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Após 150 anos, “superlua de sangue azul” poderá ser vista novamente

Os astrônomos estão empolgados (e nós também!). É que no dia 31 de janeiro ocorrerá a reunião de três fenômenos simultâneos, a primeira vez em mais de 150 anos: a Superlua, a Lua Azul e a Lua de Sangue.

Porém, a Lua Azul é o único evento dos três que não é astronômico, mas sim tem relação com a forma de marcar o tempo – de acordo com calendário lunar, um mês dura 29,5 dias, enquanto o calendário gregoriano tem entre 30 e 31 dias – por causa dessa diferença, há fases cheias de tempos em tempos.

Superlua

A coincidência dos fenômenos precisa ser explicada em partes. Em primeiro lugar, temos que saber que a chamada “Superlua” acontece quando a lua, em sua fase cheia, fica mais próxima da Terra, o que a faz parecer maior e mais brilhante do que em dias comuns. Estatisticamente falando, o nosso satélite natural fica 15% mais brilhante e 30% maior do que as luas cheias regulares.

Além da primeira do ano, registrada exatamente dia 1º de janeiro, a Nasa estima que mais duas luas “grandes e brilhosas” devem iluminar os céus ainda no mês de janeiro, em uma “trilogia” de fenômenos.

Lua azul

Este termo vem do inglês (blue moon) e é usado para nomear a segunda lua cheia dentro de um mês. É um fenômeno raro que ocorre apenas a cada dois anos e meio. No entanto, é ainda mais raro que este evento coincida com um eclipse: o último registro de um evento similar data de 31 de março de 1866, há 152 anos.

Lua de sangue

Lua de sangue

Foto: KBOutdoors / Pixabay

Esse fenômeno está diretamente relacionado ao eclipse lunar de 31 de janeiro, que só será visível no oeste da América do Norte. Durante o evento, a Terra será posicionada entre a Lua e o Sol e, sem receber os raios do sol, o satélite terá uma cor entre laranja e avermelhada.

Sem dúvida, é um evento singular na astronomia. Mas 2018 está apenas começando e tem mais fenômenos desse tipo, entre eles, outra lua azul que ocorrerá em 31 de março.

Observar o fenômeno

Os melhores lugares para observar a Superlua de Sangue Azul serão a faixa entre o oeste da América do Norte, passando pelo Oceano Pacífico até o leste do continente asiático. Porém, para aqueles que não conseguirem uma boa visão do fenômeno, diversos sites de  streaming devem transmitir, ao vivo, o acontecimento.

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