Após receber incentivos no RN, Flávio Rocha abre uma nova fábrica no Paraguai

Dona da rede de varejo Riachuelo, a Guararapes instalou sua primeira confecção em Natal-RN em 1951, tornando-se uma gigante do setor têxtil nacional e sempre concentrou sua produção no país.

Porém, a Guararapes associou-se à Texcin, no projeto de um centro de confecção de US$ 5 milhões, e passou a produzir parte das coleções femininas no Paraguai. Outros US$ 5 milhões serão aplicados numa segunda etapa, quando a empresa deve empregar duas mil pessoas. As informações são d’O Globo.

A Guararapes é apenas uma entre muitas empresas brasileiras que estão se instalando no Paraguai. De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), no momento em que o setor alerta para o risco de desindustrialização no Brasil, pelo menos 42 companhias cruzaram a fronteira e montaram operações no país vizinho. A Vale, por exemplo, adquiriu lá recentemente empresa de logística fluvial, enquanto que a catarinense Buddemeyer, fabricante de artigos de cama, mesa e banho, está instalando uma unidade têxtil. O mesmo ocorre com a InterCement, a cimenteira do grupo Camargo Corrêa, que também ergue nova fábrica em Yguazú.

“Mandamos para lá parte do maquinário da fábrica de Fortaleza. E enviamos tecidos e moldes. Nosso parceiro costura as roupas e fornece para nossas lojas no Brasil. O Paraguai tem o custo chinês, com o transit time (tempo de chegada no país) de Santa Catarina. Uma peça demora seis meses para chegar da China até aqui. Do Paraguai chega em um dia” disse Flávio Rocha, presidente da Guararapes.

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