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Considerado “nanico”, João Amoêdo ultrapassa candidatos tradicionais

João Amoêdo Foto: Rovena Rosa/Agencia Brasil

Candidato à presidência da República pelo partido Novo nas eleições de 2018, João Amoêdo surpreendeu e obteve mais votos que alguns políticos considerados tradicionais no cenário eleitoral brasileiro. Com 99% das urnas apuradas, Amoêdo ficou em 5º lugar com 2,50 % ( 2.679.596 milhões de votos) à frente de Cabo Daciolo (Patriotas) 1,26 %, Henrique Meirelles (MDB) 1,20 %, Marina Silva (Rede) 1 % e Álvaro Dias (Podemos) 0,80 %.

Acima do candidato do Novo, em 4º lugar, ficou Geraldo Alckmin (PSDB) com 4,76 % dos votos e Ciro Gomes (PDT) com 12,47 % dos votos. Jair Bolsonaro (PSL) 46,03 % e Fernando Haddad (PT) com 29,28 % irão disputar o segundo turno das eleições, marcado para o dia 28 de outubro.

O resultado foi comemorado por Amoêdo e por membros do partido nas redes sociais. Ele lembrou não ter feito coligação por tempo de televisão e não ter usado dinheiro público para fazer campanha.

Considerado uma vitória para o partido, Romeu Zema (Novo) conseguiu ir para o segundo turno com Antônio Anastasia (PSDB) em Minas Gerais para o cargo de Governador.

Filho de um médico do Pará e de uma administradora do Rio Grande do Norte, João Amoêdo é formado em engenharia civil pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e em administração de empresas pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-RJ). Começou sua carreira como trainee no Citibank, foi diretor executivo do Banco BBA Creditanstalt, presidente da Finaústria CFI, vice-presidente e membro do conselho de administração do Unibanco, membro do conselho de administração do Banco Itaú BBA e membro do conselho de administração da empresa João Fortes Engenharia.

Em 2011, alegando indignação com a alta carga tributária e com os péssimos serviços recebidos do Estado, fundou o Novo junto com um grupo de 181 cidadãos comuns, de 35 profissões diferentes, sem experiência na política. Em junho de 2017 João deixou a presidência do partido para apresentar sua candidatura à Presidência do Brasil.

Para se candidatar pela legenda, que não faz uso do fundo partidário ou eleitoral, o candidato precisa ser ficha limpa e participar de um processo seletivo. Atualmente o Novo é mantido por seus mais de 25 mil filiados e apoiadores.

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