Covid-19: vacinação no restante do Brasil começa ainda hoje, diz Pazuello

Covid-19: vacinação no restante do Brasil começa ainda hoje, diz Pazuello

Com direito a aglomeração, uma cerimônia com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e governadores marcou nesta segunda-feira (18) o início da distribuição da vacina Coronavac para todos os estados brasileiros.

O imunizante do laboratório chinês Sinovac foi trazido ao país graças a uma parceria com o Instituto Butantan, de São Paulo, e recebeu aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) neste domingo (17).

A cerimônia ocorreu em um galpão em Guarulhos, na região metropolitana da capital paulista, após Pazuello ter dito que não faria um “ato simbólico” ou uma “jogada de marketing”.

Cerca de 10 minutos depois da aprovação da Coronavac pela Anvisa, o governo de São Paulo deu a largada na vacinação no Hospital das Clínicas da capital paulista, começando com a enfermeira Mônica Calazans, de 54 anos.

Mais de 100 pessoas foram vacinadas no domingo, e a gestão de João Doria inicia nesta segunda-feira a distribuição de doses, seringas e agulhas por seis hospitais-escola da capital e de Ribeirão Preto, Campinas, Botucatu, Marília e São José do Rio Preto.

No domingo, Pazuello havia dito que o programa nacional de imunização contra a Covid-19 começaria na quarta-feira (20), mas agora ele afirmou que os estados podem iniciar a vacinação ainda hoje.

“Acho que a gente pode começar [a vacinação] hoje ao final do expediente”, disse o ministro. Ele disse que a previsão é que a distribuição das doses da vacina com uso de aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) ocorra até as 14 horas de hoje, e que as primeiras aplicações sejam feitas até as 17 horas.

Durante a cerimônia, a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), cobrou autorização para usar todo o lote imediatamente, mas Pazuello rechaçou.

“Não podemos fazer isso, essa vacina precisa ser trabalhada dessa forma”, declarou o ministro, justificando que o tempo entre as duas doses da Coronavac é curto (de 14 a 28 dias), o que obriga os governadores a reservarem parte do lote para a segunda aplicação.

O Butantan disponibilizou 4,6 milhões de doses para o Ministério da Saúde, enquanto outras quase 1,4 milhão ficam em São Paulo. O instituto ainda apresentará outro pedido à Anvisa para autorização de uso emergencial de 4,8 milhões de doses envasadas em São Paulo a partir do princípio ativo enviado pela Sinovac.

Essas unidades já estão prontas, mas a agência pediu para o Butantan fazer uma solicitação separada em relação às doses envasadas e entregues pela empresa chinesa. A expectativa do instituto é de uma decisão ainda nesta semana.

Com informações da ANSA*

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