RN

Devido crise econômica e seca, carnaval de Macau/RN é cancelado

Considerado o maior carnaval do Rio Grande do Norte, o tradicional carnaval de Macau está oficialmente cancelado. A prefeitura da cidade já havia anunciado semanas atrás que não investiria recursos públicos na contratação de bandas para o evento. A folia aconteceria com o apoio da iniciativa privada. Entretanto, a participação dos empresários também foi suspensa. Com isso, a prefeitura anunciou que a festa não será realizada este ano.

O tradicional “mela-mela” e festas pagas seriam realizados por empresários da cidade, mas foram suspensas. O cancelamento, por parte da prefeitura, aconteceu por causa de uma recomendação do Ministério Público do estado (MPRN) diante da crise financeira e a seca histórica que atinge o estado. Macau é um dos 153 municípios em estado de calamidade por causa da estiagem.

Macau não é a única cidade potiguar a cancelar os festejos de momo. A prefeitura de Mossoró também cancelou o carnaval alegando que seria uma “medida de enfrentamento à crise“. Já a prefeitura de Upanema, trocou os festejos de carnaval por iluminação pública e açudes na zona rural

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Saúde

Laboratório da UFRN monitora sorotipos dos vírus dengue e Zika no Rio Grande do Norte

O laboratório de Biologia Molecular de Doenças Infecciosas e do Câncer (Ladic) do Centro de Biociências da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (CB/UFRN) realiza o monitoramento dos sorotipos dos vírus dengue e Zika circulantes no Estado, com vistas a fortalecer a investigação dos casos clássicos e graves e compreender a ação desses vírus no estado. Além disso, pesquisa também o vírus chikungunya.

De acordo com o coordenador do laboratório, o professor Josélio Araújo, do Departamento de Microbiologia e Parasitologia, essa pesquisa permite identificar os municípios e localidades mais afetados por esses vírus e as informações são repassadas às Secretarias de Saúde para auxiliar as ações de controle, a exemplo das ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, contribuindo para a redução do número de casos da doença no RN.

“Após a identificação, sequenciamos o genoma (conjunto de todos os genes de uma espécie de ser vivo) desses vírus com o objetivo de realizar estudos filogenéticos e evolutivos para saber, por exemplo, sua origem”, completa o professor.

De acordo com Josélio Araújo, a equipe realiza ações educativas em áreas afetadas ou não pela dengue, Zika e chikungunya, como comunidades, conselhos comunitários e escolas, objetivando a sensibilização e a mobilização social no controle e prevenção dessas doenças.

“Dentro do laboratório coordeno a linha de pesquisa intitulada Biologia de Arbovírus e Desenvolvimento Tecnológico em Virologia. Essa linha de pesquisa tem o objetivo de realizar pesquisa, desenvolvimento tecnológico, inovação e formação de recursos humanos, estudando aspectos virológicos, epidemiológicos, filogenéticos e evolutivos de Arbovírus, com ênfase nos vírus dengue, Zika e chikungunya”, destaca Josélio.
As pesquisas são realizadas em conjunto com o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Natal, tento também parcerias com Secretarias de Saúde, Fiocruz/RJ, Fiocruz/BA, Fiocruz/PE e colaboradores de instituições internacionais.

Criação do “Sinal Alerta”

Todas as pesquisas ainda estão em andamento, mas já é possível ver alguns resultados. “Além do monitoramento desses vírus em humanos, iniciamos um projeto de monitoramento dos vírus dengue, Zika e chikungunya em Mosquitos Aedes aegypti. A perspectiva é desenvolver um modelo onde, uma vez identificado o vírus no vetor, se acenda o “sinal de alerta” para que as Secretarias de Saúde e a comunidade possam intensificar as ações de combate”, diz o professor Josélio.

Atualmente a equipe do Ladic é composta por 12 pessoas: professor José Veríssimo, professor Josélio Araújo, Kleber Farias (Pós-Doc), Arlinete Medeiros (Doutoranda), João Paulo Silva (Doutorando), Joelma Monteiro (Mestranda), João Ciro Fagundes (Mestrando), Brenda Alves (Biomédica), Ana Alice de Aquino (Biomédica), Leandro Gurgel (Biólogo), Marília Melo (Iniciação Científica) e Yasmin Nascimento (Iniciação Científica).
Chikungunya

Febre Chikungunya é uma doença parecida com a dengue, causada pelo vírus CHIKV, da família Togaviridae. Seu modo de transmissão é pela picada do mosquito Aedes aegypti infectado e, menos comumente, pelo mosquito Aedes albopictus. Seus sintomas são semelhantes aos da dengue: febre, mal-estar, dores pelo corpo, dor de cabeça, apatia e cansaço. Porém, a grande diferença da febre Chikungunya está no acometimento das articulações: o vírus avança nas juntas dos pacientes e causa inflamações com fortes dores acompanhadas de inchaço, vermelhidão e calor local.
De acordo com o último boletim da Dengue divulgado pela Prefeitura de Natal, na capital não ocorreram casos confirmados da doença. Dados sobre os demais municípios não foram divulgados.

Em casos de suspeita de Dengue grave ou óbito suspeito ou confirmado, ligue para o CIEVS/ Natal. Disque notifica: 0800-285-9435 ou 3232 9435.

