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Descoberta de vida inteligente fora da Terra “não significa que haja outro Jesus”, diz diretor do Vaticano

Vaticano
Sede da igreja católica romana, a basílica de São Pedro (Foto Paulo Pinto/Fotos Publicas)

Na semana passada, os cientistas da  NASA  descobriram o Kepler-452b, um planeta “gêmeo” da Terra, que gira em torno da mesma distância de uma estrela parecida com o Sol, e poderia conter água líquida e abrigar vida. O problema é que o Kepler-452b está localizado a cerca de 1.400 anos-luz de nós, tornando impossível chegar lá com a tecnologia atual.

A notícia provocou muitos comentários, tanto em círculos científicos como na sociedade. Até mesmo o diretor do Observatório do Vaticano, José Gabriel Funes, admitiu em uma entrevista à agência AFP que o planeta “poderia abrigar vida e talvez alguma forma de vida inteligente”.

No entanto, Funes, 52 anos, que tem uma licenciatura em teologia e doutorado em astronomia, disse que, embora Deus possa ter criado ‘aliens’ e planetas semelhantes, não pode haver “um outro Jesus”. “A descoberta de vida inteligente não significa que há um outro Jesus. A encarnação do Filho de Deus é um evento único na história da humanidade e do universo”, disse ele.

Por outro lado, Funes insistiu que “não há contradição entre a vida extraterrestre e a fé cristã”, já que “a busca de outras formas de vida no universo ajuda a entender a nós mesmos, a compreender nosso potencial, mas também os nossos limites”.

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