Argentinos convocam protesto contra visita de Jair Bolsonaro

Argentinos convocam protesto contra visita de Jair Bolsonaro

Argentinos convocam protesto contra visita de Jair Bolsonaro

Rafael Nicácio junho 4, 2019 Mundo

(ANSA) – Diversos argentinos de organizações sociais, sindicatos e partidos de esquerda convocaram um protesto para a próxima quinta-feira (6) contra a visita do presidente Jair Bolsonaro a Buenos Aires. A expectativa é de que o ato seja realizado na Praça de Maio, no centro da capital do país, onde está localizada a Casa Rosada, sede do governo. Lá, o brasileiro participará de uma reunião com o chefe de Estado da Argentina, Maurício Macri.

Sob o slogan “Seu ódio não é bem-vindo aqui”, a manifestação contará com a presença de grupos de direitos humanos e de minorias, como as Mães da Praça de Maio e a Federação Argentina de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Trans, além do movimentos La Cámpora e o Movimento Evita, e de sindicatos de trabalhadores, como os que integram a Central de Trabalhadores da Argentina.

Nas redes sociais, os organizadores incentivaram o uso das hashtags #ArgentinaRechazaBolsonaro (Argentina rejeita Bolsonaro, em tradução livre) e #ellosno (eles não) para aumentar a visibilidade do ato. “A ascensão de Bolsonaro à presidência e sua contínua apologia à tortura e à discriminação fazem com que no Brasil cresçam todos os indicadores de violência racista, de gênero, feminicídios, homofobia e transfobia”, informou o grupo responsável pelo ato.

Além disso, os militantes pretendem fazer um protesto a favor da soberania para criticar as políticas tanto de Bolsonaro quanto de Macri. “O povo do Brasil sofre uma política de ajustes, privatizações e repressão que cresceu nos últimos meses”, acrescentou o texto de convocação, ressaltando que o país registrou “um considerável aumento da pobreza”.

Já sobre Macri, os representantes explicaram que, ao ser escolhido como presidente, a Argentina “foi ponta de lança na nova guinada à direita”.

O presidente do Brasil chega na Argentina nesta quarta-feira (5) em sua primeira visita oficial ao país, mas sua agenda ainda não foi divulgada. No entanto, é previsto que ele se reúna com Macri para debater temas da agenda bilateral e Mercosul. Em março, Bolsonaro visitou o Chile e também foi alvo de manifestações por parte de grupos feministas e de defesa dos direitos humanos. Os atos foram realizados no Palácio de La Moneda, onde o presidente se reuniu com o mandatário chileno, Sebastián Piñera.

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