Economia

Ceia farta e mais barata no natal, é o que aponta pesquisa da FGV

Segundo uma pesquisa realizada pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e divulgada nesta terça-feira (19), pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV, brasileiros não estão dispostos a pagar muito caro na ceia de natal, porém, sem dúvidas, as mesa das famílias não estarão vazias. É que os brasileiros vão investir em comidas mais baratas, cerca de 7,68% mais em conta do que em 2016. Ainda estará bem abaixo da inflação média, que foi registrada pelo Índice de Preços ao Consumidor-10 da FGV de janeiro a dezembro deste ano (3,24%).

Conforme disse o economista do Ibre e coordenador do IPC da FGV, André Braz, os valores dos alimentos tiveram uma baixa esse ano devido a boa colheita. “Com a oferta garantida, o preço não sobe muito. Então, devolveu parte daqueles aumentos acumulados em 2016, onde a mesma cesta subiu mais de 10%. Este ano, foi a vez da devolução e boa parte dela veio nesse resultado, com essa queda de mais de 7%”.

De acordo com os dados apurados da FGV, alguns dos alimentos que apresentaram queda em 2017, estão a farinha de trigo (-12,83%); bacalhau (-12,31%); arroz (-11,25%); batata-inglesa (-9,32%). Já, os maiores aumentos estão registrados no lombo suíno (+6,58%), cebola (+5,60%) e vinho (+5,11%).

Para aqueles que estão de olho apenas e/ou também nos presentes de natal, o economista adverte que não é tão bom ir com tanta sede ao pote. Mesmo alguns artigos terem apresentados baixa nos valores, como eletroeletrônicos e eletrodomésticos, como aparelho celular, forno elétrico e de micro-ondas preços (6,57% e 4,16%, respectivamente), é melhor ir com calma. “O momento não é muito convidativo e a gente ainda tem um período longo de recuperação, que deve durar em torno de um ano e meio a dois anos”, ponderou.

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