Com população idosa crescendo na Bahia, pagamento de aposentadoria poderá ficar inviável, diz especialista

Com população idosa crescendo na Bahia, pagamento de aposentadoria poderá ficar inviável, diz especialista

Com população idosa crescendo na Bahia, pagamento de aposentadoria poderá ficar inviável, diz especialista

Aline Rodrigues dezembro 1, 2017 BA

Segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população idosa da Bahia aumentou em 40%, entre os anos de 2001 e 2015. Nesse tempo, a quantidade de idosos, a partir de 60 anos, quase duplicou. De 1.218 milhão passou para 2.032 milhões, o que afeta diretamente nas regras para a aposentadoria.

Essa explicação, feita pelo pesquisador do Centro de Crescimento Econômico do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Fernando de Holanda Barbosa Filho, é observada em relação à diminuição na taxa de natalidade. Se daqui a alguns anos, houver mais idosos aposentados do que pessoas mais novas no mercado de trabalho, o pagamento da aposentadoria para os mais velhos poderá ficar quase que impossível.

“A proporção entre os benefícios de aposentadoria e o percentual da população idosa torna o sistema insustentável. Então, a introdução de uma idade mínima é fundamental”, afirmou Barbosa Filho.

De acordo com a nova medida aplicada pelo governo federal, as mulheres terão seu beneficio de aposentadoria concedida a partir dos 62 anos e homens com 65. Agricultores rurais estão fora da proposta, que permanece as idades mínimas para as aposentadorias rurais de 55 anos para mulheres e 60 para os homens.

Além disso, outro fator que preocupa a questão da aposentadoria é o déficit na Previdência da Bahia. Segundo o coordenador de Previdência do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), Rogério Nagamine, em 2015 o prejuízo era de 6,5% e 13% da Receita Corrente Líquida, que é a acúmulo das despesas tributárias de um governo.

Para ele, áreas relevantes poderão deixar de receber investimentos do governo, caso esses números continuem. “Os problemas relacionados às despesas e oferecem risco de atraso de pagamento, como também acaba diminuindo o passo para outros gastos sociais, como na em infraestrutura”, alerta.

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