Negócios

Comportamento do mercado financeiro antes das Eleições de 2018

No início do período eleitoral, muito se falou sobre a excessiva dispersão dos votos, que seria a marca das eleições presidenciais de 2018. Mas o cenário mudou e a disputa está, novamente, polarizada entre direita e esquerda.

Nos últimos dias, Bolsonaro se consolidou na liderança e superou a casa dos 30% em intenções de voto. Fernando Haddad permanece em segundo, com chances reais de concorrer com o primeiro colocado no segundo turno.

Ao longo do período eleitoral, o mercado deu sinais importantes. Logo no início, quando Alckmin oficializou o acordo com o “centrão”, o IBOV ganhou força e o dólar caiu. O CEO da WM Manhattan, Pedro Henrique Rabelo, explica que “esse tipo de movimento, normalmente ocorre quando há menor percepção de risco em torno de um evento específico”.

Pedro Henrique aponta que à medida que Alckmin se mostrou estagnado nas pesquisas, passou-se a creditar a Jair Bolsonaro uma preferência sob a ótica do mercado financeiro, principalmente após o atentado contra o presidenciável, que subiu a bolsa com força e abaixou expressivamente o dólar.

ibovespa bolsa de valores B3

Foto: Geralt / Pixabay

“Não é pelo candidato Bolosonaro, mas pelo respaldo dado pelo economista Paulo Guedes (ministro da Fazenda caso o candidato do PSL ganhe as eleições), que traçou propostas mais liberais e com enfoque nas reformas estruturais que o país precisa”, explica Rabelo.

O especialista em mercado financeiro também avisa que, apesar do cenário de incertezas para o segundo turno, as negociações e a bolsa de valores se comportaram de formas positivas no mês que antecede as eleições. O IBOV (Índice da Bolsa de Valores) fechou setembro com alta de 3,5%, puxado pelas ações da Vale que subiram 11,56% e Petrobrás, com alta de 9,74%. O dólar fechou o mês em queda de 0,84%.

Independentemente de quem assumir a presidência, a economia segue ritmo lento, mesmo com a taxa de juros na mínima histórica. No relatório trimestral de inflação, o Banco Central reduziu suas projeções de crescimento de 2018 para 1,4% e divulgou projeção de crescimento de 2,4% para 2019. Pedro Henrique Rabelo explica que para que essa projeção se configure, é preciso controlar o fiscal, sob pena de retomada da inflação.

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