Defesa de Lula diz que vai entregar recibos originais de apartamento à Justiça

Diante da afirmação do Ministério Público Federal, que os recibos apresentados pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, referente a pagamentos de aluguel, eram falsos, advogados de Lula declarou nesta quarta-feira (11) que vai entregar à Justiça os originais dos documentos.

O imóvel que é localizado em São Bernardo do Campo, cidade de São Paulo, remete a uma cobertura vizinha à de Lula. O empresário Glauco da Costa Marques se apresenta como o dono do imóvel. No entanto, segundo a força-tarefa, o empresário foi usado como “laranja” e o apartamento foi comprado pela empreiteira Odebrecht, como pagamento de propina, para benefício do ex-presidente.

Em documento, os advogados de Lula solicitaram que o juiz Sérgio Moro, que é responsável pelos inquéritos subsequente da Operação Lava Jato na primeira instância, marque uma “audiência formal” para que elas possam entrega os documentos com a presença de perito.

“Pedimos ao juiz Moro, por cautela e, se possível, que seja designada audiência formal para entrega desses documentos com a presença de perito ou de serventuário habilitado que possa constatar o estado do material nesse momento (ausência de rasuras, etc)”, diz trecho da petição apresentada pelo advogado Cristiano Teixeira Martins à 13ª Vara Federal na capital paranaense.

Na época, foram apresentados 26 recibos à Justiça Federal. Agora, totalizam 31 comprovantes que foram encontrados no escritório de Lula. Em defesa da acusação, o advogado do ex-presidente ainda afirmou que, na época, o apartamento não era alvo das investigações.

“Na busca e apreensão realizada em 04/03/2016 no apartamento de Lula e de dona Marisa por determinação do juiz Sérgio Moro havia determinação específica para apreensão de eventuais documentos relativos ao ‘tríplex do Guarujá’ e não em relação ao apartamento vizinho ao do ex-presidente. Logo, o fato de a Polícia Federal não haver feito a apreensão do contrato de locação e dos recibos apresentados pela defesa no dia 25/09 decorre do fato de o imóvel não ser objeto de investigação naquela oportunidade, o que somente veio a ocorrer em 15/03/2017”, ponderou a defesa de Lula.

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