para àqueles que não estão tão familiarizados com os filmes, é uma ótima ferramenta de entretenimento, com um texto dinâmico e que prende do começo ao fim. Crichton tem uma maneira única e vibrante de narrar histórias, construir cenários e trasportar o leitor através das linhas, e isso torna este livro um claro exemplar de qualidade ímpar.

“Era humano, mas não exatamente um homem. Também como os homens, era suscetível ao amor, medo, a dores intensas e à autopiedade.” Mas diz aí, gostou dessas indicações? Tem a sua própria lista de indicações? O “Dinastia Literária”, estará de volta na próxima semana com mais conteúdo sobre livros e esse multiverso fascinante. Nos siga também em nossas redes sociais para mais conteúdo sobre livros, séries, filmes e tudo que envolve o universo Nerd/Geek.

PorAntônio Gomes Augusto “Clark” Miranda

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Redação do Dinastia N

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