RN pode ter duas estradas com pedágio, afirma diretor do DER

Um estudo realizado pelo Departamento de Estradas e Rodagens do Rio Grande do Norte (DER-RN), analisou a possibilidade de implementar no Estado duas rodovias em parceria com empresas privadas. A proposta daria maior facilidade ao Governo do Estado que passa por dificuldades financeiras e não estaria em condições de arcar com o custo total da obra.

Com a iniciativa, seriam implementados pedágios nos trechos do acesso sul ao Aeroporto Internacional Aluízio Alves, em São Gonçalo do Amarante, e em uma nova estrada para a praia de Pipa, no litoral Sul do Estado.

Segundo afirma o diretor do DER-RN, general Jorge Fraxe, a falta de recursos para a conclusão das obras motivou a escolha pela concessão dos pedágios. “Já está difícil para o Estado pagar a folha, imagine para construir estradas. É melhor uma boa estrada com o pedágio do que uma estrada cheia de buracos”, disse Fraxe.

Ainda de acordo com Fraxe, o modelo, que é adotado em diversos estados do país, visa garantir a qualidade da estrada aos motoristas. “Não é só o pedágio, essas estradas têm toda uma cobertura de câmeras, guincho, segurança. É uma estrutura diferenciada”, declarou.

A instalação dos pedágios não tem data definida para acontecer. O projeto ainda vai passar por audiência pública e, caso seja aceito, segue para o processo de licitação das empresas que ficarão responsáveis pelos pedágios.

“O pedágio é uma forma de garantir um serviço de qualidade. Quem quiser continuar a usar os outros acessos, desviando de buraco, pode continuar usando”, concluiu Jorge Fraxe.

Opinião

O grande problema que reside nesta “solução” encontrada pelo Governo, é que já pagamos por esse e todos os outros serviços por meio dos impostos altíssimos que são cobrados. Pagamos pela construção, manutenção e também pelo mínimo de segurança nas vias públicas. Mesmo assim, a “solução” encontrada é pagar uma segunda vez, só que agora a uma empresa privada. Ou seja, pagar duas vezes pelo mesmo serviço e ter como opção contrária uma estrada a qual também pagamos, mas que está esburacada e sem segurança. E que fatalmente vai continuar assim, uma vez que já temos uma “grande solução”, o pedágio.

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