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Educação

Concurso Cultural premia as melhores redações com bolsas de até 100%

A Faculdade Estácio irá premiar com bolsas de 30%, 50% ou 100%, as melhores redações do vestibular 2016.1. Os estudantes interessados em participar podem se inscrever no vestibular agendado, em uma das unidades de Ponta Negra, Romualdo, Alexandrino e Zona Norte, todos os cursos das modalidades da Estácio, presencial, semi presencial e EaD, fazem parte do concurso cultural.

Para concorrer às bolsas, válidas para o primeiro semestre, o candidato fará duas redações com temas diferentes, no dia do vestibular. Só serão premiados os autores que tiverem o melhor desempenho na segunda redação, que valerá para participar da campanha. A instituição disponibiliza ainda em suas unidades, o regulamento completo do concurso.

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Concurso Público

SINPOL-RN vai integrar comissão para concurso do ITEP

O Diário Oficial do Estado desta quarta-feira (20) trouxe a publicação da Portaria 015/2016 que cria uma Comissão Especial designada para realização de concurso público para o ITEP. O SINPOL-RN indicou dois nomes para compor essa Comissão, atendendo uma solicitação da Secretaria da Administração.

“A Secretaria da Administração pediu dois nomes ao Sindicato para integrar a Comissão que vai elaborar o concurso. Então, foi avaliado pela Diretoria sobre aceitar ou não esse convite e ficou entendido que, como se trata de um concurso público e não contratação temporária, é importante a presença dos representantes da categoria para acompanhar de perto todo o processo”, explica Paulo César de Macedo, presidente do SINPOL-RN.

O concurso público para o ITEP será para a reposição de 40 vagas decorrentes de aposentadorias, falecimentos e exonerações de servidores.

O presidente do SINPOL-RN ressalta ainda a importância da presença dos representantes da categoria na Comissão, pois o concurso público precisa ser regido por todos os critérios de constitucionalidade. “Inclusive, esse concurso também vai precisar de uma lei para regulamentar os cargos e tal lei virá através do Estatuto”.

A Diretoria também deliberou sobre os nomes que iriam integrar essa comissão e chegou a decisão de indicar os nomes de Renata Pimenta e Fabrício Fernandes, que são, inclusive, pessoas que acompanham desde o início o Estatuto do ITEP e que conhecem bem as nuances e peculiaridades daquele órgão.

DO CONCURSO

Em novembro de 2015, o então Governador em exercício Ezequiel Ferreira de Souza assinou a autorização para abertura de concurso público visando o preenchimento de 40 vagas para os cargos de perito criminal, médico-legista, psiquiatra auxiliar e auxiliar de perícia no Instituto Técnico-Científico de Polícia (ITEP). São 9 vagas para perito criminal, 15 vagas para médico-legista, 3 vagas para psiquiatra e 13 para auxiliar de perícia.

O certame é respaldado pelo art.22, da Lei Complementar nº 191, que veda o provimento de cargo público, admissão ou contratação de pessoal, mas ressalva a reposição decorrente de aposentadoria ou falecimento de servidores das áreas de educação, saúde e segurança. A previsão para o lançamento do edital é para o primeiro semestre de 2016.

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Economia

Produtos mais consumidos no Carnaval têm maior índice tributário

Os produtos mais consumidos no Carnaval, como a tradicional caipirinha, chope, cervejas, refrigerantes e até a água mineral são os de maior índice tributário, chegando a quase 77% de impostos. O levantamento foi feito pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT).

Segundo o instituto, o alto índice de tributação não é maior por causa do aumento do consumo nesta época do ano, mas sim porque a bebida alcoólica é considerada um produto supérfluo, um produto que faz mal à saúde.

“Existe um princípio dentro da questão tributária que manda que se tribute menos os produtos mais necessários à população e se tribute mais os maléficos ou produtos de luxo, chamados de supérfluos. Por este fato, a bebida alcoólica é bem mais tributada que outros produtos em geral, mas não por causa do consumo”, explicou o presidente-executivo do IBPT, João Eloi Olenike,

O campeão de maior carga tributária é a tradicional caipirinha (cachaça com limão), com 76,66%, depois vem o chope, com 62,20%, a cerveja em lata ou garrafa, com 55,60%, o refrigerante em lata, com 46,47%, e, por último, apesar de não ser alcoólica, a água mineral, 37,44%.

João Eloi entende a alta tributação da água mineral, que não pode ser considerada um produto supérfluo, como ato discriminatório do próprio legislador.

“A água mineral não deveria ser tão tributada assim. A explicação pode estar relacionada também ao processo de fabricação do produto, quando entra a questão do IPI, fazendo com que o produto seja altamente tributado”.

Com relação aos demais produtos utilizados nas festas de momo, que têm carga tributária que varia de 36% a 45%, o presidente-executivo do IBPT diz que a política do país não é de promoção da cultura (Carnaval), mas de arrecadação tributária.

“Infelizmente, nós temos uma política que não é voltada para fazer uma tributação de acordo com a capacidade econômica do cidadão, de acordo com as atividades relacionadas à cultura. Nós temos hoje uma política de arrecadação tributária, ou seja, quanto mais o governo arrecadar, melhor”, ressaltou.

Com informações da EBC

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