Urbana recolhe 1.100 toneladas diárias de lixo em Natal

Coletar, separar e destinar de forma correta 1.100 toneladas de resíduos diariamente é o desafio da  Companhia de Serviços Urbanos de Natal (Urbana). Boa parte dessa tarefa é executada pela Prefeitura do Natal com recursos da Taxa de Limpeza Pública – TLP, que é cobrada junto com o IPTU – Imposto sobre Propriedade Territorial Urbana. Os custos mensais com as atividades se aproximam dos R$ 13 milhões.

Natal produz de Resíduos Sólidos Urbanos ou Resíduos domiciliares – 800 toneladas diárias. Aproximadamente 45% é lixo seco (papel, plástico, papelão e metais) e 55% é lixo úmido (matéria orgânica). “Esse tipo de resíduo mandamos, após uma seletividade (que não é ainda em sua totalidade, mas em grande parte) para a Braseco, que é o aterro sanitário para dar destino correto ao material”, revela Thiago Mesquita – diretor de operações da Urbana.

Além da parte domiciliar, a empresa de limpeza urbana precisa lidar com outros tipos de material. “Temos também o recolhimento de Resíduos Sólidos Especiais. Esses são de três tipos: pneus, podas e entulhos. Recolhemos em média, por dia, aproximadamente 300 toneladas. Os pneus ficam armazenados em um galpão que temos no Alecrim, que depois são destinados para a reciclagem. As podas e entulhos nós recolhemos e são utilizados para recuperar áreas degradadas de atividades de mineração, ou seja, aquelas valas, ou buracos gigantes. Atualmente nós estamos destinando esse material para a recuperação de uma área degradada no bairro dos Guarapes”, revela o diretor. Nesses locais de recuperação é deposto o material inerte, que não contamina o solo, para poder recuperar topograficamente as áreas.

Todos os bairros da capital têm coleta que passam ao menos três vezes por semana. No entanto, alguns bairros, como Mãe Luíza e nas praias, por exemplo, a coleta é feita diariamente, inclusive duas vezes por dia dependendo da demanda.

“Temos também um trabalho chamado Coleta Especial. Esse trabalho é executado quando o morador gera esse tipo de resíduo de podas e entulhos, por exemplo na reforma da casa, ou limpeza do terreno. Assim é só ligar para o 3232-9999 da Urbana para contratar essa coleta especial por um valor que não cobre nem aquilo que nós gastamos que é R$ 80,00. Até 6m cúbicos de material é retirado em cada carrada e se isso fosse utilizado pelos moradores, nós evitaríamos a clandestinidade de alguns carroceiros, que cobram mais barato, mas que despejam os detritos em terrenos públicos (praças e canteiros), comprometendo a qualidade cênica da cidade, a questão da saúde pública, contaminação do solo, etc”, resume Mesquita.

O diretor de operações da Urbana enfatiza a importância de a população manter em dia os impostos para que o serviço seja prestado com qualidade e explica que o recurso arrecadado pela TLP, corresponde apenas a coleta domiciliar, que é a obrigação do Município. Todo o Resíduo Especial podas, entulhos, pneus, baterias, lixo hospitalar, os grandes geradores – ou sejam produzem mais de 200 litros de resíduos/dia, está na obrigação de quem gera. “Eles têm que armazenar, transportar e destinar de forma ambientalmente correta”, diz.

Os trabalhos da Urbana também envolvem projetos em vários setores. O “Mãos com a Comunidade” está em fase experimental na zona norte da cidade. “Reúno os líderes comunitários quinzenalmente e é feita uma avaliação das prioridades. Eles nos passam o que é mais urgente e planejamos as ações. Com isso temos mudado algumas realidades”, festeja Thiago Mesquita.

Outro projeto é o “Lixo não Combina com a Saúde”, que faz o monitoramento, limpeza e colocação de placas e de fiscais em todas as áreas relacionadas à saúde pública tais como hospitais, postos de saúde e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). “Estamos trabalhando junto com a comunidade também nessa parte de cuidado com as áreas de saúde, porque infelizmente até nesses locais as pessoas jogam lixo e material que causa contaminação”, aponta.

Atualmente, a Urbana desenvolve, um projeto Macro idealizado pelo diretor de operações para a reformulação, desde a coleta domiciliar até o tratamento final desse resíduo. Esse projeto já foi apresentado na 6ª Vara da Justiça Federal, para o Ministério Público Federal, para o Ministério Público Estadual, para a Fazenda da União e está envolvendo várias secretarias da Prefeitura. “Pretendemos que Natal passe a ser uma referência para a limpeza pública da América Latina”, conclui Thiago Mesquita.

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