Deputado solicita retirada de presos dos grupos prioritários de vacinação

Deputado solicita retirada de presos dos grupos prioritários de vacinação

Deputado solicita retirada de presos dos grupos prioritários de vacinação

De acordo com Subtenente Eliabe, a prioridade da imunização de presos não se justifica (Foto: Eduardo Maia/ ALRN)

Romário Nicácio junho 10, 2021 Coronavírus

Nesta quinta-feira (10), o deputado estadual do Rio Grande do Norte Subtenente Eliabe solicitou, através de requerimento, a retirada da população carcerária dos grupos prioritários de imunização contra a Covid-19. O pedido foi apresentado ao Ministério da Saúde que, através do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação (PNO), fixou a vacinação da população privada de liberdade como prioritária.

De acordo com o deputado, a prioridade da imunização de presos não se justifica. “É importante destacar que a vacinação de um presidiário significa uma vacina a menos para grupos que estão mais vulneráveis ao vírus ou que prestam serviços essenciais, como profissionais de saúde e segurança. Imunizar os presos antes é uma inversão total de valores”, afirma o parlamentar. Desta forma, este grupo passaria a ser vacinado em conjunto com a população que não se enquadra nas outras prioridades fixadas pelo PNO.

A solicitação do deputado também foi encaminhada à gestão estadual, para que seja feita a gestão das prioridades. De acordo com informações do portal RN Mais Vacina, plataforma do Governo do Estado, a imunização dos presos já começou no Rio Grande do Norte.

Vacinação de detentos

Apesar da medida ser bastante criticada por grande parte da sociedade, especialistas em saúde pública ressaltam que o alto risco de exposição nas prisões impactam não apenas sobre detentos e funcionários, mas também na população das cidades onde estão localizadas. “Prisões são incubadoras de doenças, incluindo a covid-19”, disse à BBC News Brasil o especialista em bioética Arthur Caplan, professor da Escola de Medicina da Universidade de Nova York.

“Você não vai querer ter em sua região um lugar que está espalhando a doença. Guardas, pessoal de limpeza, fornecedores de comida, visitantes, muita gente entra e sai das prisões. É preciso controlar (a propagação da doença nas prisões).”

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