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Professor do Vale do Silício prevê o desenvolvimento dos alimentos artificiais

Professor do Vale do Silício prevê o desenvolvimento dos alimentos artificiais
Foto: Divulgação
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As próximas décadas apresentarão mudanças radicais para a indústria alimentícia com o desenvolvimento dos alimentos artificiais, produzidos de forma muito mais rápida e barata. A previsão é do professor do Vale do Silíco José Luis Cordeiro, fundador e docente da Universidade da Singularidade da Nasa, que atualizou o público sobre os estudos científicos mais inovadores do mundo durante a palestra “O Futuro do futuro: As promissoras perspectivas para a raça humana”, realizada na 32ª edição da APAS 2016 – Feira e Congresso de Gestão Internacional, evento promovido pela Associação Paulista de Supermercados (APAS).

Pautado pelos avanços tecnológicos dos últimos anos e pelos investimentos globais no desenvolvimento de novas tecnologias para as áreas de medicina, alimentação e comunicação, Cordeiro afirma que nos próximos 20 anos a humanidade irá vivenciar mais mudanças do que as vistas ao longo dos últimos dois mil anos. “A tecnologia avança exponencialmente e, em três décadas, teremos desenvolvido aparelhos mais complexos do que o cérebro humano”, afirma o professor. Para ele, a tecnologia do futuro parece magia aos olhos do presente. “A ficção hoje é a realidade de amanhã.”

Para o professor, mudanças substanciais na indústria em geral, como na alimentícia com a criação e popularização dos alimentos artificiais, vão contribuir para uma produção mais ecológica e humana, além de gerar economia de tempo e custo. Para o agronegócio como o conhecemos hoje, essa perspectiva não é positiva. “A carne artificial deve, em 10 anos, acabar com o agronegócio brasileiro”, afirma Cordeiro. Além disso, ele prevê grandes transformações no mundo do trabalho. Segundo ele, “o trabalho também irá se transformar radicalmente, uma vez que não há futuro para o trabalho tradicional. Estes serão mais criativos e divertidos”.

Hoje já vemos exemplos disso no mercado atual, ao qual houve uma transferência de valor do processo de manufatura para o que ele denomina como mentefatura, em que os produtos possuem um valor agregado pelas ideias.

Romário Nicácio Administrador de Redes. Redator e co-fundador do Portal N10. Redator de sites desde 2009.
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