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Supostos membros das Testemunhas de Jeová destroem templo de 7 mil anos

Supostos membros das Testemunhas de Jeová destroem templo de 7 mil anos
Imagem ilustrativa / AdamT / CC BY-SA 3.0
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Supostos membros da Igreja Testemunhas de Jeová reivindicaram um ataque que acabou destruindo um sítio arqueológico sagrado, no centro do México, em um ato de intolerância religiosa, informou a mídia local.

O ataque no santuário de Makonikha, no estado mexicano de Hidalgo, destruiu pelo menos uma dúzia de estrutura de pedras usadas como altares para os indígenas Otomi, informou o portal TN8.

Alguns dos vândalos falaram com um investigador e explicaram que destruíram o santuário “seguindo a palavra de Deus” e acreditam que o culto ancestral indígena envolve o diabo. A religião Otomi reverencia a terra, a água e o fogo, entre outras divindades que fazem oferendas.

Solicitado pelo portal TN8, o porta-voz das Testemunhas de Jeová no México não quis falar sobre o incidente. De acordo com a antropóloga mexicana Lourdes Báez, Mayonikha para o Otomi é como Meca para os muçulmanos e o Vaticano para os católicos.

Não se sabe como as Testemunhas de Jeová foram capazes de cometer seus atos de vandalismo uma vez que o sítio arqueológico é protegido pelos nativos, que permitem a entrada apenas para os fiéis.

INAH nega acusação

Um representante do Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH) negou que tal uma situação ocorreu. Juan Jose Arias Orozco disse que tudo isso era uma mentira fabricada por Luis Pérez Lugo, um acadêmico da Universidade de Chapingo, que lançou a versão em que acusa as “Testemunhas de Jeová” de terem destruído o templo sagrado.

De acordo com informações publicadas pela Quadratín Hidalgo, o representante do INAH disse que, ao contrário do que foi dito em redes sociais, o vídeo divulgado por Pérez Lugo foi uma reação à recusa da comunidade para a realização de um congresso.

Nesse sentido, Arias Orozco disse que o lugar é tão respeitado e sagrado que não é qualquer um que pode pôr os pés na terra do ‘sonho sagrado’.

Ele disse que até as pedras que aparecem no vídeo que circulou com a denúncia da comunidade Otomi e foram apresentados como as “ruínas do Santuário”, são na verdade elementos que fazem parte dos rituais que não são praticados.

Atualizado em 27/07/2016

Romário Nicácio Administrador de Redes. Redator e co-fundador do Portal N10. Redator de sites desde 2009.
  • Guilherme

    Mentira.

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