Crítica: Love Death + Robots – Vol 2; Robôs não “morrem”, mas será que amam?

Crítica: Love Death + Robots – Vol 2; Robôs não “morrem”, mas será que amam?
Love Death + Robots Volume 2 / Divulgação Netflix

No dia 14 de maio estreou o Volume 2 de Love Death + Robots, a excepcional série antológica de curtas de animação da Netflix, e nós do Dinastia N, que já assistimos os novos episódios, vamos contar o que achamos dessa nova leva de histórias.

O primeiro ponto a ser analisado é a quantidade de episódios disponibilizados nessa nova temporada. Se na primeira fomos agraciados com 18 episódios de grande variedade estilística visual e propostas narrativas, no Vol. 2 a Netflix disponibilizou apenas oito episódios. Quase 30 meses se passaram entre os lançamentos das temporadas, e é certo dizer que tempo não faltou para uma maior quantidade de curtas serem produzidos, o que nos dá uma sensação de que faltou apenas a vontade de produzir.

Narrativa excessivamente linear é o “calcanhar de Aquiles” da segunda temporada

Não que o apelo visual não esteja mais lá, ainda há o deslumbre com a qualidade gráfica, mas talvez falte a magia da dita “experiência Netflix”, que o primeiro volume nos entregou. A tecnologia por trás dos filmes de animação avança com enorme velocidade, e é sim possível notar um aumento de qualidade entre as temporadas, principalmente nos episódios onde uma CGI foto-realista é empregada. Mas talvez apenas isso não sirva para arrancar aplausos de boa parte do público, acostumado com o alto padrão crítico mostrado nas narrativas envolventes do Volume 1.

A nova temporada tem uma linearidade narrativa que não cai bem com a proposta de contos antológicos, e isso por vezes compromete a experiência de vivenciar histórias absurdas, seus intrigantes conceitos e moral aplicada. Em alguns dos episódios, até mesmo existe uma sensação de “já acabou?!”, que te deixa meio sem entender exatamente a moral por trás da história, quase como se ela não a tivesse, como nos acostumamos a ver em animações anteriores, como “Os Três Robôs”.

Mesmo assim, ainda há em alguns um entendimento crítico como em “Pela Casa”, onde a narrativa objetiva desconstruir a imagem, mundialmente difundida, do icônico herói natalino, mesmo que de forma lúdica e pouco aprofundada. Porém, em episódios como “Esquadrão de Extermínio“, em que se levanta o questionamento de até onde vale o avanço científico, em detrimento a se sentir humano, e “O Gigante Afogado“, e sua discussão introspectiva sobre a tênue linha entre o extraordinário e o efêmero, quase nos levam de volta para o brilhantismo filosófico da primeira temporada.

“Esquadrão de Extermínio” é um dos poucos episódios de destaque do Volume 2 / Divulgação Netflix

Assim, a continuação da antologia de curtas de animação, ainda vale bastante a pena ser assistida, porém com o desapego a ideia nostálgica de que está no mesmo nível de sua primeira versão. Ao que parece o Volume 2 sofre sem conseguir acompanhar o anterior, não pela qualidade técnica, menos ainda pela quantidade, mas pelo conteúdo da narrativa em si. Mas e você, o que achou do Volume 2 de Love Death + Robots? Conta para a gente! Aqui no Dinastia N, estamos sempre atentos a tudo do que acontece no universo nerd/geek.

Por: Hiago Luis e Augusto “Clark” Miranda

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Redação do Dinastia N

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