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Pesquisador da UFRN desenvolve sorvete artesanal à base de Whey Protein

Pesquisador da UFRN desenvolve sorvete artesanal à base de Whey Protein
Além da inserção do suplemento proteico, o sorvete utiliza a biomassa da casca da banana verde, em substituição à gordura e para dar consistência, suco e raspas da casca da laranja (Foto: Wallacy Medeiros)
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Saudável, energético, baixo teor de gordura e sabor leve e refrescante. Esses são alguns dos diferencias do sorvete artesanal à base de um suplemento alimentar, o whey protein – composto isolado do soro do leite -, desenvolvido pelo professor substituto do Departamento de Engenharia de Produção, Luciano Queiroz de Araújo Junior, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

O sorvete de laranja é fruto da dissertação de mestrado “Aplicação do planejamento do experimento no processo de desenvolvimento de produtos: pesquisa em uma sorveteria artesanal”, do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção (PEP) da UFRN. O pesquisador estudou os processos de concepção, pesquisa e venda do produto, visando a integração entre a Universidade e o mercado.

Luciano Queiroz conta que, no decorrer da pesquisa, percebeu que nas micros e pequenas empresas, a área mais defasada é a de lançamento de produtos novos, por isso, resolveu investir no nicho das academias, que está em franco crescimento, e os frequentadores sempre aderem a um novo produto fitness. “A ideia desse sorvete é tentar quebrar um paradigma dos produtos existentes no mercado. Quando alguém fala de sorvete você pensa o quê? Em um alimento que não pode estar na sua dieta, devido às calorias e por ser um produto gorduroso”, ressalta.

Segundo levantamento feito pela Mintel, empresa global de pesquisa de mercado e consumo, nos últimos anos, o faturamento desse mercado no Brasil cresceu 26,5%. De acordo com o estudo, o setor vem crescendo, em média, 33% nos últimos cinco anos. Com isso, o Brasil é o 4º maior mercado de sorvetes no mundo, atrás de Estados Unidos, China e Japão. Dados da Associação Brasileira das Indústrias de Sorvete mostram que, nos últimos dez anos, o consumo cresceu 76,49%, atingindo 1,209 bilhão de litros em 2013.

De acordo com o pesquisador, o sorvete de whey protein é uma alternativa de doce saudável e uma fonte rica de proteínas, carboidratos e fibras, pois contem uma média de 0,25% de gordura, um valor ínfimo comparado com outros produtos. Na fabricação as inovações não param, além da inserção do suplemento proteico, se utiliza a biomassa da casca da banana verde, em substituição à gordura e para dar consistência, suco e raspas da casca da laranja.

À venda

Por enquanto, o sorvete de whey protein está sendo comercializado em Natal e em Pipa (Litoral sul), nas lojas da Sorveteria Artesanal Real de 14. O engenheiro de produção, Luciano Queiroz destaca que a venda do sorvete superou as expectativas e agradou os paladares, inclusive dos atletas das academias adeptos de shakes (público-alvo da pesquisa). Além disso, o lucro é animador.

Todavia, os nutricionistas recomendam o consumo do sorvete logo após a prática de atividades físicas regulares ou de forma esporádica, como caminhadas, porque a capacidade de absorção da proteína pelo organismo é maior quando se está em movimento, e o nutriente é melhor processado pelo metabolismo ajudando no processo de construção e reparação muscular.

As informações são de Auristela de Oliveira, repórter da AGECOM/UFRN* 

Romário Nicácio Administrador de Redes. Redator e co-fundador do Portal N10. Redator de sites desde 2009.
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