Ciência

Animal digital: Cientistas digitalizam cérebro de um verme e colocam em um robô

robô-verme

Na busca para criar a vida artificial, cientistas criaram uma réplica da vida mais simples que conhecemos. O verme Caenorhabditis elegans tem apenas 300 neurônios e cerca de 1.000 células – e agora um robô que imita as ações desse organismo simples foi criado. As informações são do Daily Mail.

O projeto OpenWorm, com um esforço global, está tentando criar o primeiro animal digital do mundo. No início deste ano, eles fizeram uma campanha bem sucedida na plataforma Kickstarter para financiar a criação de um verme que pode ser baixado em computadores. E eles também criaram um robô que imita as ações de um verme. C. elegans é uma das formas mais simples de vida que conhecemos, graças aos seus neurônios e células limitadas, e, assim, os pesquisadores foram capazes de mapear o seu corpo com precisão.

No início deste ano o projeto OpenWorm fez uma campanha digital de sucesso para financiar o seu verme digital (apresentado). No próximo ano as pessoas poderão comprar e baixar seu próprio verme para uso em computadores. Foto: OpenWorm

No início deste ano o projeto OpenWorm fez uma campanha digital de sucesso para financiar o seu verme digital (apresentado). No próximo ano as pessoas poderão comprar e baixar seu próprio verme para uso em computadores. Foto: OpenWorm

O verme, apesar de simples, contém 80 por cento dos mesmos genes que os seres humanos e pode ser estudado como uma versão mais básica da vida complexa. Com um cérebro, estômago e funções corporais, ele forneceu aos cientistas uma maneira de estudar a vida em uma escala muito menor e mais gerenciável.

Neste último projeto os pesquisadores mapearam toda a fisiologia de um organismo C. elegans. Eles, então, recriaram o cérebro do verme, células e os demais órgãos em forma digital, com neurônios que podem tomar decisões. O objetivo final do projeto é dar às pessoas o acesso ao seu próprio verme digital chamado WormSim para estudar em seus computadores por meio do projeto OpenWorm.

O WormSim deve estar disponível no próximo ano. Mas eles também inseriram o cérebro artificial do verme em uma máquina de Lego, especificamente um robô Lego Mindstorms EV3. Ao recriar os 302 neurônios e 959 células deste minúsculo verme nematoide, o robô pode, então, “imitar” as ações de um verme na vida real. Isso significa que ele pode se locomover, driblar obstáculos como paredes e também se transformar. O robô é muito básico para agora, e não possui a capacidade de executar funções mais complexas, como comer, mas este já é um passo importante, para a criação de vida artificial que pode pensar por si mesmo.

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