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Caixa inicia renegociação de dívidas do crédito imobiliário

A Caixa Econômica Federal anunciou novas medidas para ajudar quem está atrasado com as prestações do financiamento imobiliário. O banco tem hoje 589 mil contratos com prestações em atraso, ou 11% da carteira de 5,2 milhões de contratos ativos. Os pagamentos em atraso somam R$ 10,1 bilhões.

A fim de reduzir esses números, a Caixa poderá perdoar multas e juros de mora das parcelas em atraso, caso haja um primeiro pagamento – ou seja, uma espécie de “entrada” – equivalente à uma parte do montante devido, incorporando o restante da dívida nas parcelas originais do contrato.

Também será possível usar o saldo do FGTS para reduzir o valor das prestações. Os clientes ainda conseguirão alterar a data de vencimento dos pagamentos e, em casos excepcionais, ter direito a um acordo personalizado, indo direto à agência da Caixa. Segundo o banco, cerca de 600 mil famílias, ou 2,3 milhões de pessoas, devem ser beneficiadas.

Para Daniele Akamine, advogada do setor imobiliário, essa mudança é positiva para ambas as partes. “Do lado do comprador, ganham as pessoas que vêm enfrentando dificuldades financeiras nos últimos anos e terão a chance de se organizar financeiramente para não perder o imóvel”, explica. “A decisão também é benéfica para a Caixa, pois evita que a instituição acumule mais imóveis retidos por inadimplência no pagamento”, acrescenta a especialista.

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Outra novidade anunciada é a redução de até 1,25 pontos percentuais nas taxas de juros para operações pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). O Sistema Financeiro de Habitação (SFH) e o Sistema Financeiro Imobiliário (SFI) também tiveram mudanças e passam a ter a mesma taxa mínima de 8,5% a.a. e máxima de 9,75% a.a.

Pedro Guimarães, presidente da Caixa, diz que essa redução amplia a oferta de crédito imobiliário em condições competitivas de mercado. “Isso demonstra nosso compromisso com as melhores condições de financiamento para as pessoas e colabora para a retomada de investimentos no setor, com a criação de empregos, mais renda e aquecimento da economia”, completa o presidente.

As novas taxas começam a valer na próxima segunda-feira (10).

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