Bitcoin pode ser “arma financeira chinesa contra os EUA”, diz cofundador do PayPal

Bitcoin pode ser “arma financeira chinesa contra os EUA”, diz cofundador do PayPal

Bitcoin pode ser “arma financeira chinesa contra os EUA”, diz cofundador do PayPal

Romário Nicácio abril 8, 2021 Destaques

Em um evento virtual organizado pela Fundação Richard Nixon na última quarta-feira (7), o bilionário americano e cofundador do PayPal, Peter Thiel, disse que o governo chinês pode estar apoiando a criptomoeda bitcoin para minar a política externa monetária dos EUA, enfraquecendo o dólar.

Com essa situação, o magnata sugere que Washington introduza regulamentações mais rígidas sobre criptomoedas. Thiel, por sua vez, é um grande investidor tanto em empreendimentos baseados em moedas virtuais quanto nas próprias moedas eletrônicas. “Do ponto de vista da China, eles não gostam que os EUA tenham essa moeda de reserva, pois ela oferece uma grande alavanca de pressão nas cadeias de abastecimento de petróleo e todo esse tipo de coisa”, disse ele.

“Mesmo sendo um pró-criptomoeda e pró-bitcoin, eu me pergunto se, neste ponto, o bitcoin também deveria ser pensado como parte de uma arma financeira chinesa contra os EUA, onde ameaça o dinheiro fiduciário, mas especialmente ameaça o dólar americano”.

Além disso, Thiel disse que nos últimos anos a China tentou denominar o comércio de petróleo bruto em euros, em um esforço para minar a posição global do dólar. “Acho que o euro pode ser visto como parte de uma arma chinesa contra o dólar. Na última década, não funcionou realmente assim, mas a China gostaria de ver duas moedas de reserva, como o euro”, disse ele.

Por fim, o empresário conjeturou que o gigante asiático não quer realmente que sua moeda, o yuan, se transforme em moeda de reserva global, já que nesse caso o governo chinês seria obrigado a “abrir suas contas de capital”, entre outras medidas que “realmente não quer realizar”. “A China quer fazer coisas para enfraquecer [o dólar]. A [aposta] de longo prazo da China é o bitcoin e talvez, de uma perspectiva geopolítica, os EUA devam fazer algumas perguntas mais difíceis sobre como exatamente isso funciona.”

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