Caso Micaela: vigilantes são indiciados pela morte de cabeleireira em Nova Parnamirim

Por este motivo, ambos irão responder por homicídio doloso

Durante coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira (4), a Polícia Civil do Rio Grande do Norte concluiu o inquérito sobre o caso Micaela e prestou esclarecimento das investigações. Em julho deste ano, a cabeleireira de 26 anos faleceu logo após ser atingida com disparos de arma de fogo em um shopping de Nova Parnamirim.

Na época, ela havia sido feita de refém por Wallyson Filho de Melo Costa – um dos integrantes da quadrilha que estava roubando um carro-forte, quando foram surpreendidos pelos vigilantes e alvejados com vários disparos.

A polícia explicou que os tiros que atingiram Micaela partiram das armas dos dois vigilantes. Por este motivo, ambos irão responder por homicídio doloso (quando há a intenção de matar). Os dois aguardam decisão da Justiça em liberdade. No confronto, o assaltante que fez a jovem de refém, também morreu.

As investigações que tiveram como suporte imagens de câmera de segurança e análise balística dos projéteis encontrados nos corpos das vítimas culminou com a confissão de dois homens que realizavam a vigilância no dia. Eles informaram em interrogatório que efetuaram disparos, dentro de um carro, contra o Wallyson Filho que havia feito Micaela Ferreira como refém e a mantinha como escudo.

Os projéteis encontrados nos corpos das vítimas foram de mesmo calibre pertencentes às armas dos vigilantes, uma espingarda calibre 12 e um revólver calibre 38.

Quem era Micaela

Mica, como gostava de ser chamada, era dona de um salão de beleza instalado no Shopping Ayrton Senna. Ela havia sido assaltada 20 dias antes de ser morta. Com medo da violência, ela decidiu mudar o negócio de lugar, que estava funcionando no shopping fazia apenas dois dias. Após o assalto, ela comentou em uma rede social: ‘Natal está entregue aos bandidos’.

Investigações

O delegado Fábio Fernandes, que a época respondia pela 2ª Delegacia de Polícia Civil de Nova Parnamirim, ficou a frente das investigações em conjunto com a Deicor e contou também com o apoio do Núcleo de Inteligência da Polícia Civil.

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