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Campanha Maio Amarelo chama atenção para insegurança no trânsito

Quando paramos para analisar as estatísticas sobre os acidentes de trânsito no Brasil e no mundo, encontramos resultados bastante preocupantes.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os acidentes no trânsito são a principal causa da morte de jovens entre 15 e 29 anos. Além disso, ainda de acordo com as pesquisas da OMS, acidentes de trânsito matam aproximadamente 1,25 milhão de pessoas anualmente, em todo o mundo.

Por tudo isso, é preciso pensar em formas de chamar a atenção da sociedade e do poder público a fim de diminuir os índices de acidentes no trânsito. Uma dessas ações é o Maio Amarelo, um movimento que coloca em pauta o tema segurança rodoviária, alertando as pessoas de que é preciso pensar, com urgência, em caminhos para um trânsito mais seguro.

Maio Amarelo: o que é?

Há sete anos, no dia 11 de maio de 2011, a Organização das Nações Unidas, frente aos números preocupantes referentes ao trânsito mundial, decretou a chamada “Década de Ação para Segurança no Trânsito”. Foi assim que o mês de maio passou a ser uma referência para discutir ações de trânsito, tanto no Brasil como no resto do mundo, dando origem ao “Maio Amarelo”. O “Amarelo” é uma referência ao amarelo do semáforo, que quer dizer “atenção”.

Esse já é o sexto ano em que o movimento acontece. No Brasil, foi lançado oficialmente no último dia 2, em Brasília. Nessa ocasião, o Ministro das Cidades, Alexandre Baldy, disse que a principal intenção do Maio Amarelo é conseguir articular todos os órgãos de trânsito do Brasil, a ressaltar os DETRANS de cada estado, os Denatrans, a Polícia Rodoviária Federal e a Agência Nacional de Transporte Terrestre, para que trabalhem juntos em campanhas de conscientização e fiscalização.

O Brasil ainda tem um longo caminho a percorrer para um trânsito mais seguro. Segundo a OMS, o país ocupa o quarto lugar no ranking de países com mais mortes no trânsito no continente americano. De acordo com o DataSus, 34,7 mil pessoas morreram vítimas de acidentes no trânsito no ano passado.

Quais são as principais causas dos acidentes de trânsito no Brasil?

Uma das formas de aumentar a segurança no trânsito é dirigir de maneira mais consciente. Com cada um fazendo a sua parte, os números podem, sim, melhorar – e muito.

Isso acontece porque a maioria dos acidentes de trânsito no Brasil acontece devido a imprudências dos condutores, ou seja, são condutas e infrações que, com mais conscientização e responsabilidade, poderiam ser evitadas.

A Polícia Rodoviária Federal elencou as principais causas de acidentes no trânsito aqui no Brasil. São elas:

– dirigir em excesso de velocidade;

– fazer ultrapassagens em locais proibidos;

– dirigir sob efeito de álcool ou outras substâncias psicoativas;

– dirigir sem o uso dos dispositivos de segurança, com destaque para o cinto de segurança;

– usar o celular ao volante (ou seja, dirigir com uma única mão no volante).

Todas essas condutas são consideradas infrações pelo Código de Trânsito Brasileiro e, como tais, podem gerar penalidades, como multas, pontos nas carteiras e outras medidas administrativas.

O Brasil vem desenvolvendo mudanças a fim de melhorar o índice de segurança no trânsito. De tempos em tempos, o Código de Trânsito Brasileiro passa por modificações que têm como principal objetivo reduzir o número de acidentes em vias públicas. A implantação dos fatores multiplicadores e a Lei Seca são duas dessas ações, já que dizem respeito a condutas que, hoje, aparecem como as principais causas de mortes no trânsito.

Fatores Multiplicadores

Os fatores multiplicadores entraram em vigor no ano de 2014. Desde então, para algumas infrações gravíssimas, passou-se a aplicar um multiplicador. Quando a infração tem um fator multiplicador, o valor da multa é multiplicado por esse fator. Por exemplo: segundo o Artigo 173 do CTB, o fator multiplicador para uma infração de participar de “rachas” é dez vezes o valor da multa gravíssima. Dessa forma, a multa, para quem cometer a infração, será de R$ 2.934,70 (o valor da multa multiplicado por 10).

Lei Seca

Com a Lei Seca, o Brasil estabeleceu normas mais rígidas em relação ao consumo de álcool e direção. A partir dessa lei, passou a ser infração de trânsito dirigir com qualquer quantidade de álcool no organismo, como diz o Artigo 165 do CTB:

Art. 165 – Dirigir sob a influência de álcool ou de qualquer outra substância psicoativa que determine dependência:

Infração – gravíssima;

Penalidade – multa (dez vezes) e suspensão do direito de dirigir por 12 (doze) meses”.

 

Direção Defensiva

Como vimos, as principais causas de acidentes no trânsito ainda são as imprudências de condutores. O Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN) criou um manual sobre Direção Defensiva, elencando cuidados e condutas que contribuem para um trânsito mais seguro.

Todas essas condutas fazem parte de uma forma mais responsável de dirigir, com a intenção de prevenir acidentes. Entre as principais ações que fazem parte dessa forma responsável de trafegar, podemos citar:

  1. verificar constantemente as condições do veículo;
  2. não dirigir sob efeito de álcool ou outras substâncias psicoativas;
  3. dirigir dentro da velocidade permitida;
  4. respeitar os faróis e a sinalização;
  5. diminuir a velocidade em curvas, em dias chuvosos e/ou com neblina.

Faça a sua parte nesse Maio Amarelo e dirija com mais responsabilidade!

Precisa de ajuda? Entre em contato com a nossa equipe de especialistas por meio do nosso e-mail ou telefone!

Nosso e-mail: doutormultas@doutormultas.com.br

Nosso telefone: 0800 6021 543

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