Economia

Brasil tem risco político médio para investidores em 2017, afirma consultoria

A consultoria internacional Control Risks classificou o Brasil como um mercado que apresenta nível médio de risco político. A conclusão consta do RiskMap 2017, relatório preparado anualmente e que acaba de ser divulgado pela consultoria, para servir de referência para investidores interessados em fazer negócios no Brasil ou que já atuam no País. A classificação brasileira é parte de uma escala de cinco níveis, que varia desde o risco insignificante até o risco extremo.

O relatório é divulgado após meses de forte agravamento da crise política, com o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e a persistência dos desdobramentos da Operação Lava Jato impactando também o governo Michel Temer. Em comparação a outros mercados, por exemplo, o Brasil possui status semelhante ao de países vizinhos como Argentina, Paraguai, Colômbia e Peru. E está melhor classificado que Venezuela, Bolívia e Equador que possuem risco político alto, segundo o relatório. O Brasil fica atrás de vizinhos como Uruguai e Chile, que possuem risco político baixo.

“É fato que o Brasil está vivendo uma crise sem precedentes, mas há também uma percepção de que as instituições estão funcionando”, explica Thomaz Favaro, diretor associado da Control Risks para Brasil e Cone Sul. “O cenário que estamos vivendo obviamente demanda atenção por parte dos investidores, até porque os desdobramentos da crise e das investigações da Operação Lava Jato persistem. Mas existe também um sentimento claro de que os negócios têm de seguir em frente.”

O RiskMap 2017 também mede o risco de segurança de mercados em todo o mundo. Nesse caso, o Brasil possui duas classificações diferentes, dependendo da região. Em algumas áreas do Norte e Nordeste do país, o risco de segurança é tido como alto. Mas na maior parte do território nacional, a classificação indicada pela consultoria é de risco médio.

Mundialmente, a Control Risks projeta um ano de profunda incerteza para empresas em 2017. O relatório aponta para um cenário desafiador no que se refere à globalização e ao livre comércio. Entre os fatores que mais contribuíram para desenhar esse cenário estão a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos e a vitória do Brexit no Reino Unido.

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