‘A sociedade está perdida’, afirma desembargador durante audiência com Fátima e Álvaro Dias

‘A sociedade está perdida’, afirma desembargador durante audiência com Fátima e Álvaro Dias

A audiência de conciliação realizada nesta quarta-feira, 10 de março, entre a governadora Fátima Bezerra e o prefeito Álvaro Dias terminou sem acordo. Em pouco mais de três horas de debate, a única proposta apresentada foi a que atrasa o toque de recolher das 20h para as 21h com término às 6 horas. A medida foi sugerida pelo prefeito da capital, mas não foi aceita pela governadora.

Sem acerto entre o Estado e o Município de Natal, o desembargador Dilermando Mota, que intermediou o encontro, criticou o término inconclusivo da audiência. “Lamento não termos caminhado mais. Embora sem consenso, a sociedade ganhou. Estamos aqui em nome dela. A sociedade está perdida, está confusa. Além de lutar contra o vírus, está sem saber o que fazer, pois não temos um decreto único e corre o risco de sofrer sanções, seja por excesso ou por omissão”, pontuou.

“Qual decreto prevalece? Aí vamos para os tribunais. E enquanto as diversas esferas jurídicas estão discutindo, as pessoas estão morrendo”. Ainda segundo o desembargador, a falta de acerto entre o governo e a prefeitura é preocupante, pois deixa a sociedade “sem esclarecimento que traria segurança jurídica, que daria um norte de como se comportar para além de se livrar da covid-19”.

Em seu posicionamento final, o prefeito Álvaro Dias se opôs à postura adotada pelo governo do Estado. “Essa postura de intransigência do governo preocupa e não nos ajuda em nada. Isso é lamentável, pois esperava que cada um dos lados se colocasse disponível para mudanças. Isso vai penalizar os trabalhadores, que não vão receber seus salários se não puderem trabalhar. Uma hora a mais não altera o ritmo da pandemia”, destacou.

Já a governadora Fátima Bezerra reforçou que prefere esperar o fim do atual decreto para discutir novas ações com os poderes, prefeituras, sociedade e entidades do comércio. “Nossa posição é para que mantenhamos a vigência do decreto até o dia 17 e continuemos esse diálogo após isso. O governo tem compreensão clara de que nós vivemos o pior momento da pandemia no RN. A transmissibilidade do vírus se tornou muito mais perigosa e mais destruidora. A mortalidade tem avançado e atingido a nossa juventude”, argumentou.

Confira o vídeo da audiência:

https://www.youtube.com/watch?v=hi5xk1Fe0Fg

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